<?xml version="1.0"?>
<?xml-stylesheet type="text/css" href=" /skins/common/feed.css?303"?>
<feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xml:lang="pt">
		<id>http://metis.med.up.pt/api.php?action=feedcontributions&amp;feedformat=atom&amp;user=Paulo+Santos</id>
		<title>METIS - Contribuições do utilizador [pt]</title>
		<link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://metis.med.up.pt/api.php?action=feedcontributions&amp;feedformat=atom&amp;user=Paulo+Santos"/>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Especial:Contribui%C3%A7%C3%B5es/Paulo_Santos"/>
		<updated>2026-05-27T06:38:07Z</updated>
		<subtitle>Contribuições do utilizador</subtitle>
		<generator>MediaWiki 1.23.10</generator>

	<entry>
		<id> /index.php/Infe%C3%A7%C3%B5es_urin%C3%A1rias</id>
		<title>Infeções urinárias</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Infe%C3%A7%C3%B5es_urin%C3%A1rias"/>
				<updated>2024-07-15T11:06:04Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Daniela Pinto&lt;br /&gt;
|Última atualização=2024/07/15&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Infeções do trato urinário, Cistite, Pielonefrite&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=U71&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
-----&lt;br /&gt;
As infeções urinárias são das infeções mais frequentes e classificam-se como baixas ou altas e complicadas ou não complicadas. Geralmente ocorrem por contaminação da urina por bactérias do tubo digestivo e órgãos genitais, embora existam outras causas como a obstrução ao fluxo urinário. Podem não apresentar sintomas, mas frequentemente provocam dor e ardor ao urinar e sensação de peso e dor na região inferior do abdómen. A presença de febre, dores nas costas, náuseas e vómitos são sugestivos de infeção renal. O diagnóstico normalmente não requer quaisquer exames auxiliares de diagnóstico. O tratamento é feito com antibióticos e reforço da ingestão de água, sem necessidade de hospitalização.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
===Infeções urinárias===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
As infeções urinárias não complicadas constituem um motivo frequente de recurso aos serviços de saúde em adultos. São mais comuns no sexo feminino, sendo que uma em cada cinco mulheres tem uma infeção urinária alguma vez na vida.  &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Como se classificam? ====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
As infeções urinárias classificam-se quanto à sua localização em baixas, se afetam a uretra (orifício pelo qual a urina é eliminada) e/ou bexiga, e altas, se afetam os ureteres (canais que transportam a urina dos rins para a bexiga) e/ou rins.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Classificam-se ainda quanto à sua gravidade em não complicadas e complicadas. As primeiras são as mais comuns e, geralmente, mais simples de resolver. As infeções urinárias consideram-se complicadas quando existe uma anomalia estrutural ou funcional do aparelho urinário, como obstrução ao fluxo de urina, presença de cálculo (pedra) ou mau funcionamento renal, ou quando existe uma doença prévia que interfira com as defesas do organismo, como a [[Diabetes Mellitus|diabetes mellitus]] mal controlada, a imunodepressão, a doença oncológica avançada, entre outros.&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====O que são e quais as causas?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A urina contém líquidos e produtos do funcionamento do organismo mas não microrganismos. Na maioria das vezes a infeção surge porque as bactérias, presentes no tubo digestivo ou nos órgãos genitais, ascendem pela uretra, instalando-se no interior das vias urinárias e provocando doença. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A transmissão por via sexual é possível. Podem também ser estar relacionadas com uma obstrução urinária (por exemplo por um cálculo ou uma próstata aumentada), ou com a algaliação.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
==== Agentes comuns de infeção urinária====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* ''Escherichia coli'' (conhecida como colibacilo)&lt;br /&gt;
* ''Klebsiella'' spp.&lt;br /&gt;
* ''Proteus'' spp.&lt;br /&gt;
* ''Staphylococcus saprophyticus''&lt;br /&gt;
* ''Enterococcus'' spp.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Quais os sintomas?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
As infeções urinárias podem não provocar qualquer sintoma, mas, na maioria dos casos, as queixas surgem precocemente e variam conforme a localização da infeção. Os sintomas mais frequentes são:&lt;br /&gt;
[[File:Ad-1238807 1920.jpg|right|200px]]&lt;br /&gt;
* Necessidade quase permanente de urinar, mas com eliminação mínima de urina;&lt;br /&gt;
* Dor tipo queimadura na zona da uretra ou na bexiga enquanto está a urinar;&lt;br /&gt;
* Sensação de peso e dor na região inferior do abdómen;&lt;br /&gt;
* Incontinência;&lt;br /&gt;
* Mal-estar geral. &lt;br /&gt;
O aspeto e o cheiro da urina também se podem alterar, podendo ser mais turva, leitosa ou avermelhada, se tiver sangue, e com cheiro mais intenso. No caso da infeção urinária baixa, raramente ocorre febre. A presença de febre, dores nas costas, náuseas e vómitos são sugestivos de infeção urinária complicada.&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Como se faz o diagnóstico?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A simples presença dos sintomas permite o diagnóstico em 90% dos casos. Habitualmente são muito caraterísticos e estabelecem uma suspeita em relação à localização da infeção. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[File:Urina tira teste.jpg|right|250px]]&lt;br /&gt;
Os exames complementares podem ter importância:&lt;br /&gt;
* '''Tira teste''', em que se obtém de imediato o resultado do estudo de algumas propriedades da urina&lt;br /&gt;
* '''Urocultura''', em que a amostra de urina é enviada ao laboratório para identificar qual o microrganismo infecioso e os antibióticos a que o mesmo é sensível e resistente, permitindo orientar o tratamento.&lt;br /&gt;
* '''Outros exames''', como a ''ecografia'' dos rins e bexiga, usados apenas nas infeções urinárias complicadas.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====É necessário fazer rastreio?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Na maioria das pessoas não há necessidade de fazer qualquer tipo de teste de rastreio.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As grávidas são a exceção. Ao longo de toda a gravidez, deve-se pesquisar a presença de bactérias na urina, mesmo na ausência de sintomas. Nesta fase existe uma maior suscetibilidade para as infeções urinárias, devido às alterações hormonais e ao aumento da pressão dentro do abdómen causada pelo desenvolvimento do feto, com um maior risco de complicação tanto para a mulher como para o bebé (ex. trabalho de parto prematuro, hipertensão arterial na grávida e abortamento). &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Qual é o tratamento?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A primeira medida no tratamento das infeções urinárias é uma correta hidratação. Beber bastantes líquidos, nomeadamente água, cerca de 1 a 2 litros por dia, que permite uma maior diluição da urina e a eliminação bacteriana.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O seu médico poderá aconselhar o melhor tratamento, eventualmente prescrevendo um antibiótico. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Por vezes as queixas desaparecem rapidamente após a toma de antibioterapia, contudo as bactérias podem demorar mais tempo até serem completamente eliminadas. Devem ser seguidas sempre as indicações posológicas e não ter a tentação de suspender o tratamento precocemente, pois pode levar ao reaparecimento da infeção e com formas mais graves.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Deve evitar-se a toma de antibióticos por iniciativa própria, sem prescrição médica, o que pode favorecer resistências bacterianas.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As infeções urinárias altas, tal como as complicadas, por vezes necessitam de internamento hospitalar para tratamento antibiótico intensivo, eventualmente por via endovenosa, e prolongado até normalização do funcionamento renal.&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====O que são infeções urinárias de repetição?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
São infeções urinárias que surgem 3 ou mais vezes no período de um ano ou 2, ou mais vezes no período de 6 meses. Podem ser recidivantes, se ocorrem precocemente nas primeiras 2 semanas após terminar o antibiótico, provocadas pela mesma bactéria por falência do tratamento; ou reinfeções, se ocorrem mais de 2 semanas após terminar o tratamento da infeção inicial, num doente que já estava curado, sendo causadas por outros microrganismos. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Como prevenir as infeções urinárias?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
São várias as medidas gerais que ajudam na prevenção:&lt;br /&gt;
* '''Beber quantidades adequadas de líquidos''' (o normal será cerca de 1,5 l a 2 l por dia, mas no tempo quente poderá ser necessário maior quanridade);&lt;br /&gt;
* '''Urinar quando se tem vontade''', não adiar (evitar estar mais de 4 horas sem urinar, exceto durante a noite);&lt;br /&gt;
* Quando '''limpar, lavar ou secar a área genital''' depois de urinar ou defecar faça-o '''da frente para trás''' (para evitar que as bactérias provenientes do ânus contactem com a vagina e/ou uretra);&lt;br /&gt;
* '''Tomar banhos de chuveiro''' em vez de imersão;&lt;br /&gt;
* '''Limpar os órgãos genitais''' antes das relações sexuais e urinar no fim, para eliminar bactérias.&lt;br /&gt;
* '''Evitar a obstipação''' (prisão de ventre), pois a presença de fezes no reto aumenta a probabilidade de contaminação urinária.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Nas infeções urinárias de repetição pode-se recorrer ainda a outras medidas, de prescrição médica:&lt;br /&gt;
* '''Profilaxia não antibiótica''': Vacinas imunoestimulantes, por um período de 3 meses a 1 ano.&lt;br /&gt;
* '''Profilaxia antibiótica''', em que um antibiótico é administrado diariamente ou episodicamente antes de ocorrer a infeção, numa tentativa de a prevenir. As mulheres que associam as infeções urinárias de repetição à atividade sexual, podem beneficiar deste tipo de prevenção.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Conclusão===&lt;br /&gt;
As infeções urinárias são frequentes, o diagnóstico baseia-se nos sintomas que provocam, como a dor e a ardência ao urinar, e o tratamento é feito com antibióticos.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Muito importante é o reforço da ingestão de líquidos, que pode prevenir e tratar as infeções urinárias.&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Referências recomendadas===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [http://www.sosbexiga.com SOS-BEXIGA.com]&lt;br /&gt;
* [http://www.apurologia.pt/frameset.htm?http://www.apurologia.pt/doencas.htm Associação Portuguesa de Urologia]&lt;br /&gt;
* [http://www.dgs.pt/directrizes-da-dgs/normas-e-circulares-normativas/norma-n-0152011-de-30082011-jpg.aspx DGS - Terapêutica de infeções do aparelho urinário (comunidade)]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Infeções_urinárias|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Whatsapp_metis.png|30px|link=https://api.whatsapp.com/send?text=Infeções+urinárias+http://metis.med.up.pt/index.php/Infeções_urinárias|alt=Alt text|Partilha no Whatsapp]] &lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Infeções_urinárias|alt=Alt text|Partilha no twitter]] &lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Infeções_urinárias|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Infeções_urinárias|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;text-align: center; margin: auto; font-size: 90%; margin-top: -18px; margin-bottom: -20px;&amp;quot;&amp;gt; &lt;br /&gt;
[[Utilizador:Daniela_Pinto|Daniela Pinto]]&lt;br /&gt;
 &amp;lt;/div&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Saúde ginecológica‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Doenças urológicas]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Infeções bacterianas]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Higiene]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção secundária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Infe%C3%A7%C3%B5es_urin%C3%A1rias</id>
		<title>Infeções urinárias</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Infe%C3%A7%C3%B5es_urin%C3%A1rias"/>
				<updated>2024-07-15T11:03:55Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Daniela Pinto&lt;br /&gt;
|Última atualização=2024/07/15&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Infeções do trato urinário, Cistite, Pielonefrite&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=U71&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
-----&lt;br /&gt;
As infeções urinárias são das infeções mais frequentes e classificam-se como baixas ou altas e complicadas ou não complicadas. Geralmente ocorrem por contaminação da urina por bactérias do tubo digestivo e órgãos genitais, embora existam outras causas como a obstrução ao fluxo urinário. Podem não apresentar sintomas, mas frequentemente provocam dor e ardor ao urinar e sensação de peso e dor na região inferior do abdómen. A presença de febre, dores nas costas, náuseas e vómitos são sugestivos de infeção renal. O diagnóstico normalmente não requer quaisquer exames auxiliares de diagnóstico. O tratamento é feito com antibióticos e reforço da ingestão de água, sem necessidade de hospitalização.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
===Infeções urinárias===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
As infeções urinárias não complicadas constituem um motivo frequente de recurso aos serviços de saúde em adultos. São mais comuns no sexo feminino, sendo que uma em cada cinco mulheres tem uma infeção urinária alguma vez na vida.  &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Como se classificam? ====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
As infeções urinárias classificam-se quanto à sua localização em baixas, se afetam a uretra (orifício pelo qual a urina é eliminada) e/ou bexiga, e altas, se afetam os ureteres (canais que transportam a urina dos rins para a bexiga) e/ou rins.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Classificam-se ainda quanto à sua gravidade em não complicadas e complicadas. As primeiras são as mais comuns e, geralmente, mais simples de resolver. As infeções urinárias consideram-se complicadas quando existe uma anomalia estrutural ou funcional do aparelho urinário, como obstrução ao fluxo de urina, presença de cálculo (pedra) ou mau funcionamento renal, ou quando existe uma doença prévia que interfira com as defesas do organismo, como a [[Diabetes Mellitus|diabetes mellitus]] mal controlada, a imunodepressão, a doença oncológica avançada, entre outros.&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====O que são e quais as causas?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A urina contém líquidos e produtos do funcionamento do organismo mas não microrganismos. Na maioria das vezes a infeção surge porque as bactérias, presentes no tubo digestivo ou nos órgãos genitais, ascendem pela uretra, instalando-se no interior das vias urinárias e provocando doença. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A transmissão por via sexual é possível. Podem também ser estar relacionadas com uma obstrução urinária (por exemplo por um cálculo ou uma próstata aumentada), ou com a algaliação.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
==== Agentes comuns de infeção urinária====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* ''Escherichia coli'' (conhecida como colibacilo)&lt;br /&gt;
* ''Klebsiella'' spp.&lt;br /&gt;
* ''Proteus'' spp.&lt;br /&gt;
* ''Staphylococcus saprophyticus''&lt;br /&gt;
* ''Enterococcus'' spp.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Quais os sintomas?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
As infeções urinárias podem não provocar qualquer sintoma, mas, na maioria dos casos, as queixas surgem precocemente e variam conforme a localização da infeção. Os sintomas mais frequentes são:&lt;br /&gt;
[[File:Ad-1238807 1920.jpg|right|200px]]&lt;br /&gt;
* Necessidade quase permanente de urinar, mas com eliminação mínima de urina;&lt;br /&gt;
* Dor tipo queimadura na zona da uretra ou na bexiga enquanto está a urinar;&lt;br /&gt;
* Sensação de peso e dor na região inferior do abdómen;&lt;br /&gt;
* Incontinência;&lt;br /&gt;
* Mal-estar geral. &lt;br /&gt;
O aspeto e o cheiro da urina também se podem alterar, podendo ser mais turva, leitosa ou avermelhada, se tiver sangue, e com cheiro mais intenso. No caso da infeção urinária baixa, raramente ocorre febre. A presença de febre, dores nas costas, náuseas e vómitos são sugestivos de infeção urinária complicada.&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Como se faz o diagnóstico?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A simples presença dos sintomas permite o diagnóstico em 90% dos casos. Habitualmente são muito caraterísticos e estabelecem uma suspeita em relação à localização da infeção. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[File:Urina tira teste.jpg|right|250px]]&lt;br /&gt;
Os exames complementares podem ter importância:&lt;br /&gt;
* ''Tira teste'', em que se obtém de imediato o resultado do estudo de algumas propriedades da urina&lt;br /&gt;
* ''Urocultura'', em que a amostra de urina é enviada ao laboratório para identificar qual o microrganismo infecioso e os antibióticos a que o mesmo é sensível e resistente, permitindo orientar o tratamento.&lt;br /&gt;
* ''Outros exames'', como a ''ecografia'' dos rins e bexiga, usados apenas nas infeções urinárias complicadas.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====É necessário fazer rastreio?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Na maioria das pessoas não há necessidade de fazer qualquer tipo de teste de rastreio.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As grávidas são a exceção. Ao longo de toda a gravidez, deve-se pesquisar a presença de bactérias na urina, mesmo na ausência de sintomas. Nesta fase existe uma maior suscetibilidade para as infeções urinárias, devido às alterações hormonais e ao aumento da pressão dentro do abdómen causada pelo desenvolvimento do feto, com um maior risco de complicação tanto para a mulher como para o bebé (ex. trabalho de parto prematuro, hipertensão arterial na grávida e abortamento). &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Qual é o tratamento?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A primeira medida no tratamento das infeções urinárias é uma correta hidratação. Beber bastantes líquidos, nomeadamente água, cerca de 1 a 2 litros por dia, que permite uma maior diluição da urina e a eliminação bacteriana.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O seu médico poderá aconselhar o melhor tratamento, eventualmente prescrevendo um antibiótico. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Por vezes as queixas desaparecem rapidamente após a toma de antibioterapia, contudo as bactérias podem demorar mais tempo até serem completamente eliminadas. Devem ser seguidas sempre as indicações posológicas e não ter a tentação de suspender o tratamento precocemente, pois pode levar ao reaparecimento da infeção e com formas mais graves.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Deve evitar-se a toma de antibióticos por iniciativa própria, sem prescrição médica, o que pode favorecer resistências bacterianas.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As infeções urinárias altas, tal como as complicadas, por vezes necessitam de internamento hospitalar para tratamento antibiótico intensivo, eventualmente por via endovenosa, e prolongado até normalização do funcionamento renal.&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====O que são infeções urinárias de repetição?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
São infeções urinárias que surgem 3 ou mais vezes no período de um ano ou 2, ou mais vezes no período de 6 meses. Podem ser recidivantes, se ocorrem precocemente nas primeiras 2 semanas após terminar o antibiótico, provocadas pela mesma bactéria por falência do tratamento; ou reinfeções, se ocorrem mais de 2 semanas após terminar o tratamento da infeção inicial, num doente que já estava curado, sendo causadas por outros microrganismos. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Como prevenir as infeções urinárias?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
São várias as medidas gerais que ajudam na prevenção:&lt;br /&gt;
* ''Beber quantidades adequadas de líquidos'' (o normal será cerca de 1,5 l a 2 l por dia, mas no tempo quente poderá ser necessário maior quanridade);&lt;br /&gt;
* ''Urinar quando se tem vontade'', não adiar (evitar estar mais de 4 horas sem urinar, exceto durante a noite);&lt;br /&gt;
* Quando ''limpar, lavar ou secar a área genital'' depois de urinar ou defecar faça-o ''da frente para trás'' (para evitar que as bactérias provenientes do ânus contactem com a vagina e/ou uretra);&lt;br /&gt;
* ''Tomar banhos de chuveiro'' em vez de imersão;&lt;br /&gt;
* ''Limpar os órgãos genitais'' antes das relações sexuais e urinar no fim, para eliminar bactérias.&lt;br /&gt;
* ''Evitar a obstipação'' (prisão de ventre), pois a presença de fezes no reto aumenta a probabilidade de contaminação urinária.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Nas infeções urinárias de repetição pode-se recorrer ainda a outras medidas, de prescrição médica:&lt;br /&gt;
* ''Profilaxia não antibiótica'': Vacinas imunoestimulantes, por um período de 3 meses a 1 ano.&lt;br /&gt;
* ''Profilaxia antibiótica'', em que um antibiótico é administrado diariamente ou episodicamente antes de ocorrer a infeção, numa tentativa de a prevenir. As mulheres que associam as infeções urinárias de repetição à atividade sexual, podem beneficiar deste tipo de prevenção.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Conclusão===&lt;br /&gt;
As infeções urinárias são frequentes, o diagnóstico baseia-se nos sintomas que provocam, como a dor e a ardência ao urinar, e o tratamento é feito com antibióticos.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Muito importante é o reforço da ingestão de líquidos, que pode prevenir e tratar as infeções urinárias.&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Referências recomendadas===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [http://www.sosbexiga.com SOS-BEXIGA.com]&lt;br /&gt;
* [http://www.apurologia.pt/frameset.htm?http://www.apurologia.pt/doencas.htm Associação Portuguesa de Urologia]&lt;br /&gt;
* [http://www.dgs.pt/directrizes-da-dgs/normas-e-circulares-normativas/norma-n-0152011-de-30082011-jpg.aspx DGS - Terapêutica de infeções do aparelho urinário (comunidade)]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Infeções_urinárias|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Whatsapp_metis.png|30px|link=https://api.whatsapp.com/send?text=Infeções+urinárias+http://metis.med.up.pt/index.php/Infeções_urinárias|alt=Alt text|Partilha no Whatsapp]] &lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Infeções_urinárias|alt=Alt text|Partilha no twitter]] &lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Infeções_urinárias|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Infeções_urinárias|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;text-align: center; margin: auto; font-size: 90%; margin-top: -18px; margin-bottom: -20px;&amp;quot;&amp;gt; &lt;br /&gt;
[[Utilizador:Daniela_Pinto|Daniela Pinto]]&lt;br /&gt;
 &amp;lt;/div&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Saúde ginecológica‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Doenças urológicas]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Infeções bacterianas]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Higiene]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção secundária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Rastreio_de_Cancro_do_Colo_do_%C3%9Atero</id>
		<title>Rastreio de Cancro do Colo do Útero</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Rastreio_de_Cancro_do_Colo_do_%C3%9Atero"/>
				<updated>2024-04-08T07:47:58Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Paulo Santos&lt;br /&gt;
|Última atualização=2024/02/29&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Citologia cérvico-vaginal; Teste de Papanicolau; Neoplasia do colo do útero; Papilomavírus humano&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=X75&lt;br /&gt;
|Causas / Fatores de risco=Infeção pelo HPV, Infeção pelo HIV, Sistema imunológico deficiente, Exposição ao dietilstilbestrol, Antecedentes de cancro uterino&lt;br /&gt;
|Sintomas=Hemorragias vaginais anormais, Dor genital em repouso, Desconforto genital em repouso, Dor genital durante as relações sexuais, Corrimentos vaginais anormais, Verrugas nos genitais, Verrugas no ânus&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Atualmente, em Portugal, recomenda-se o rastreio ativo do cancro do colo do útero nas mulheres entre os 25 e os 60 anos através da pesquisa de ácidos nucleicos, dos serotipos oncogénicos, do vírus do papiloma humano (HPV), em citologia vaginal, a realizar de 5 em 5 anos.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Se for detetada alguma alteração, independentemente da idade e de ter ou não realizado um exame recentemente, o médico assistente saberá como proceder para um correto diagnóstico da situação.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Mais importante do que rastrear uma situação existente é prevenir a sua ocorrência. O [[Infeção por Papilomavírus Humano|Papilomavírus humano (HPV)]] é o principal agente responsável pelo aparecimento de cancro do colo uterino e é uma infeção sexualmente transmissível. Medidas de proteção face a esta doença podem ser mais eficazes na diminuição do cancro do colo do útero.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
=== O que é o Cancro do Colo do Útero ===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[File:ID-10044064.jpg|250px|right]]&lt;br /&gt;
O cancro do colo do útero é a 4ª. neoplasia mais comum a nível mundial, com cerca de 660.000 novos casos em 2022 e causando 350.000 mortes, 90% das quais nos países em vias de desenvolvimento. Em Portugal, apresenta uma incidência de 9 casos por 100.000 mulheres (OCDE, 2012), e uma taxa de mortalidade associada de 7,2/100.000 mulheres, significando um total de 47 anos de vida perdidos por 100.000 mulheres.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os programas de rastreio populacional aplicam-se a senhoras que não apresentam quaisquer sintomas (hemorragias vaginais fora do período menstrual, dor genital ou desconforto em repouso ou durante as relações sexuais, corrimentos vaginais anormais) ou alterações observáveis (como verrugas na área genital ou anal).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se houver qualquer alteração à normalidade poderá contatar o médico no sentido de proceder ao correto diagnóstico, independentemente da idade e de ter realizado um exame ginecológico recentemente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em Portugal, a Direção Geral da Saúde recomenda que seja assegurado o rastreio do cancro do colo do útero regularmente, de acordo com o tipo de exame, a todas as mulheres entre os 25 e os 60 anos de idade. O exame recomendado é a pesquisa de ácidos nucleicos, dos serotipos oncogénicos, do [[Infeção por Papilomavírus Humano|vírus do papiloma humano (HPV)]], em citologia vaginal, a realizar de 5 em 5 anos. Passa pela colheita de células descamadas nas secreções vaginais para um meio liquido que serão analisadas e classificadas em normais ou anormais. Os casos anormais seguirão para avaliação mais cuidada no sentido de se poder diagnosticar a situação detetada e tratar em conformidade. O exame deve ser repetido a cada 5 anos.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Um resultado anormal não é sinónimo de cancro do colo do útero.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No caso das mulheres que foram submetidas a uma cirurgia com retirada do útero (histerectomia), se a causa tiver sido uma qualquer patologia benigna, como, por exemplo, fibromiomas uterinos, poderão dispensar a realização de rastreio.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Já não se faz o ''&amp;quot;Papanicolau&amp;quot;''?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A citologia cérvico-vaginal começou por ser colhida para uma lâmina que era enviada ao laboratório para análise ao microscópio. Era usada então a técnica de Papanicolau, que tomou o nome do seu criador, o médico grego ''Geórgios Papanicolau''.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Implicava a realização de um exame ginecológico com espéculo para colheita do exsudado e a repetição a cada 3 anos após 2 exames normais em anos consecutivos.&lt;br /&gt;
Foi o teste de rastreio utilizado durante muitos anos e com boa eficácia.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução tecnológica trouxe a possibilidade de melhoria no programa de rastreio, levando ao abandono desta técnica.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Fatores de Risco====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
São fatores de risco:&lt;br /&gt;
* Infeção pelo [[Infeção por Papilomavírus Humano|Papilomavírus humano (HPV)]]: é o principal fator de risco que está presente em quase todas as mulheres com cancro do colo uterino&lt;br /&gt;
* Infeção pelo Vírus da imunodeficiência humana (VIH)&lt;br /&gt;
* Compromisso do sistema imunológico&lt;br /&gt;
* Exposição fetal ao dietilstilbestrol&lt;br /&gt;
* [[Tabagismo | Tabagismo]]&lt;br /&gt;
* Antecedentes pessoais de lesão de alto-risco pré-maligna ou de cancro do colo uterino&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A infeção pelo HPV é uma doença de transmissão sexual cuja prevenção obedece às mesmas regras das infeções sexualmente transmissíveis: a utilização sistemática de '''métodos de barreira''', como o preservativo, a '''diminuição do número de parceiros sexuais''' e '''atrasar no tempo o início da vida sexual ativa'''. A vacinação está disponível para algumas estirpes de vírus mas não confere proteção absoluta contra a doença. Além da transmissão por via sexual é possível a transmissão por contacto pele com pele, que pode contar para até 40% dos casos.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====O que fazer se tiver um teste positivo?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
'''Um teste de rastreio positivo não significa obrigatoriamente que tem um cancro do colo do útero.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Se tiver uma '''pesquisa positiva para os serotipos 16 e 18''' do [[Infeção por Papilomavírus Humano|HPV]], as senhoras devem ser encaminhadas para uma consulta de patologia cervical.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Nos casos '''positivos para os restantes serotipos oncogénicos''' do [[Infeção por Papilomavírus Humano|HPV]], deve ser realizada citologia. As senhoras com presença de células atípicas escamosas de significado indeterminado ou de alto grau, que apresentem células atípicas glandulares, ou que apresentem lesão intra-epitelial de baixo ou alto grau, devem ser encaminhadas para consulta de patologia cervical;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* As senhoras com '''citologia negativa, com teste prévio positivo para o [[Infeção por Papilomavírus Humano|HPV]]''', devem repetir a colheita no prazo de um ano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Em qualquer caso, o médico assistente saberá como orientar.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== Conclusão ===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O cancro do colo do útero é uma doença potencialmente curável se diagnosticada precocemente. Se tem entre 25 e 60 anos e não tem sintomas faça o rastreio a cada 5 anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se detetar alguma alteração, seja em que idade for, consulte o seu médico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E não se esqueça de '''''avisar as amigas!'''''&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== Referências Recomendadas ===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [https://dre.pt/application/conteudo/108189401 Rastreios oncológicos em Portugal (Despacho 8254/2017 do Gabinete do Secretário de Estado Adjunto e da Saúde de 18/09/2017)]&lt;br /&gt;
* [http://portal.arsnorte.min-saude.pt/portal/page/portal/ARSNorte/Conte%C3%BAdos/Planeamento%20Estrategico/Rastreios/RCCU%20-%20Manual%20de%20Procedimentos%20UPC.pdf Manual de procedimentos do rastreio do cancro do colo do útero da ARS-Norte]&lt;br /&gt;
* [http://www.nhs.uk/Conditions/Cervical-screening-test/Pages/Introduction.aspx NHS - Cervical screening]&lt;br /&gt;
* [http://www.uspreventiveservicestaskforce.org/Page/Document/RecommendationStatementFinal/cervical-cancer-screening United States Preventive Services Task Force - Cervical Cancer: Screening]&lt;br /&gt;
* [http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/144785/1/9789241548953_eng.pdf?ua=1 Comprehensive Cervical Cancer Control - A guide to essential practice]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Rastreio_de_Cancro_do_Colo_do_Útero|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Google_plus.png|30px|link=https://plus.google.com/share?url=http://metis.med.up.pt/index.php/Rastreio_de_Cancro_do_Colo_do_Útero|alt=Alt text|Partilha no google +]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Rastreio_de_Cancro_do_Colo_do_Útero|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Rastreio_de_Cancro_do_Colo_do_Útero|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Rastreio_de_Cancro_do_Colo_do_Útero|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;text-align: center; margin: auto; font-size: 90%; margin-top: -18px; margin-bottom: -20px;&amp;quot;&amp;gt; &lt;br /&gt;
[[Utilizador:Prof._Doutor_Paulo_Santos|Paulo Santos]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Cancro do Colo do Útero]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Rastreio]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção primária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Cancro_do_colo_uterino</id>
		<title>Cancro do colo uterino</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Cancro_do_colo_uterino"/>
				<updated>2024-03-08T12:57:21Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Inês Oliveira Rodrigues, Inês Duarte, Carolina Gomes Costa, Ana Luís Pimentel, Sílvia Chaves, Ana Patrícia Gomes, Lina Santos, Joana Isabel Santos, Ana Cristina Moreira, Andrea Lobão, Isabel Nazaré, Paulo Santos&lt;br /&gt;
|Última atualização=2024/02/29&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Cancro do colo do útero, Rastreio, Papilomavírus humano, Vacinação&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=X75&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
===Cancro do colo do útero===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O '''cancro do colo do útero''' (CCU) é um dos mais prevalentes no mundo inteiro, Está relacionado com a [[Vacinação contra o Vírus do Papiloma Humano (HPV)|infeção por Papilomavírus humano (HPV)]], particularmente comum nas mulheres com menos de 50 anos.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A diminuição da incidência que se tem notado nos últimos anos em Portugal e no mundo ocidental deve-se à maior atenção aos aspetos preventivos e aos programas de rastreio. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A Organização Mundial da Saúde lançou em 2020 uma estratégia para acelerar a eliminação do cancro do colo do útero baseada nos três pilares da vacinação, rastreio e tratamento. O objetivo é vacinar 90% das raparigas antes dos 15 anos de idade, rastrear 70% das mulheres com idades compreendidas entre os 30 e os 45 anos, tratar 90% das lesões pré-cancerosas e alcançar 90% de tratamento e cuidados para os casos de cancro do colo do útero. Em Portugal, de 2019 a 2021, a cobertura do rastreio populacional foi de 40% a 48%, e a adesão entre as mulheres convidadas de 76% a 94%.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;height:400px; align:center;&amp;quot; &amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;video type=&amp;quot;Youtube&amp;quot; &amp;gt;LA8NFsVqv78|600|400&amp;lt;/video&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Conclusão ===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O cancro do colo do útero é uma doença potencialmente curável se diagnosticada precocemente. Se tem entre 25 e 60 anos e não tem sintomas faça o rastreio a cada 5 anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se detetar alguma alteração, seja em que idade for, consulte o seu médico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E não se esqueça de '''''avisar as amigas!'''''&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== Referências Recomendadas ===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [https://dre.pt/application/conteudo/108189401 Rastreios oncológicos em Portugal (Despacho 8254/2017 do Gabinete do Secretário de Estado Adjunto e da Saúde de 18/09/2017)]&lt;br /&gt;
* [http://portal.arsnorte.min-saude.pt/portal/page/portal/ARSNorte/Conte%C3%BAdos/Planeamento%20Estrategico/Rastreios/RCCU%20-%20Manual%20de%20Procedimentos%20UPC.pdf Manual de procedimentos do rastreio do cancro do colo do útero da ARS-Norte]&lt;br /&gt;
* [http://www.nhs.uk/Conditions/Cervical-screening-test/Pages/Introduction.aspx NHS - Cervical screening]&lt;br /&gt;
* [http://www.uspreventiveservicestaskforce.org/Page/Document/RecommendationStatementFinal/cervical-cancer-screening United States Preventive Services Task Force - Cervical Cancer: Screening]&lt;br /&gt;
* [http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/144785/1/9789241548953_eng.pdf?ua=1 Comprehensive Cervical Cancer Control - A guide to essential practice]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Cancro_do_colo_uterino|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Google_plus.png|30px|link=https://plus.google.com/share?url=http://metis.med.up.pt/index.php/Cancro_do_colo_uterino|alt=Alt text|Partilha no google +]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Cancro_do_colo_uterino|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Cancro_do_colo_uterino|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Cancro_do_colo_uterino|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;text-align: center; margin: auto; font-size: 90%; margin-top: -18px; margin-bottom: -20px;&amp;quot;&amp;gt; &lt;br /&gt;
[[Utilizador:Prof._Doutor_Paulo_Santos|Paulo Santos]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Cancro do Colo do Útero]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Rastreio]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção primária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Cancro_do_colo_uterino</id>
		<title>Cancro do colo uterino</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Cancro_do_colo_uterino"/>
				<updated>2024-03-08T12:56:44Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: Criou página com: '{{Artigos |Autor=Inês Oliveira Rodrigues, Inês Duarte, Carolina Gomes Costa, Ana Luís Pimentel, Sílvia Chaves, Ana Patrícia Gomes, Lina Santos, Joana Isabel Santos, Ana...'&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Inês Oliveira Rodrigues, Inês Duarte, Carolina Gomes Costa, Ana Luís Pimentel, Sílvia Chaves, Ana Patrícia Gomes, Lina Santos, Joana Isabel Santos, Ana Cristina Moreira, Andrea Lobão, Isabel Nazaré, Paulo Santos&lt;br /&gt;
|Última atualização=2024/02/29&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Cancro do colo do útero, Rastreio, Papilomavírus humano, Vacinação&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=X75&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
===Cancro do colo do útero===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O '''cancro do colo do útero''' (CCU) é um dos mais prevalentes no mundo inteiro, Está relacionado com a [[Vacinação contra o Vírus do Papiloma Humano (HPV)|infeção por Papilomavírus humano (HPV)]], particularmente comum nas mulheres com menos de 50 anos.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A diminuição da incidência que se tem notado nos últimos anos em Portugal e no mundo ocidental deve-se à maior atenção aos aspetos preventivos e aos programas de rastreio. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A Organização Mundial da Saúde lançou em 2020 uma estratégia para acelerar a eliminação do cancro do colo do útero baseada nos três pilares da vacinação, rastreio e tratamento. O objetivo é vacinar 90% das raparigas antes dos 15 anos de idade, rastrear 70% das mulheres com idades compreendidas entre os 30 e os 45 anos, tratar 90% das lesões pré-cancerosas e alcançar 90% de tratamento e cuidados para os casos de cancro do colo do útero. Em Portugal, de 2019 a 2021, a cobertura do rastreio populacional foi de 40% a 48%, e a adesão entre as mulheres convidadas de 76% a 94%.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;height:400px; align:center;&amp;quot; &amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;video type=&amp;quot;Youtube&amp;quot; &amp;gt;LA8NFsVqv78|600|400&amp;lt;/video&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Conclusão ===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O cancro do colo do útero é uma doença potencialmente curável se diagnosticada precocemente. Se tem entre 25 e 60 anos e não tem sintomas faça o rastreio a cada 5 anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se detetar alguma alteração, seja em que idade for, consulte o seu médico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E não se esqueça de '''''avisar as amigas!'''''&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== Referências Recomendadas ===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [https://dre.pt/application/conteudo/108189401 Rastreios oncológicos em Portugal (Despacho 8254/2017 do Gabinete do Secretário de Estado Adjunto e da Saúde de 18/09/2017)]&lt;br /&gt;
* [http://portal.arsnorte.min-saude.pt/portal/page/portal/ARSNorte/Conte%C3%BAdos/Planeamento%20Estrategico/Rastreios/RCCU%20-%20Manual%20de%20Procedimentos%20UPC.pdf Manual de procedimentos do rastreio do cancro do colo do útero da ARS-Norte]&lt;br /&gt;
* [http://www.nhs.uk/Conditions/Cervical-screening-test/Pages/Introduction.aspx NHS - Cervical screening]&lt;br /&gt;
* [http://www.uspreventiveservicestaskforce.org/Page/Document/RecommendationStatementFinal/cervical-cancer-screening United States Preventive Services Task Force - Cervical Cancer: Screening]&lt;br /&gt;
* [http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/144785/1/9789241548953_eng.pdf?ua=1 Comprehensive Cervical Cancer Control - A guide to essential practice]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Cancro_do_colo_uterino|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Google_plus.png|30px|link=https://plus.google.com/share?url=http://metis.med.up.pt/index.php/Cancro_do_colo_uterino|alt=Alt text|Partilha no google +]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Cancro_do_colo_uterino|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Cancro_do_colo_uterino|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Cancro_do_colo_uterino|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;text-align: center; margin: auto; font-size: 90%; margin-top: -18px; margin-bottom: -20px;&amp;quot;&amp;gt; &lt;br /&gt;
[[Utilizador:Prof._Doutor_Paulo_Santos|Paulo Santos]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Cancro do Colo do Útero]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Rastreio]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção primária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Rastreio_de_Cancro_do_Colo_do_%C3%9Atero</id>
		<title>Rastreio de Cancro do Colo do Útero</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Rastreio_de_Cancro_do_Colo_do_%C3%9Atero"/>
				<updated>2024-03-08T12:09:25Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Paulo Santos&lt;br /&gt;
|Última atualização=2024/02/29&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Citologia cérvico-vaginal; Teste de Papanicolau; Neoplasia do colo do útero; Papilomavírus humano&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=X75&lt;br /&gt;
|Causas / Fatores de risco=Infeção pelo HPV, Infeção pelo HIV, Sistema imunológico deficiente, Exposição ao dietilstilbestrol, Antecedentes de cancro uterino&lt;br /&gt;
|Sintomas=Hemorragias vaginais anormais, Dor genital em repouso, Desconforto genital em repouso, Dor genital durante as relações sexuais, Corrimentos vaginais anormais, Verrugas nos genitais, Verrugas no ânus&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Atualmente, em Portugal, recomenda-se o rastreio ativo do cancro do colo do útero nas mulheres entre os 25 e os 60 anos através da pesquisa de ácidos nucleicos, dos serotipos oncogénicos, do vírus do papiloma humano (HPV), em citologia vaginal, a realizar de 5 em 5 anos.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Se for detetada alguma alteração, independentemente da idade e de ter ou não realizado um exame recentemente, o médico assistente saberá como proceder para um correto diagnóstico da situação.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Mais importante do que rastrear uma situação existente é prevenir a sua ocorrência. O [[Infeção por Papilomavírus Humano|Papilomavírus humano (HPV)]] é o principal agente responsável pelo aparecimento de cancro do colo uterino e é uma infeção sexualmente transmissível. Medidas de proteção face a esta doença podem ser mais eficazes na diminuição do cancro do colo do útero.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
=== O que é o Cancro do Colo do Útero ===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[File:ID-10044064.jpg|250px|right]]&lt;br /&gt;
O cancro do colo do útero é a 4ª. neoplasia mais comum a nível mundial, com cerca de 660.000 novos casos em 2022 e causando 350.000 mortes, 90% das quais nos países em vias de desenvolvimento. Em Portugal, apresenta uma incidência de 9 casos por 100.000 mulheres (OCDE, 2012), e uma taxa de mortalidade associada de 7,2/100.000 mulheres, significando um total de 47 anos de vida perdidos por 100.000 mulheres.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os programas de rastreio populacional aplicam-se a senhoras que não apresentam quaisquer sintomas (hemorragias vaginais fora do período menstrual, dor genital ou desconforto em repouso ou durante as relações sexuais, corrimentos vaginais anormais) ou alterações observáveis (como verrugas na área genital ou anal).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se houver qualquer alteração à normalidade poderá contatar o médico no sentido de proceder ao correto diagnóstico, independentemente da idade e de ter realizado um exame ginecológico recentemente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em Portugal, a Direção Geral da Saúde recomenda que seja assegurado o rastreio do cancro do colo do útero regularmente, de acordo com o tipo de exame, a todas as mulheres entre os 25 e os 00 anos de idade. O exame recomendado é a pesquisa de ácidos nucleicos, dos serotipos oncogénicos, do [[Infeção por Papilomavírus Humano|vírus do papiloma humano (HPV)]], em citologia vaginal, a realizar de 5 em 5 anos. Passa pela colheita de células descamadas nas secreções vaginais para um meio liquido que serão analisadas e classificadas em normais ou anormais. Os casos anormais seguirão para avaliação mais cuidada no sentido de se poder diagnosticar a situação detetada e tratar em conformidade. O exame deve ser repetido a cada 5 anos.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Um resultado anormal não é sinónimo de cancro do colo do útero.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No caso das mulheres que foram submetidas a uma cirurgia com retirada do útero (histerectomia), se a causa tiver sido uma qualquer patologia benigna, como, por exemplo, fibromiomas uterinos, poderão dispensar a realização de rastreio.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Já não se faz o ''&amp;quot;Papanicolau&amp;quot;''?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A citologia cérvico-vaginal começou por ser colhida para uma lâmina que era enviada ao laboratório para análise ao microscópio. Era usada então a técnica de Papanicolau, que tomou o nome do seu criador, o médico grego ''Geórgios Papanicolau''.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Implicava a realização de um exame ginecológico com espéculo para colheita do exsudado e a repetição a cada 3 anos após 2 exames normais em anos consecutivos.&lt;br /&gt;
Foi o teste de rastreio utilizado durante muitos anos e com boa eficácia.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A evolução tecnológica trouxe a possibilidade de melhoria no programa de rastreio, levando ao abandono desta técnica.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Fatores de Risco====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
São fatores de risco:&lt;br /&gt;
* Infeção pelo [[Infeção por Papilomavírus Humano|Papilomavírus humano (HPV)]]: é o principal fator de risco que está presente em quase todas as mulheres com cancro do colo uterino&lt;br /&gt;
* Infeção pelo Vírus da imunodeficiência humana (VIH)&lt;br /&gt;
* Compromisso do sistema imunológico&lt;br /&gt;
* Exposição fetal ao dietilstilbestrol&lt;br /&gt;
* [[Tabagismo | Tabagismo]]&lt;br /&gt;
* Antecedentes pessoais de lesão de alto-risco pré-maligna ou de cancro do colo uterino&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A infeção pelo HPV é uma doença de transmissão sexual cuja prevenção obedece às mesmas regras das infeções sexualmente transmissíveis: a utilização sistemática de '''métodos de barreira''', como o preservativo, a '''diminuição do número de parceiros sexuais''' e '''atrasar no tempo o início da vida sexual ativa'''. A vacinação está disponível para algumas estirpes de vírus mas não confere proteção absoluta contra a doença. Além da transmissão por via sexual é possível a transmissão por contacto pele com pele, que pode contar para até 40% dos casos.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====O que fazer se tiver um teste positivo?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
'''Um teste de rastreio positivo não significa obrigatoriamente que tem um cancro do colo do útero.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Se tiver uma '''pesquisa positiva para os serotipos 16 e 18''' do [[Infeção por Papilomavírus Humano|HPV]], as senhoras devem ser encaminhadas para uma consulta de patologia cervical.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Nos casos '''positivos para os restantes serotipos oncogénicos''' do [[Infeção por Papilomavírus Humano|HPV]], deve ser realizada citologia. As senhoras com presença de células atípicas escamosas de significado indeterminado ou de alto grau, que apresentem células atípicas glandulares, ou que apresentem lesão intra-epitelial de baixo ou alto grau, devem ser encaminhadas para consulta de patologia cervical;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* As senhoras com '''citologia negativa, com teste prévio positivo para o [[Infeção por Papilomavírus Humano|HPV]]''', devem repetir a colheita no prazo de um ano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Em qualquer caso, o médico assistente saberá como orientar.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== Conclusão ===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O cancro do colo do útero é uma doença potencialmente curável se diagnosticada precocemente. Se tem entre 25 e 60 anos e não tem sintomas faça o rastreio a cada 5 anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se detetar alguma alteração, seja em que idade for, consulte o seu médico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E não se esqueça de '''''avisar as amigas!'''''&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== Referências Recomendadas ===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [https://dre.pt/application/conteudo/108189401 Rastreios oncológicos em Portugal (Despacho 8254/2017 do Gabinete do Secretário de Estado Adjunto e da Saúde de 18/09/2017)]&lt;br /&gt;
* [http://portal.arsnorte.min-saude.pt/portal/page/portal/ARSNorte/Conte%C3%BAdos/Planeamento%20Estrategico/Rastreios/RCCU%20-%20Manual%20de%20Procedimentos%20UPC.pdf Manual de procedimentos do rastreio do cancro do colo do útero da ARS-Norte]&lt;br /&gt;
* [http://www.nhs.uk/Conditions/Cervical-screening-test/Pages/Introduction.aspx NHS - Cervical screening]&lt;br /&gt;
* [http://www.uspreventiveservicestaskforce.org/Page/Document/RecommendationStatementFinal/cervical-cancer-screening United States Preventive Services Task Force - Cervical Cancer: Screening]&lt;br /&gt;
* [http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/144785/1/9789241548953_eng.pdf?ua=1 Comprehensive Cervical Cancer Control - A guide to essential practice]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Rastreio_de_Cancro_do_Colo_do_Útero|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Google_plus.png|30px|link=https://plus.google.com/share?url=http://metis.med.up.pt/index.php/Rastreio_de_Cancro_do_Colo_do_Útero|alt=Alt text|Partilha no google +]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Rastreio_de_Cancro_do_Colo_do_Útero|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Rastreio_de_Cancro_do_Colo_do_Útero|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Rastreio_de_Cancro_do_Colo_do_Útero|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;text-align: center; margin: auto; font-size: 90%; margin-top: -18px; margin-bottom: -20px;&amp;quot;&amp;gt; &lt;br /&gt;
[[Utilizador:Prof._Doutor_Paulo_Santos|Paulo Santos]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Cancro do Colo do Útero]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Rastreio]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção primária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Vacina%C3%A7%C3%A3o_contra_o_V%C3%ADrus_do_Papiloma_Humano_(HPV)</id>
		<title>Vacinação contra o Vírus do Papiloma Humano (HPV)</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Vacina%C3%A7%C3%A3o_contra_o_V%C3%ADrus_do_Papiloma_Humano_(HPV)"/>
				<updated>2024-03-08T11:13:10Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Filipa Santos Carvalho, Isabel Vieira de Sousa, Maria de Fátima Carvalho&lt;br /&gt;
|Última atualização=2023/10/31&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=vacina; vírus do papiloma humano&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=X91, Y76, X75&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A infeção pelo vírus do papiloma humano (HPV) é a infeção sexualmente transmissível mais comum em todo o mundo. Estima-se que cerca de 80% da população mundial tenha, pelo menos, um episódio de infeção por HPV ao longo da vida, com maior incidência no final da adolescência e nos jovens.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A infeção pelo HPV afeta quer mulheres quer homens, sendo responsável pelo aparecimento de lesões benignas como as verrugas anogenitais (condilomas) e por diversos cancros (colo do útero, da vagina, vulva, pénis e orofaringe). &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Atualmente é possível prevenir a infeção pelo HPV através da vacinação, incluída no [[Programa Nacional de Vacinação|Programa Nacional de Vacinação]] para todas as raparigas aos 10 anos, e a título individual noutras idades e no sexo masculino. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na história da saúde mundial, os ganhos de saúde pública conseguidos através da vacinação são inegáveis e, sem dúvida, são uma das maiores conquistas da humanidade, controlando doenças graves ou potencialmente fatais. Por isso, apesar de a vacinação ter um custo imediato associado, tem um ganho futuro muito maior para a saúde das populações. É um investimento em saúde e é considerada a medida mais custo-efetiva em termos de saúde pública. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A vacinação contra o HPV não substitui o rastreio do cancro do colo uterino, através da realização da citologia cervicovaginal.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Vacinação contra o Vírus do Papiloma Humano (HPV)===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O '''vírus do papiloma humano [[Infeção_por_Papilomavírus_Humano |(HPV)]]''' é um vírus que se transmite entre seres humanos, através de diferentes formas. O contacto pele-a-pele, é muito importante na transmissão desta infeção, incluindo durante o ato sexual, quando este não é protegido por um método contracetivo de barreira (como o preservativo), podendo também ser transmitido da mãe para o bebé na altura do parto (infetando a orofaringe do bebé).&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro: Hpvirus.jpg|300px|right]]&lt;br /&gt;
Existem mais de 200 tipos do vírus do [[Infeção_por_Papilomavírus_Humano |(HPV)]]. Contudo, uns são mais agressivos, com potencial de causarem lesões pré-cancerígenas e cancerígenas, pelo que são considerados tipos de alto risco de cancro (sendo os mais frequentes desta categoria os tipos 16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59 e 66), e outros são menos agressivos, causando principalmente as lesões benignas, como os condilomas ou as verrugas, (sendo os mais frequentes desta categoria os tipos 6, 11, 42, 43, 44, 54, 61, 70, 72, 81).&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
É importante referir que podem ocorrer infeções por vários tipos simultaneamente, acarretando por isso, ainda mais risco.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A '''grande maioria das infeções não se manifesta por quaisquer sintomas''' e o sistema imunitário é capaz de eliminar o vírus, impedindo assim o aparecimento das lesões benignas e malignas associadas ao vírus do HPV.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Numa menor proporção de casos, o vírus pode persistir a longo-prazo, e vir a provocar doença. As lesões benignas como os condilomas, as verrugas e a papilomatose do recém-nascido, constituem a maioria das situações e muitas vezes resolvem espontaneamente sem complicações. Pode também provocar cancro sobretudo ao nível do colo do útero, da vagina, vulva, pénis e orofaringe.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Vacinação====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[Ficheiro: Vaccination-1215279 1920.jpg|300px|right]]&lt;br /&gt;
Atualmente, existem no mercado três vacinas: '''Cervarix®''' (bivalente: HPV2 —contra o HPV 16 e 18), '''Gardasil®''' (quadrivalente: HPV4 — 16, 18, 6, 11) e '''Gardasil 9®''' (nonavalente: HPV9 — 6, 18, 6, 11, 31, 33, 45, 52, 58), que previnem a infeção pelos respetivos tipos de vírus. No [[Programa Nacional de Vacinação|Programa Nacional de Vacinação]] está incluída a HPV9 para administração gratuita às raparigas aos 10 anos de idade.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A vacina não serve para tratar o vírus, mas para prevenir. No entanto, mesmo na presença de lesões, tratadas ou não, a vacina pode ser importante, pois diminui a reinfeção pelo vírus e a recorrência das lesões. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As vacinas contra o HPV são seguras e não estão associadas ao aparecimento de outras doenças. O principal efeito adverso é a dor e inchaço no local da picada, transitórios e normalmente pouco intensos. Estão contraindicadas no caso de existir hipersensibilidade (alergia) a qualquer um dos componentes da vacina.&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Esquema de vacinação====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=”1”&lt;br /&gt;
|+&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #b0e0e6;&amp;quot; | '''Vacina'''&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #b0e0e6;&amp;quot; | '''Idade'''&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #b0e0e6;&amp;quot; |'''Esquema de vacinação'''&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #b0e0e6;&amp;quot; |''' '''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Gardasil®9||9 aos 14 anos&amp;lt;br&amp;gt;15 anos em diante ||2 doses — 2ª dose entre os 5 e 13 meses após a 1ª dose&amp;lt;br&amp;gt;3 doses — aos 0, 2, e 6 meses||&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Cervarix®||9 aos 14 anos &amp;lt;br&amp;gt;15 anos em diante ||2 doses — 2ª dose entre os 5 e 13 meses após a 1ª dose&amp;lt;br&amp;gt;3 doses — aos 0, 1, e 6 meses|| Atualmente não comercializada&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Gardasil®||9 aos 13 anos&amp;lt;br&amp;gt;14 anos em diante ||2 doses — 2ª dose entre os 5 e 13 meses após a 1ª dose&amp;lt;br&amp;gt;3 doses — aos 0, 2, e 6 meses|| Atualmente não comercializada&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Perguntas frequentes====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=====“Antes de me vacinar, tenho de saber se estou infetada pelo vírus do HPV?”=====&lt;br /&gt;
[[Ficheiro: Simbolo errado.jpg|80px|left]]&lt;br /&gt;
Não. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Não são necessários testes serológicos para pesquisa de HPV antes ou após a vacinação.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
=====“A vacina também pode ser administrada no sexo masculino?”=====&lt;br /&gt;
[[Ficheiro: Simbolo Certo.jpg|80px|left]]&lt;br /&gt;
Sim. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O esquema de vacinação é igual no sexo feminino e no sexo masculino.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
=====“Se eu já tiver feito a vacina quadrivalente, posso fazer a vacina nonavalente para conferir um maior grau de proteção?”=====&lt;br /&gt;
[[Ficheiro: Simbolo Certo.jpg|80px|left]]&lt;br /&gt;
Sim. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Qualquer pessoa, seja do sexo feminino ou masculino, a quem foi previamente administrada a vacina quadrivalente, com qualquer número de doses, inclusive o esquema recomendado de 3 doses, pode receber 3 doses de Gardasil® 9, respeitando o intervalo de 12 meses após a última toma, havendo evidência de proteção adicional. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Nas pessoas do sexo feminino que iniciaram o esquema de vacinação com a vacina bivalente ou quadrivalente, o esquema pode ser terminado com a vacina nonavalente mas, neste caso, sem que haja evidência de proteção adicional.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
=====“Posso fazer a vacina contra o HPV juntamente com outra vacina?”=====&lt;br /&gt;
[[Ficheiro: Simbolo Certo.jpg|80px|left]]&lt;br /&gt;
Sim. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As vacinas contra o HPV podem ser administradas concomitantemente com outras vacinas, desde que inoculadas em local diferente.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
=====“Tenho problemas relacionados com o sistema imunitário, posso vacinar-me?”=====&lt;br /&gt;
[[Ficheiro: Simbolo Certo.jpg|80px|left]]&lt;br /&gt;
Sim. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Pessoas portadoras do vírus da imunodeficiência humana (VIH); que estejam a tomar medicamentos imunossupressores ou biológicos; que tenham uma insuficiência medular congénita ou imunodeficiência primária; que tenham sido transplantadas ou realizado tratamento para algum cancro também podem ser vacinadas. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Quanto menor for o grau de imunossupressão, melhor será a resposta do sistema imunitário à vacina e, por conseguinte, melhor a proteção que a mesma confere.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
=====“Fiz um transplante. É seguro vacinar-me?”=====&lt;br /&gt;
[[Ficheiro: Simbolo Certo.jpg|80px|left]]&lt;br /&gt;
Sim. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
No caso de ser realizado um transplante de um órgão sólido, a vacinação deve ser prévia à cirurgia. Se tal não for possível deve ser realizada 3 a 6 meses após a mesma. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
No caso de o transplante ser de medula óssea, as pessoas perdem a imunidade que a vacinação lhes tinha conferido, pelo que, devem ser revacinadas 3 a 12 meses após o mesmo. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
=====“Tenho cancro. É seguro vacinar-me?” =====&lt;br /&gt;
[[Ficheiro: Simbolo Certo.jpg|80px|left]]&lt;br /&gt;
Sim. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
No caso de pessoas que tenham um cancro e que sejam submetidas a tratamentos de quimioterapia e imunossupressores o melhor timing para realizar a vacina deve ser ponderado juntamente com o médico assistente. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
=====“A pílula interfere com a vacina?” =====&lt;br /&gt;
[[Ficheiro: Simbolo errado.jpg|80px|left]]&lt;br /&gt;
Não. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O uso de contracetivos hormonais não tem influência na resposta imunológica para nenhuma das vacinas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
=====“Pode-se fazer a vacina durante a gravidez?” “E durante a amamentação?” =====&lt;br /&gt;
[[Ficheiro: Simbolo errado.jpg|80px|left]]&lt;br /&gt;
Não se deve fazer a vacina durante a gravidez. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Se a mulher souber que está grávida, recomenda-se que a vacina seja realizada depois de ter ocorrido o parto. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
No entanto, não é necessário excluir a existência de gravidez antes de iniciar a vacinação, uma vez que os estudos não mostram aumento do número de desfechos adversos ou complicações em grávidas expostas à vacina. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Podem ser administradas durante a amamentação. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
=====“Se eu já tiver sido infetada pelo HPV significa que fico imune a uma futura infeção?” =====&lt;br /&gt;
[[Ficheiro: Simbolo errado.jpg|80px|left]]&lt;br /&gt;
Não. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A infeção prévia por HPV não confere uma resposta imunitária suficiente para prevenir futuras infeções. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Por outro lado, a persistência de infeção aumenta com a idade, bem como o risco de progressão para lesões pré́-cancerígenas e cancro.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
=====“Existe algum limite de idade para se poder fazer a vacina?” =====&lt;br /&gt;
[[Ficheiro: Simbolo errado.jpg|80px|left]]&lt;br /&gt;
Não. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Atualmente, não existe limite de idade para realizar a vacina contudo, em idades mais jovens, o sistema imunitário pode conferir maior proteção, ao contrário do que ocorre em idades mais avançadas, onde o “envelhecimento” do sistema imunitário — imunosenescência — pode não ser tão eficaz no grau de proteção que confere após a realização da vacina. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
=====“Se me vacinar contra o HPV já não preciso de fazer o rastreio do cancro colo do útero?” =====&lt;br /&gt;
[[Ficheiro: Simbolo errado.jpg|80px|left]]&lt;br /&gt;
Não. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A vacinação contra o HPV não substitui o [[Rastreio de Cancro do Colo do Útero|rastreio para o cancro do colo do útero]], pelo que as mulheres devem manter a realização da citologia cervicovaginal, se possível com pesquisa da presença de HPV — atualmente preconizada através do Programa Nacional de Rastreio de Doenças Oncológicas — a partir dos 25 anos e a cada 5 anos se o HPV não estiver presente e não forem diagnosticadas outras alterações. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Conclusão===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A vacinação apresenta uma '''boa relação custo-benefício''' em termos de saúde pública.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A vacinação '''não substitui o rastreio''' do cancro do colo uterino.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Referências recomendadas===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [https://www.dgs.pt/em-destaque/novo-programa-nacional-de-vacinacao2.aspx Direção Geral da Saúde: Novo Programa Nacional de Vacinação]&lt;br /&gt;
* [http://www.apf.pt/infecoes-sexualmente-transmissiveis/virus-do-papiloma-humano-hpv Associação para o Planeamento da Família: Vírus do papiloma humano]&lt;br /&gt;
* [https://www.hpv.pt Liga Portuguesa contra o Cancro: HPV]&lt;br /&gt;
* [https://www.cdc.gov/hpv/parents/vaccine.html CDC: HPV - Vacinating boys and girls]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Vacinação_contra_o_Vírus_do_Papiloma_Humano_(HPV)|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Google_plus.png|30px|link=https://plus.google.com/share?url=http://metis.med.up.pt/index.php/Vacinação_contra_o_Vírus_do_Papiloma_Humano_(HPV)|alt=Alt text|Partilha no google +]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Vacinação_contra_o_Vírus_do_Papiloma_Humano_(HPV)|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Vacinação_contra_o_Vírus_do_Papiloma_Humano_(HPV)|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Vacinação_contra_o_Vírus_do_Papiloma_Humano_(HPV)|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;text-align: center; margin: auto; font-size: 90%; margin-top: -18px; margin-bottom: -20px;&amp;quot;&amp;gt; &lt;br /&gt;
[[Utilizador:Filipa_Santos_Carvalho|Filipa Santos Carvalho]] &amp;amp;bull; [[Utilizador:Isabel_Vieira_de_Sousa |Isabel Vieira de Sousa]] &amp;amp;bull; [[Utilizador:Maria_de_Fátima_Carvalho|Maria de Fátima Carvalho]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 &amp;lt;/div&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Doenças Infecciosas]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Vírus]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Cancro do Colo do Útero]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Infeções sexualmente transmissíveis]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção primária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Alop%C3%A9cia_androgen%C3%A9tica_%E2%80%93_Calv%C3%ADcie</id>
		<title>Alopécia androgenética – Calvície</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Alop%C3%A9cia_androgen%C3%A9tica_%E2%80%93_Calv%C3%ADcie"/>
				<updated>2024-03-06T18:26:10Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=José António Lopes Moreira, Ana Luísa Gonçalves Duarte&lt;br /&gt;
|Última atualização=2022/10/30&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Alopécia, Alopécia androgenética, calvície&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=S23&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A '''alopécia androgenética ''' (calvície) é o tipo mais comum de queda de cabelo progressiva. Há uma tendência para o cabelo se tornar mais fino e curto, podendo haver perda total do cabelo.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Acredita-se que seja causada por fatores genéticos e hormonais. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Sem tratamento, a alopécia androgenética é uma condição progressiva pelo que importa mentalizar os doentes desta condição crónica. Contudo, existem algumas opções de tratamento, cuja eficácia é limitada e dependente de fatores como idade, distribuição da perda de cabelo e evolução desta condição. &lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
===Alopécia Androgenética – Calvície===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A ''' alopécia androgenética ''' é o tipo mais comum de perda capilar progressiva. Afeta cerca de 50% dos homens acima dos 50 anos e das mulheres acima dos 65 anos.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Este tipo de perda capilar ocorre segundo um padrão previsível, embora não exclusivo, para cada um dos géneros. No homem caracteriza-se por um recuo da linha de implantação do cabelo e perda capilar na região frontal e temporal (“entradas”) e da coroa (“topo”) da cabeça e na mulher por uma perda capilar mais difusa com atingimento preferencial da coroa. Há uma tendência para o cabelo se tornar mais fino e se verificar um maior número de folículos capilares em “fase de repouso”, enquanto os cabelos restantes se tornam mais curtos e menos numerosos. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Causas====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A '''alopécia androgenética''' é causada por fatores genéticos e hormonais. No que toca à '''predisposição genética'''/hereditariedade, verifica-se que a presença de calvície nos progenitores aumenta a probabilidade de a pessoa ser afetada. Em '''termos hormonais''', a ação da hormona dihidrotestosterona leva a um encurtamento progressivo do folículo capilar, com perda posterior da produção de cabelo levando aos padrões de calvície descritos anteriormente. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Diagnóstico====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O diagnóstico baseia-se na verificação de '''perda progressiva capilar''', no '''padrão de distribuição''' da perda capilar e '''história familiar'''. A pele do couro cabeludo mantém uma aparência normal. Ocasionalmente poderão ser solicitados alguns meios complementares de diagnóstico para descartar patologias como anemias, doenças de tiróide, sífilis, entre outras. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Tratamento====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[File:calvicie.jpg|400px|right]]&lt;br /&gt;
A '''alopécia androgenética''' é uma condição progressiva, com uma redução estimada de 5% do número de cabelos por ano, embora esta redução seja altamente variável entre indivíduos. Os tratamentos existentes têm eficácia limitada pelo que a '''aceitação desta situação''' é, de facto, pedra basilar na sua abordagem. A inclusão em grupos de suporte ou aconselhamento poderá ajudar a pessoa a enfrentar a cronicidade desta situação. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Existem, contudo, opções farmacológicas disponíveis como, por exemplo, a utilização de preparados '''tópicos de minoxidil de 2-5%''' que são, sobretudo, eficazes em estadios mais iniciais de calvície e que pressupõem uma utilização de, pelo menos, seis meses até se atingirem resultados, seguidos de períodos crónicos de utilização. O uso de '''finasterida''' em formulação oral está aprovado para a alopécia androgenética no homem. Para além da eficácia mais limitada, alguns dos efeitos adversos (irritação local com agentes tópicos, diminuição do prazer sexual e disfunção sexual), apesar de raros, condicionam também a sua utilização. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A utilização de '''extensões capilares''' e '''preparados “camuflantes”''' em spray podem ajudar a diminuir o impacto visual da alopécia nos doentes. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Por fim, o '''transplante capilar''' poderá oferecer uma taxa de sucesso importante dependendo da idade, evolução da alopécia e sua distribuição e extensão. Neste procedimento retiram-se cabelos de áreas dadoras (poupadas pela calvície) para depois serem aplicados (transplantados) na área onde se pretende melhorar a densidade capilar. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Independentemente da eficácia das terapêuticas anteriormente referidas, importa proceder a uma '''fotoproteção adequada''' da pele onde a alopécia é mais marcada. A utilização de proteção solar, barreiras físicas (chapéus, por exemplo) constitui, por isso, uma medida importante para evitar lesões provocadas pela exposição solar. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Conclusão===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A '''alopécia androgenética''' é uma condição prevalente, progressiva e crónica que tem um impacto importante no bem-estar e autoestima das pessoas afetadas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Referências recomendadas===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [https://www.bad.org.uk/for-the-public/patient-information-leaflets/androgenetic-alopecia/?showmore=1&amp;amp;returnlink=l180.co/feather#.YKqmR42SlPZ Androgenetic Alopecia. British Association of Dermatologists; junho de 2012]&lt;br /&gt;
* [https://www.sbd.org.br/dermatologia/cabelo/doencas-e-problemas/alopecia-androgenetica/25/ Alopecia Androgenética. Sociedade Brasileira de Dermatologia; 2017]&lt;br /&gt;
* [https://www.msdmanuals.com/pt-pt/casa/dist%C3%BArbios-da-pele/altera%C3%A7%C3%B5es-capilares/alopecia-perda-de-cabelos-pelos#v792336_pt Alopecia. Manual MSD – Versão Saúde para a Família; 2019]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Alopécia_androgenética_–_Calvície|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Google_plus.png|30px|link=https://api.whatsapp.com/send?text=http://metis.med.up.pt/index.php/Alopécia_androgenética_–_Calvície|alt=Alt text|Partilha no google +]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Alopécia_androgenética_–_Calvície|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Alopécia_androgenética_–_Calvície|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Alopécia_androgenética_–_Calvície|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;text-align: center; margin: auto; font-size: 90%; margin-top: -18px; margin-bottom: -20px;&amp;quot;&amp;gt; &lt;br /&gt;
[[Utilizador:José_António_Lopes_Moreira|José António Lopes Moreira]] &amp;amp;bull; [[Utilizador:Ana_Luísa_Gonçalves_Duarte|Ana Luísa Gonçalves Duarte]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Geriatria‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria: Doenças da pele]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção secundária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Alop%C3%A9cia_androgen%C3%A9tica_%E2%80%93_Calv%C3%ADcie</id>
		<title>Alopécia androgenética – Calvície</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Alop%C3%A9cia_androgen%C3%A9tica_%E2%80%93_Calv%C3%ADcie"/>
				<updated>2024-02-01T00:31:34Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: Criou página com: '{{Artigos |Autor=José António Lopes Moreira, Ana Luísa Gonçalves Duarte |Última atualização=2022/10/30 |Palavras-chave=Alopécia, Alopécia androgenética, calvície |...'&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=José António Lopes Moreira, Ana Luísa Gonçalves Duarte&lt;br /&gt;
|Última atualização=2022/10/30&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Alopécia, Alopécia androgenética, calvície&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=S23&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A '''alopécia androgenética ''' (calvície) é o tipo mais comum de queda de cabelo progressiva. Há uma tendência para o cabelo se tornar mais fino e curto, podendo haver perda total do cabelo.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Acredita-se que seja causada por fatores genéticos e hormonais. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Sem tratamento, a alopécia androgenética é uma condição progressiva pelo que importa mentalizar os doentes desta condição crónica. Contudo, existem algumas opções de tratamento, cuja eficácia é limitada e dependente de fatores como idade, distribuição da perda de cabelo e evolução desta condição. &lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
===Alopécia Androgenética – Calvície===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A ''' alopécia androgenética ''' é o tipo mais comum de perda capilar progressiva. Afeta cerca de 50% dos homens acima dos 50 anos e das mulheres acima dos 65 anos.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Este tipo de perda capilar ocorre segundo um padrão previsível, embora não exclusivo, para cada um dos géneros. No homem caracteriza-se por um recuo da linha de implantação do cabelo e perda capilar na região frontal e temporal (“entradas”) e da coroa (“topo”) da cabeça e na mulher por uma perda capilar mais difusa com atingimento preferencial da coroa. Há uma tendência para o cabelo se tornar mais fino e se verificar um maior número de folículos capilares em “fase de repouso”, enquanto os cabelos restantes se tornam mais curtos e menos numerosos. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Causas====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A '''alopécia androgenética''' é causada por fatores genéticos e hormonais. No que toca à '''predisposição genética'''/hereditariedade, verifica-se que a presença de calvície nos progenitores aumenta a probabilidade de a pessoa ser afetada. Em '''termos hormonais''', a ação da hormona dihidrotestosterona leva a um encurtamento progressivo do folículo capilar, com perda posterior da produção de cabelo levando aos padrões de calvície descritos anteriormente. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Diagnóstico====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O diagnóstico baseia-se na verificação de '''perda progressiva capilar''', no '''padrão de distribuição''' da perda capilar e '''história familiar'''. A pele do couro cabeludo mantém uma aparência normal. Ocasionalmente poderão ser solicitados alguns meios complementares de diagnóstico para descartar patologias como anemias, doenças de tiróide, sífilis, entre outras. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Tratamento====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[File:calvicie.jpg|400px|right]]&lt;br /&gt;
A '''alopécia androgenética''' é uma condição progressiva, com uma redução estimada de 5% do número de cabelos por ano, embora esta redução seja altamente variável entre indivíduos. Os tratamentos existentes têm eficácia limitada pelo que a '''aceitação desta situação''' é, de facto, pedra basilar na sua abordagem. A inclusão em grupos de suporte ou aconselhamento poderá ajudar a pessoa a enfrentar a cronicidade desta situação. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Existem, contudo, opções farmacológicas disponíveis como, por exemplo, a utilização de preparados '''tópicos de minoxidil de 2-5%''' que são, sobretudo, eficazes em estadios mais iniciais de calvície e que pressupõem uma utilização de, pelo menos, seis meses até se atingirem resultados, seguidos de períodos crónicos de utilização. O uso de '''finasterida''' em formulação oral está aprovado para a alopécia androgenética no homem. Para além da eficácia mais limitada, alguns dos efeitos adversos (irritação local com agentes tópicos, diminuição do prazer sexual e disfunção sexual), apesar de raros, condicionam também a sua utilização. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A utilização de '''extensões capilares''' e '''preparados “camuflantes”''' em spray podem ajudar a diminuir o impacto visual da alopécia nos doentes. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Por fim, o '''transplante capilar''' poderá oferecer uma taxa de sucesso importante dependendo da idade, evolução da alopécia e sua distribuição e extensão. Neste procedimento retiram-se cabelos de áreas dadoras (poupadas pela calvície) para depois serem aplicados (transplantados) na área onde se pretende melhorar a densidade capilar. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Independentemente da eficácia das terapêuticas anteriormente referidas, importa proceder a uma '''fotoproteção adequada''' da pele onde a alopécia é mais marcada. A utilização de proteção solar, barreiras físicas (chapéus, por exemplo) constitui, por isso, uma medida importante para evitar lesões provocadas pela exposição solar. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Conclusão===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A '''alopécia androgenética''' é uma condição prevalente, progressiva e crónica que tem um impacto importante no bem-estar e autoestima das pessoas afetadas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Referências recomendadas===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [https://www.bad.org.uk/for-the-public/patient-information-leaflets/androgenetic-alopecia/?showmore=1&amp;amp;returnlink=l180.co/feather#.YKqmR42SlPZ Androgenetic Alopecia. British Association of Dermatologists; junho de 2012]&lt;br /&gt;
* [https://www.sbd.org.br/dermatologia/cabelo/doencas-e-problemas/alopecia-androgenetica/25/ Alopecia Androgenética. Sociedade Brasileira de Dermatologia; 2017]&lt;br /&gt;
* [https://www.msdmanuals.com/pt-pt/casa/dist%C3%BArbios-da-pele/altera%C3%A7%C3%B5es-capilares/alopecia-perda-de-cabelos-pelos#v792336_pt Alopecia. Manual MSD – Versão Saúde para a Família; 2019]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Alopécia_androgenética_–_Calvície|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Google_plus.png|30px|link=https://plus.google.com/share?url=http://metis.med.up.pt/index.php/Alopécia_androgenética_–_Calvície|alt=Alt text|Partilha no google +]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Alopécia_androgenética_–_Calvície|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Alopécia_androgenética_–_Calvície|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Alopécia_androgenética_–_Calvície|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;text-align: center; margin: auto; font-size: 90%; margin-top: -18px; margin-bottom: -20px;&amp;quot;&amp;gt; &lt;br /&gt;
[[Utilizador:José_António_Lopes_Moreira|José António Lopes Moreira]] &amp;amp;bull; [[Utilizador:Ana_Luísa_Gonçalves_Duarte|Ana Luísa Gonçalves Duarte]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Geriatria‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria: Doenças da pele]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção secundária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Depress%C3%A3o_no_idoso</id>
		<title>Depressão no idoso</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Depress%C3%A3o_no_idoso"/>
				<updated>2024-02-01T00:30:08Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Juliana Pais, Ana Teresa Abreu, Carla Pina&lt;br /&gt;
|Última atualização=2024/01/31&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Depressão, Idoso, Antidepressivos, Psicoterapia, Ansiedade&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=P76&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A depressão é um problema de saúde comum, recorrente e importante que afeta pessoas de todas as idades. Cerca de 30% da população idosa apresenta algum tipo de perturbação mental. A perturbação depressiva e as demências são os problemas mentais mais comuns nesta faixa etária, com grande impacto no cuidador e no doente. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O envelhecimento e suas sequelas podem ser fatores de risco importantes para a Depressão, sendo esta uma doença que merece especial atenção nas pessoas idosas pela sintomatologia muitas vezes inespecífica. Problemas como a incapacidade de locomoção, a diminuição da visão e a perda de memória podem contribuir em muito no desenvolvimento da Depressão no Idoso.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
===Depressão no idoso===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A '''depressão no idoso''' surge, muitas vezes, de forma inespecífica, estando associada a sintomas diferentes e incaracterísticos. Por esse motivo é frequente que os idosos e os seus cuidadores não reconheçam estes sintomas como doença, atribuindo os mesmos ao processo de envelhecimento. Cerca de 30% da população idosa apresenta algum tipo de perturbação mental, sendo a depressão uma das mais frequentes. Esta está no entanto ainda muito subdiagnosticada e subtratada.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[File:Old-peoples-home-63617 640.jpg|300px|right]]&lt;br /&gt;
Os idosos são uma população com maior risco de suicídio, sendo que a taxa de suicido é duas vezes superior que na população geral. Isto deve-se essencialmente a fatores predisponentes associados como são o caso do isolamento social, viuvez e patologias crónicas de base, sendo por isso importante estar alerta para esta patologia. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O subdiagnóstico da doença tem um impacto importante nas relações interpessoais do idoso e no controlo de outras doenças. É pois importante que os familiares e amigos estejam atentos aos sintomas que possam surgir, devendo recorrer a um profissional de saúde para esclarecimento de dúvidas.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Quais os sintomas?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
As queixas principais associadas à depressão centram-se na '''alteração do humor''' (sendo mais comum a '''tristeza''') e '''diminuição do interesse ou prazer''' em todas ou praticamente todas as atividades do dia. Estes podem estar associados a sintomas de '''angústia''', '''cansaço''', '''queixas de memória''' (esquecimentos), '''ansiedade''', problemas com o sono (sendo a '''insónia''' a mais comum), '''perda ou ganho de peso''', '''agitação''' ou '''lentificação''', '''sentimentos de culpa''' excessiva, '''diminuição da concentração''' ou '''pensamentos recorrentes de morte'''. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
No entanto podem estar presentes outros sintomas, menos comuns, que devem alertar os cuidadores. O idoso pode referir que se sente “diferente”, mostrar menos interesse nas coisas que habitualmente gostava de realizar ou pode ficar incomodado com coisas que antes lhe eram comuns. A presença de dores físicas generalizadas, especialmente quando os exames não mostram alterações são sinais de alerta que devem motivar a procura de ajuda. &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====A depressão no idoso pode associar-se a outras doenças? ====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A depressão pode associar-se a outras doenças como: &lt;br /&gt;
* Dificuldade na alimentação que pode levar tanto à desnutrição como à obesidade;&lt;br /&gt;
* Perda de força muscular e doenças das articulações, pois o idoso fica mais tempo parado;&lt;br /&gt;
* Disfunção sexual tanto em homens como em mulheres; &lt;br /&gt;
* Descompensação de doenças crónicas que o idoso já tinha, como são exemplo a diabetes e a hipertensão;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Quais os fatores de risco?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Existem situações que aumentam o risco de uma depressão:&lt;br /&gt;
[[File:Walking-69709 1280.jpg|300px|right]]&lt;br /&gt;
* Mulher&lt;br /&gt;
* Isolamento social&lt;br /&gt;
* Viuvez ou divórcio&lt;br /&gt;
* Dificuldades financeiras &lt;br /&gt;
* Doenças crónicas (como por exemplo Diabetes, Hipertensão arterial ou cancro)&lt;br /&gt;
* Dor não controlada&lt;br /&gt;
* Problemas com o sono, como dificuldade em adormecer ou acordar várias vezes durante a noite&lt;br /&gt;
* Dificuldades em realizar atividades do dia-a-dia, como por exemplo cozinhar ou jardinagem&lt;br /&gt;
* Alguns medicamentos, como são exemplo os medicamentos para dormir, para epilepsia e alguns fármacos para a pressão arterial&lt;br /&gt;
* História na família de Depressão&lt;br /&gt;
* Baixa autoestima; &lt;br /&gt;
* Pouco apoio familiar&lt;br /&gt;
* Falta de ocupação dos tempos livres&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Como prevenir?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[File:Couple-1353561 1920.jpg|300px|right]]&lt;br /&gt;
A prevenção da depressão no idoso passa por combater os fatores de risco, como por exemplo a manutenção de uma '''alimentação saudável''' e a prática regular de '''atividade física''' adequada à idade.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A '''solidão''' é um fator muito importante para a depressão. Manter a integração social com o grupo de amigos e na comunidade é fundamental na sua prevenção, procurando '''atividades que dêem prazer''' e mantenham '''ativo''', onde possam '''aprender coisas novas''', '''criar novos relacionamentos''' e ajudar a '''perceber quão úteis''' ainda podem ser. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Como tratar?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O tratamento da depressão no idoso pode ser feito com base na psicoterapia e em medicamentos. O tratamento combinado pode ser útil em alguns idosos. A maior parte dos tratamentos tardam algumas semanas em surtir efeito, cerca de três semanas, e este deve ser realizado por alguns meses. O profissional de saúde orientará a escolha do melhor tratamento para cada caso. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Conclusão===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A depressão no idoso é comum e associa-se a sintomas inespecíficos.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
É importante alertar os cuidadores sobre os sinais e sintomas desta patologia, com o objetivo de identificar os idosos em risco.&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Referências recomendadas===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [http://oficinadepsicologia.com/como-distinguir-depressao-de-demencia-na-3-a-idade Oficina de Psicologia - Como distinguir depressão de demência na 3.ª idade?]&lt;br /&gt;
* [http://www.ipv.pt/millenium/Millenium34/9.pdf Martins RM. A depressão no idoso. Instituto Politécnico de Viseu. Millenium. 2010 n. 39 (4):119-23]&lt;br /&gt;
* [http://www.saudemental.net/depressao_idoso.htm Mário Neto: Depressão no idoso. 2010]&lt;br /&gt;
* [https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/2544.pdf Stella F et al. Depressão no Idoso: Diagnóstico, Tratamento e Benefícios da Atividade Física. 2002. Motriz, Rio Claro, Vol.8 n.3: 91-8]&lt;br /&gt;
* [https://www.portaleducacao.com.br/psicologia/artigos/3913/depressao-no-idoso Portal da Educação - Depressão no idoso. 2008]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Depressão_no_idoso|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Google_plus.png|30px|link=https://plus.google.com/share?url=http://metis.med.up.pt/index.php/Depressão_no_idoso|alt=Alt text|Partilha no google +]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Depressão_no_idoso|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Depressão_no_idoso|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Depressão_no_idoso|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Geriatria‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Depressão]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção secundária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Ficheiro:Calvicie.jpg</id>
		<title>Ficheiro:Calvicie.jpg</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Ficheiro:Calvicie.jpg"/>
				<updated>2024-02-01T00:28:24Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: https://pixabay.com/pt/photos/a-calv%C3%ADcie-pesco%C3%A7o-o-p%C3%BAblico-alvo-4266543/&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;https://pixabay.com/pt/photos/a-calv%C3%ADcie-pesco%C3%A7o-o-p%C3%BAblico-alvo-4266543/&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Stress_no_ensino_pr%C3%A9-universit%C3%A1rio</id>
		<title>Stress no ensino pré-universitário</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Stress_no_ensino_pr%C3%A9-universit%C3%A1rio"/>
				<updated>2024-02-01T00:00:31Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Ana Costa, Bárbara Esteves, Beatriz Leão, Filipe Mendes, Jaime Pinto, Joana Neves, João Lopes, Leonardo Barbosa, Manuel Martins, Miguel Pimenta, Miguel Ribeiro, Sofia Almeida, Soraia Rodrigues, Tomás Ribau, Luísa Sá&lt;br /&gt;
|Última atualização=2024/01/31&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Stress, Ansiedade, ''Burnout'', ''Coping Behavior''&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=P74&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Nas sociedades modernas atuais, o quotidiano das populações assume um ritmo muito atarefado, com inúmeras preocupações, tarefas e adversidades: vivemos num stress constante. Esta situação diminui a saúde e a qualidade de vida das populações. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Os estudantes do ensino pré-universitário são particularmente sensíveis a este problema, uma vez que, para além das mudanças típicas da adolescência, são confrontados com vários fatores de stress, nomeadamente no que respeita às questões relacionadas com a futura entrada para o ensino superior. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Deste modo, é muito importante capacitar os estudantes para as várias vertentes do stress, sensibilizando-os para as causas e sintomas deste processo fisiológico complexo. São igualmente apresentadas estratégias de gestão e combate ao stress, que promovem uma convivência mais saudável com esta realidade.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
===O que é o stress===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O stress é a resposta de adaptação às adversidades, com o intuito de repor o equilíbrio do organismo. Abrange a ativação de vários mecanismos, com intervenção dos sistemas nervoso, imunitário e hormonal.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Todo o processo tem como objetivo garantir a sobrevivência perante a perceção de perigo. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Esta resposta é específica para cada um de nós, provocando um desgaste físico e psicológico de intensidade variável. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Tipos de stress====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* '''Eustress''' (stress positivo)&lt;br /&gt;
: Forma não patológica do stress (não doença), que potencia a função física e mental de um indivíduo, estimulando-o a enfrentar os diversos desafios. Por exemplo, uma quantidade moderada de stress ajuda-nos a trabalhar sob pressão, motivando-nos a fazer o nosso melhor.&lt;br /&gt;
* '''Distress''' (stress negativo)&lt;br /&gt;
: Forma patológica do stress (doença), em que este assume um caráter crónico, devido à incapacidade de adaptação às circunstâncias adversas. Por este motivo trata-se de uma condição que em nada beneficia o indivíduo.&lt;br /&gt;
[[File: Matches.jpg|300px|right]]&lt;br /&gt;
* '''Síndrome de ''burnout'''''&lt;br /&gt;
: Esgotamento físico e mental, caraterizado pelo desânimo, ansiedade e frustração, que decorre de níveis crónicos de stress. Normalmente evolui para um estado depressivo, associando-se frequentemente ao ritmo de vida intenso das sociedades modernas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Causas do stress====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A influência negativa do stress é transversal a toda a sociedade. Os estudantes do ensino pré-universitário são particularmente suscetíveis a este fenómeno:&lt;br /&gt;
[[File: Stress brain.jpg|500px|right]]&lt;br /&gt;
* Transformações próprias da adolescência;&lt;br /&gt;
* Problemas de autoestima;&lt;br /&gt;
* Exames Nacionais;&lt;br /&gt;
* Acesso ao Ensino Superior;&lt;br /&gt;
* Questões financeiras;&lt;br /&gt;
* Gestão de tempo;&lt;br /&gt;
* Possível mudança de cidade;&lt;br /&gt;
* Possível separação da família e amigos;&lt;br /&gt;
* Expetativas da família e amigos;&lt;br /&gt;
* Apoio familiar.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Sintomas do stress====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O stress pode prejudicar os estudantes na sua vivência académica, social e pessoal. Conhecer os principais sintomas do stress pode ajudar os estudantes, os seus familiares e amigos a identificar o problema para melhor o combater:&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
=====Sintomas gerais do stress:=====&lt;br /&gt;
* Mãos transpiradas e frias;&lt;br /&gt;
* Aumento da frequência cardíaca e palpitações;&lt;br /&gt;
* Cansaço geral;&lt;br /&gt;
* Má disposição;&lt;br /&gt;
* Ida mais frequente à casa de banho.&lt;br /&gt;
[[File: Copying skills.jpg|500px|right]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
=====Sintomas mais preocupantes (curto prazo):=====&lt;br /&gt;
* Desconcentração;&lt;br /&gt;
* Ansiedade e frustração;&lt;br /&gt;
* Aumento da agressividade;&lt;br /&gt;
* Dificuldade em tomar decisões;&lt;br /&gt;
* Dificuldade em relaxar e divertir-se.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
=====Sintomas mais preocupantes (longo prazo):=====&lt;br /&gt;
* Insónias;&lt;br /&gt;
* Queda de cabelo;&lt;br /&gt;
* Alterações de humor constantes;&lt;br /&gt;
* Dependência de substâncias (drogas, álcool, tabaco, etc.);&lt;br /&gt;
* Ataques de pânico.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Estratégias de combate ao stress====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Perante os problemas do stress, os estudantes podem utilizar algumas estratégias para o combater, minimizar e resolver. O conjunto de processos mentais e comportamentais de gestão do stress, que permitem a convivência saudável com este fenómeno, chama-se coping:&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Estratégias Focadas na Emoção''': Pretendem desenvolver uma resposta emocional adequada ao stress.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{|border=”0” &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #7FFFD4; font-size:16px; border: 2px solid blue; width: 150px;&amp;quot; |&lt;br /&gt;
Reinterpretação do evento stressante&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #F8F8FF; border: 1px solid blue; width: 300px;&amp;quot; |&lt;br /&gt;
Ex.: Encarar a situação como algo que contribui para o nosso crescimento pessoal! &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #7FFFD4; font-size:16px; border: 2px solid blue; width: 150px;&amp;quot; |&lt;br /&gt;
Expressão das emoções&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #F8F8FF; border: 1px solid blue; width: 300px;&amp;quot; |&lt;br /&gt;
Ex.: Falar com a família e amigos sobre os nossos problemas, partilhando as nossas emoções.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #7FFFD4; font-size:16px; border: 2px solid blue; width: 150px;&amp;quot; |&lt;br /&gt;
Apoio social&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #F8F8FF; border: 1px solid blue; width: 300px;&amp;quot; |&lt;br /&gt;
Ex.: Passar tempo com a família e amigos.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #7FFFD4; font-size:16px; border: 2px solid blue; width: 150px;&amp;quot; |&lt;br /&gt;
Técnicas de relaxamento&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #F8F8FF; border: 1px solid blue; width: 300px;&amp;quot; |&lt;br /&gt;
Ex.: Praticar atividades lúdicas (como o yoga ou outras) que promovam o bem-estar físico, psicológico e espiritual.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #7FFFD4; font-size:16px; border: 2px solid blue; width: 150px;&amp;quot; |&lt;br /&gt;
Desenvolvimento da autoestima&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #F8F8FF; border: 1px solid blue; width: 300px;&amp;quot; |&lt;br /&gt;
Ex.: Focarmo-nos nas nossas virtudes e qualidades, valorizando o que já alcançámos.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #7FFFD4; font-size:16px; border: 2px solid blue; width: 150px;&amp;quot; |&lt;br /&gt;
Nutrição adequada, exercício físico e sono&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #F8F8FF; border: 1px solid blue; width: 300px;&amp;quot; |&lt;br /&gt;
Ex.: Fazer refeições regulares, equilibradas e variadas; evitar o sedentarismo; ter um horário bem definido, que nos permita dormir pelo menos 8 horas por dia.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #7FFFD4; font-size:16px; border: 2px solid blue; width: 150px;&amp;quot; |&lt;br /&gt;
Adotar um ritmo diário com pausas regulares do estudo&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #F8F8FF; border: 1px solid blue; width: 300px;&amp;quot; |&lt;br /&gt;
Ex.: Por cada hora de estudo, descansar 15 minutos.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #7FFFD4; font-size:16px; border: 2px solid blue; width: 150px;&amp;quot; |&lt;br /&gt;
Manter objetivos realistas&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #F8F8FF; border: 1px solid blue; width: 300px;&amp;quot; |&lt;br /&gt;
Ex.: Compreender que cada indivíduo tem o seu ritmo de aprendizagem e as suas capacidades.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Estratégias Focadas no Problema''': Pretendem reduzir/eliminar as fontes de stress.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=”0” &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #7FFFD4; font-size:16px; border: 2px solid blue; width: 150px;&amp;quot; |&lt;br /&gt;
Antecipar o problema&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #F8F8FF; border: 1px solid blue; width: 300px;&amp;quot; |&lt;br /&gt;
Ex.: Estar psicologicamente preparado para a pressão dos exames.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #7FFFD4; font-size:16px; border: 2px solid blue; width: 150px;&amp;quot; |&lt;br /&gt;
Resolução ativa do problema&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #F8F8FF; border: 1px solid blue; width: 300px;&amp;quot; |&lt;br /&gt;
Ex.: Se há dificuldades numa determinada matéria, é necessário trabalhar para as superar.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #7FFFD4; font-size:16px; border: 2px solid blue; width: 150px;&amp;quot; |&lt;br /&gt;
Pesquisa de informação&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #F8F8FF; border: 1px solid blue; width: 300px;&amp;quot; |&lt;br /&gt;
Ex.: Estar informado acerca da estrutura dos exames, para não ser confrontado com situações imprevistas.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #7FFFD4; font-size:16px; border: 2px solid blue; width: 150px;&amp;quot; |&lt;br /&gt;
Avaliação dos prós e contras&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #F8F8FF; border: 1px solid blue; width: 300px;&amp;quot; |&lt;br /&gt;
Ex.: “Convidaram-me para uma festa, mas tenho um teste amanhã. Devo ir?”&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #7FFFD4; font-size:16px; border: 2px solid blue; width: 150px;&amp;quot; |&lt;br /&gt;
Organização de um plano de estudo&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #F8F8FF; border: 1px solid blue; width: 300px;&amp;quot; |&lt;br /&gt;
Ex.: Elaborar um calendário de exames, planeando antecipadamente o estudo.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #7FFFD4; font-size:16px; border: 2px solid blue; width: 150px;&amp;quot; |&lt;br /&gt;
Evitar adiar o estudo ou outros compromissos&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #F8F8FF; border: 1px solid blue; width: 300px;&amp;quot; |&lt;br /&gt;
Ex.: Estudar regularmente e não apenas “na véspera” do teste.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #7FFFD4; font-size:16px; border: 2px solid blue; width: 150px;&amp;quot; |&lt;br /&gt;
Dividir as tarefas em objetivos concretos&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #F8F8FF; border: 1px solid blue; width: 300px;&amp;quot; |&lt;br /&gt;
Ex.: Escolher uma única disciplina para estudar durante a tarde, em vez de tentar estudar tudo ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Conclusão===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
No ensino pré-universitário, o stress pode atingir níveis prejudiciais, comprometendo a vida académica e pessoal dos estudantes. É fundamental conhecer as causas e sintomas deste problema, para o combater eficazmente.&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Referências recomendadas===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [http://www.scielo.br/pdf/estpsi/v28n3/a01v28n3.pdf Caires S, Silva C. Fatores de stress e estratégias de coping entre adolescentes no 12º ano de escolaridade. Estudos de Psicologia. 2011.  28(3):295-306. ]&lt;br /&gt;
* [http://www.cdc.gov/violenceprevention/pub/coping_with_stress_tips.html Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Coping With Stress. Clifton Road Atlanta]&lt;br /&gt;
* [https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/21540/2/85734.pdf Cleto PM, Costa ME. A mobilização de recursos sociais e de coping para lidar com a transição de escola no início da adolescência. Inovação. 2000. 13:69-88. ]&lt;br /&gt;
* [http://files.eric.ed.gov/fulltext/EJ896855.pdf Latha KS, DHRL, PhD, Hanumanth Reddy, MSW. Patterns of Stress, Coping Styles and Social Supports among Adolescents. J. Indian Assoc. Child Adolesc. Ment. Health. 2006]&lt;br /&gt;
* [http://www.scielo.br/pdf/pusf/v15n3/v15n3a13.pdf Silva C, Caires S. Inventário de Fatores de Estresse nos alunos do 12º ano: construção e validação de um instrumento. Psico-USF. 2010. 15(3):405-413]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Stress_no_ensino_pré-universitário|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Google_plus.png|30px|link=https://plus.google.com/share?url=http://metis.med.up.pt/index.php/Stress_no_ensino_pré-universitário|alt=Alt text|Partilha no google +]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Stress_no_ensino_pré-universitário|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Stress_no_ensino_pré-universitário|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Stress_no_ensino_pré-universitário|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Saúde da criança]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Stress]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção primária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Como_ajudar_uma_crian%C3%A7a_a_lidar_com_a_morte</id>
		<title>Como ajudar uma criança a lidar com a morte</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Como_ajudar_uma_crian%C3%A7a_a_lidar_com_a_morte"/>
				<updated>2024-01-31T23:58:20Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Ana Sofia Pires; Ana Vera Costa; Sandra Borges, Graça Mendes&lt;br /&gt;
|Última atualização=2024/01/31&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Luto; atitude perante a morte; criança; criança (pré-escolar); adolescente&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=P22, P23&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Quando a criança é exposta a um luto por morte, reage de forma diferente do adulto, dependendo da fase do desenvolvimento em que se encontra. As explicações sobre a morte devem ser adaptadas à idade e desenvolvimento da criança, preferindo um discurso o mais concreto possível, e evitando explicações complexas e abstratas, sujeitas a interpretação subjetiva. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
É importante prestar atenção aos sentimentos de luto e pesar dos adultos, e partilhá-los com as crianças. É comum o adulto, na sua própria vivência emocional, ter dificuldades em lidar com os sentimentos de perda expressos pela criança. Deve-se dizer a verdade acerca da morte, de forma apropriada ao desenvolvimento das crianças, encorajá-las a expressar emoções e dar tempo para lidar com a perda, sem tentar protegê-las em demasia da realidade inevitável da morte.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
=== Como ajudar uma criança a lidar com a morte===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O significado de morte tem um caráter evolutivo.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Para uma criança com '''menos de 5 anos''', a morte é uma '''ausência temporária e reversível'''. Nesta fase do desenvolvimento a morte é personificada por seres inanimados (consequência da ação de uma entidade externa).&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As crianças demonstram '''medo de a ter causado''', associando-a a punição por instintos agressivos. Revoltam-se pela pessoa perdida não voltar e sentem medo face ao abandono. &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Entre os '''6-9 anos''', as crianças mantêm dificuldade em aceitar a universalidade da morte e que esta possa acontecer ao próprio ou a alguém conhecido.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Com as operações concretas adquiridas, há a noção de''' irreversibilidade''', '''não funcionalidade''' (cessação das funções vitais) e '''causalidade''' (por oposição à aleatoriedade), associada sobretudo à velhice. Mostram consciência da impossibilidade de controlo sobre a morte.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Aos '''9/10 anos''' as crianças adquirem um '''conceito maduro de morte''', a noção da morte como '''universal e inevitável''', adquirindo a noção de que esta poderá ocorrer a alguém significativo, mostrando receio face à segurança dos outros. &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na '''pré-adolescência''' com o pensamento operatório formal, a explicação para o conceito da morte é '''fisiológico e de ordem teológica'''. Mais cedo ou mais tarde os pré-adolescentes podem questionar-se sobre a sua própria morte.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Como explicar a morte à criança?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[Ficheiro: Angel-1548085 1920.jpg|300px|right]]&lt;br /&gt;
A mensagem e a forma de a transmitir devem ser '''adequadas a cada criança''', em função da idade, do seu desenvolvimento e da aquisição do conceito de morte. No entanto há recomendações gerais que podem ajudar:&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Quando a morte atinge alguém da família ou um animal de estimação, a criança deverá ser incentivada a '''expressar os seus sentimentos e ser apoiada na sua vivência emocional'''. &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''Podemos ficar tristes e zangados perante a morte'''. Por vezes, no início, é difícil de acreditar que é verdade. Chorar é normal pois é forma de expressar tristeza e saudade. Mensagens “não chores”, “agora tens de ser forte e corajoso”, inibem o reconhecimento e a expressão emocional. &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''Cuidar da criança no luto implica cuidar do adulto enlutado'''. Geralmente, membros da família podem ficar tão abalados que não conseguem lidar com as emoções das crianças. Ouvir e responder às perguntas da criança é uma tarefa difícil. Muitas vezes, há a crença de que é necessário poupar crianças do sofrimento que está além do seu nível de entendimento. As tentativas de ocultar sentimentos dolorosos potenciam a sensação de isolamento e abandono. É importante que '''sentimentos de tristeza possam ser partilhados''' com as crianças.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O impacto da perda na criança pequena está muito associada às alterações nas suas rotinas (que deverão ser mantidas), assim como a presença de figuras disponíveis e sensíveis às suas necessidades. As crianças necessitam de '''consistência, segurança e previsibilidade''' da parte do outro cuidador.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
É importante que se '''explique a morte e a causa'''. As crianças precisam de ser asseguradas que '''não são responsáveis pela morte''': maus comportamentos, frases ou pensamentos não resultam em morte de alguém.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''A morte faz parte do ciclo natural da vida''': todas as plantas e animais, incluindo pessoas, nascem, crescem e morrem. Quando uma pessoa morre, esta não volta a viver, o seu corpo já não vê, não ouve ou respira, não se mexe; deixa de ter vida. Por mais que se queira ou deseje, não conseguimos trazer de volta pessoas que morreram. As pessoas morrem quando estão muito velhas mas também podem morrer num acidente, desastre, ou quando têm uma doença muito grave. &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Após a morte costumamos '''despedir-nos'''. Para isso, fazemos um '''funeral''', onde se reúnem pessoas conhecidas e familiares; nesses momentos partilha-se a tristeza e outros sentimentos de perda, assim como boas memórias do tempo passado junto. '''As crianças precisam de ser envolvidas e valorizadas''' na tomada de decisão, na participação nos rituais fúnebres e outros rituais familiares (p.e. ida ao cemitério). Se a criança não quiser participar no funeral não deverá ser obrigada, mas dando-lhe um outro plano de honrar a pessoa falecida (p.e. acender uma vela, fazer um livro de recordações).&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As '''crenças espirituais''' são importantes para dar sentido à experiência da perda, enquadradas nas experiências individuais, familiares e comunitárias, e no contexto social e cultural. No entanto, '''não se deve mentir à criança nem negar a realidade da perda'''. Devem dar-se explicações o mais concretas possível, tendo em conta a compreensão da criança.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''Deve haver espaço para a criança colocar as suas questões que devem ser ouvidas e respondidas com honestidade'''. Os pais podem responder relativamente ao que sabem, podem compartilhar sentimentos relacionados com a morte e perda, receios e desconhecimento em relação a questões depois da morte. É necessário haver coerência na narrativa sobre causas e circunstâncias da morte.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Conclusão===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A vivência da morte varia com o desenvolvimento.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Apesar de difícil, pelo abalo emocional, a partilha do sofrimento e expressão emocional com crianças é importante para o seu processo de luto e o de toda a família.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Referências recomendadas===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [https://www.aacap.org/AACAP/Families_and_Youth/Facts_for_Families/FFF-Guide/Children-And-Grief-008.aspx American Academy of Child and Adolescent Psychiatry. Grief and Children. June 2018] &lt;br /&gt;
* [https://www.healthychildren.org/English/healthy-living/emotional-wellness/Building-Resilience/Pages/How-Children-Understand-Death-What-You-Should-Say.aspx American academy of Pediatric. Healthy Children. Powered by pediatricians. Trusted by parents. How Children Understand Death &amp;amp; What You Should Say]&lt;br /&gt;
* [https://www.healthychildren.org/English/healthy-living/emotional-wellness/Building-Resilience/Pages/Grieving-Whats-Normal-When-to-Worry.aspx American academy of Pediatric. Healthy Children. Powered by pediatricians. Trusted by parents. Grieving: What’s Normal &amp;amp; When to Worry]&lt;br /&gt;
* [https://apps.nasponline.org/search-results.aspx?q=grief National Association of School Psychologists Helping Children Cope with Loss, Death, and Grief: Tips for Teachers and Parents]&lt;br /&gt;
* [https://www.nctsn.org/what-is-child-trauma/trauma-types/traumatic-grief/effectsThe National Child Traumatic Stress Network (NCTSN). Effects of Traumatic Grief]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Como_ajudar_uma_criança_a_lidar_com_a_morte|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Google_plus.png|30px|link=https://plus.google.com/share?url=http://metis.med.up.pt/index.php/Como_ajudar_uma_criança_a_lidar_com_a_morte|alt=Alt text|Partilha no google +]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Como_ajudar_uma_criança_a_lidar_com_a_morte|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Como_ajudar_uma_criança_a_lidar_com_a_morte|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Como_ajudar_uma_criança_a_lidar_com_a_morte|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;text-align: center; margin: auto; font-size: 90%; margin-top: -18px; margin-bottom: -20px;&amp;quot;&amp;gt; &lt;br /&gt;
[[Utilizador:Ana_Sofia_Pires|Ana Sofia Pires]] &amp;amp;bull; [[Utilizador:Ana_Vera_Costa|Ana Vera Costa]] &amp;amp;bull; [[Utilizador:Sandra_Borges|Sandra Borges]] &amp;amp;bull; [[Utilizador:Sara_Melo|Sara Melo]] &amp;amp;bull; [[Utilizador:Graça_Mendes|Graça Mendes]]&amp;lt;/div&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Luto]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Saúde da criança‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção primária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Blues_p%C3%B3s-parto</id>
		<title>Blues pós-parto</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Blues_p%C3%B3s-parto"/>
				<updated>2024-01-31T23:56:10Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Dalila Teixeira, Ana Coelho Rodrigues&lt;br /&gt;
|Última atualização=2024/01/31&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Blues pós-parto, Puerpério&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=P03&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
-----&lt;br /&gt;
O blues pós-parto é uma alteração frequente no puerpério imediato, caracterizando-se por um estado de instabilidade emocional com tristeza súbita, introversão, irritabilidade e cansaço fácil. Manifesta-se habitualmente na primeira semana após o parto e resolve espontaneamente no primeiro mês. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A sua abordagem não requer qualquer intervenção medicamentosa, sendo apenas recomendada uma atitude de compreensão e apoio por parte dos que convivem com a puérpera (recém-mãe).&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Se os sintomas se prolongarem no tempo ou se apresentarem com maior intensidade poderá estar perante uma [[Depressão pós-parto|depressão pós-parto]] pelo que deverá ser observada pelo seu médico assistente.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
===Blues pós-parto===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Expecting mother.jpg|200px|thumb|right]]&lt;br /&gt;
O nascimento de um filho traduz habitualmente uma das experiências de maior alegria e exaltação para o casal. Contudo, este evento representa, na verdade, um momento de crise, propício ao aparecimento de problemas emocionais, como é exemplo a melancolia da maternidade (ou blues pós-parto) que pode afetar até 50% das recém-mães. O blues pós-parto caracteriza-se por sintomas depressivos leves e transitórios que surgem tipicamente nos primeiros dias após o parto e que evoluem no sentido da resolução espontânea.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O conhecimento antecipado das alterações psicológicas e emocionais possíveis e esperadas nas recém-mães permite que estas e as suas famílias se adaptem a esta nova fase, sem sobressaltos ou receios. O sofrimento emocional da puérpera (num momento geralmente considerado de grande alegria) não deve confundir a família e os amigos, mas antes incentivá-los a prestar um maior apoio e suporte. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Causas====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A literatura científica descreve múltiplos fatores na origem desta alteração:&lt;br /&gt;
* Alterações hormonais;&lt;br /&gt;
* Stress do parto;&lt;br /&gt;
* Fatores psicossociais - vivência de um grande conjunto de mudanças: imagem corporal, relacionamento conjugal, desempenho de novas responsabilidades (para com o filho), mudança no papel sócio-familiar.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Sintomas ====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Os sintomas mais frequentes incluem choro fácil, flutuação de humor, irritabilidade, fadiga, tristeza, insónia, dificuldade de concentração, ansiedade relacionada com o bebé e comportamento agressivo em relação a familiares e amigos. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Acho que tenho blues pós-parto: o que me vai acontecer?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O blues pós-parto é uma alteração autolimitada e de curta duração, resolvendo habitualmente de forma espontânea no período de um mês. Não tem impacto negativo no desenvolvimento do recém-nascido e não compromete a funcionalidade materna no dia-a-dia. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Mulheres com blues pós-parto não têm indicação para tratamento farmacológico ou psicoterapia formal. A abordagem centra-se no suporte emocional adequado, na cooperação nos cuidados ao bebé e na tranquilização relativamente à natureza transitória e benigna do quadro. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A procura de cuidados médicos está apenas recomendada nos casos em que a sintomatologia se intensifica e persiste além das 3-4 semanas, situação que pode configurar um quadro de [[Depressão pós-parto|depressão pós-parto]] que, pela sua maior gravidade, implica orientação adequada. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Conselhos úteis ====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:ID-100140080.jpg|150px|thumb|right]]&lt;br /&gt;
* Aproveite os períodos em que o bebé dorme para descansar; &lt;br /&gt;
* Divida as tarefas domésticas;&lt;br /&gt;
* Evite horários rígidos;&lt;br /&gt;
* Partilhe o seu estado de espírito com o seu companheiro, familiares e amigos;&lt;br /&gt;
* Faça uma alimentação saudável e exercício físico (caminhadas ao ar livre);&lt;br /&gt;
* Estabeleça prioridades (e considere as suas próprias necessidades!);&lt;br /&gt;
* Não se compare com os outros casos e não peça conselhos de forma indiscriminada a muitas pessoas;&lt;br /&gt;
* Não tenha receio em pedir ajuda e evite sentimentos de culpa: o blues pós-parto é uma alteração benigna, não representando um fracasso seu, enquanto mãe.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Conclusão===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O blues pós-parto consiste numa condição fisiológica e adaptativa ao novo papel de mãe. De facto, não sendo o exercício da maternidade uma aptidão inata do ser humano, o nascimento de uma criança exige reorganização e aprendizagem, muitas vezes condicionante de sofrimento emocional. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na abordagem desta entidade assume relevância o adequado esclarecimento e suporte à mulher, família e amigos, no sentido de facilitar o ajustamento à nova etapa de vida. O excesso de intervenção médica ou psicológica não ajuda pois trata-se de um fenómeno normal e transitório. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Referências Recomendadas:===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [http://www.dgs.pt/accao-de-saude-para-criancas-e-jovens-em-risco/ficheiros-externos/pub-saude_mental_e_gravidez_folheto_dgs_2005-pdf.aspx DGS - Promoção da Saúde Mental na Gravidez e Primeira Infância]&lt;br /&gt;
* [http://www.apa.org/pi/women/resources/reports/postpartum-dep.aspx American Psychological Association]&lt;br /&gt;
* [http://www.rcpsych.ac.uk/healthadvice/partnersincarecampaign/postnataldepression.aspx Royal College of Psychiatrists]&lt;br /&gt;
* [http://www.who.int/mental_health/prevention/suicide/lit_review_postpartum_depression.pdf Donna E. Stewart et al. (2003). Postpartum depression: Literature review of risk factors and interventions.]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Blues_pós-parto|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Google_plus.png|30px|link=https://plus.google.com/share?url=http://metis.med.up.pt/index.php/Blues_pós-parto|alt=Alt text|Partilha no google +]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=METIS&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Blues_pós-parto|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=https://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Blues_pós-parto|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;text-align: center; margin: auto; font-size: 90%; margin-top: -18px; margin-bottom: -20px;&amp;quot;&amp;gt; &lt;br /&gt;
[[Utilizador:Dalila_Teixeira|Dalila Teixeira]] &amp;amp;bull; [[Utilizador:Ana_Coelho_Rodrigues|Ana Coelho Rodrigues]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Gravidez e parto‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Depressão]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção secundária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Viver_o_luto</id>
		<title>Viver o luto</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Viver_o_luto"/>
				<updated>2024-01-31T23:55:23Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Carolina Machado, Cristiana Calçada, Diana Ribeiro, Edília Sequeira, Eduardo Tavares, João Trevisan, Jorge Moura, José Silva, Rita Ferreira, Sara Santos, Tiago Alves, Vera Correia, Luísa Sá&lt;br /&gt;
|Última atualização=2024/01/31&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Luto, Luto patológico, Psicoterapia, Falecimento, Sofrimento&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O luto, definido como uma reação emocional à perda de um ente querido, é uma experiência dolorosa com a qual todos são confrontados num certo ponto das suas vidas. É muito variável de indivíduo para indivíduo, o que dificulta a distinção entre o normal e o anormal.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Apesar de ser uma fase natural do ciclo da vida, nem sempre é fácil viver depois de uma perda. Mas só passando pelo processo será possível ultrapassar o luto e prosseguir com a vida. &lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
===O que é o luto normal?===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[Ficheiro: Angel-1548085_1920.jpg|400px|right]]&lt;br /&gt;
O luto é uma reação emocional que se segue a uma perda, mais frequentemente associado à morte de alguém querido. Os sintomas são muito variáveis, evoluindo em 4 fases distintas: negação, frustração, depressão e, por fim, aceitação. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Durante o primeiro ano após a perda, é frequente sentir:&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
* '''Sentimento de confusão'''&lt;br /&gt;
A perda de alguém próximo tem um grande impacto psicológico, sendo capaz de abalar o seu próprio sentido de identidade. Tipicamente durante os meses iniciais após o falecimento, pode sentir dificuldade em encontrar uma justificação para a morte do ente querido, sentindo que o seu futuro foi interrompido. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
* '''Sensação de mal-estar, ansiedade e depressão'''&lt;br /&gt;
A maioria das pessoas em luto experienciam estados de profunda melancolia e angústia durante o período de luto. Estes estados depressivos centrados em emoções de raiva, irritabilidade, tristeza, medo e culpa, com duração de algumas semanas ou poucos meses, tendem a diminuir gradualmente. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
* '''Quebras no estado de saúde'''&lt;br /&gt;
Para além dos sintomas de foro psíquico, a perda de um ente querido leva também a défices na saúde geral da pessoa em luto. É frequente sentir falta de ar, palpitações, dificuldades digestivas, perda de apetite, inquietação e insónias. Pode igualmente haver uma ligeira quebra do funcionamento do sistema imunológico (sistema de defesa do organismo).&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
* '''Alterações da vida social e ocupacional'''&lt;br /&gt;
Durante a vivência do luto, os indivíduos têm quebras ao nível da sua vida social e ocupacional. Há uma tendência para se isolarem, afastando-se de potenciais caminhos de apoio social. Torna-se assim mais complicado o estabelecimento de novas relações, sendo que a vivência do luto pode inclusive comprometer os seus papéis sociais enquanto pais ou profissionais. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====O que fazer numa situação de luto?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* '''Não adie ou esconda o sofrimento'''; o luto é uma reação emocional natural, composta por diversas fases que necessitam de tempo para serem vividas;&lt;br /&gt;
* '''Evite isolar-se''': falar com familiares e amigos mais próximos pode ajudá-lo a lidar com o seu sofrimento;&lt;br /&gt;
* '''Evite tomar decisões importantes'''; conserve-as antes para um momento mais estável da sua vida;&lt;br /&gt;
* '''Tente''', o mais rapidamente possível, '''regressar às suas rotinas''' e responsabilidades sociais e ocupacionais;&lt;br /&gt;
* '''Não se apegue aos bens materiais do seu ente querido'''; deve conservar alguns como recordação, mas evitar a afeição excessiva aos mesmos;&lt;br /&gt;
* '''Não se automedique''' nem se refugie em bebidas alcoólicas, ou outras substâncias; se sente que necessita de ajuda na superação desta fase, consulte o seu médico;&lt;br /&gt;
* A '''psicoterapia''', quer em sessões individuais com um psicólogo, quer em grupos de apoio, pode ajudá-lo a superar esta fase.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====O que é o luto patológico?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Sendo o luto um estado com sintomas e duração muito variável, torna-se difícil distinguir um luto normal de um luto anormal. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Falamos de '''luto patológico''' quando os sentimentos de dor e tristeza relacionados com a morte de um ente querido têm uma intensidade excessiva e prolongada (para além de 12 meses após a morte), tendo ainda impacto no funcionamento social e ocupacional da pessoa em luto.&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Quando sei que posso estar a viver um luto patológico?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[Ficheiro: Face-636092_1920.jpg|300px|right]]&lt;br /&gt;
Falamos em luto patológico se 12 meses após a perda ainda existem estes sintomas:&lt;br /&gt;
* Tristeza intensa em relação à morte;&lt;br /&gt;
* Dificuldade em ter memórias positivas sobre o falecido;&lt;br /&gt;
* Desejo de morrer para se encontrar com o falecido;&lt;br /&gt;
* Sentimento de solidão ou de distanciamento dos outros após a morte do ente querido;&lt;br /&gt;
* Sentimento de que a vida não tem sentido ou se encontra vazia sem o falecido;&lt;br /&gt;
* Dificuldade em seguir os seus próprios interesses ou planos para o futuro a partir da perda;&lt;br /&gt;
* Perturbações com impacto negativo na vida social ou ocupacional da pessoa em luto.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Conclusão ===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O luto, embora seja uma fase normal, é um estado psicológico de emoções inconstantes e com grande variabilidade, sendo difícil estabelecer limites para o que é normal e para o que vai necessitar de ajuda especializada.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Há muitas estratégias para ajudar a superar o luto, mas a chave mais importante para atenuar o sofrimento é o tempo.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''''Um dia acordamos e conseguimos dizer adeus a quem partiu.'''''&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Referências recomendadas===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [https://ciencias.ulisboa.pt/sites/default/files/fcul/institucional/gapsi/O_luto.pdf O Luto. The student Counseling Virtual Pamphet Collection, traduzido e adaptado por Iolanda Boto, Psicóloga estagiária do GAPsi- FCUL]&lt;br /&gt;
* [https://apav.pt/carontejoom/index.php/zoo/luto-na-familia Luto na família, APAV, 2012]&lt;br /&gt;
* [https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/complicated-grief/symptoms-causes/syc-20360374 Complicated grief. Mayo Clinic]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Viver_o_luto|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Google_plus.png|30px|link=https://plus.google.com/share?url=http://metis.med.up.pt/index.php/Viver_o_luto|alt=Alt text|Partilha no google +]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Viver_o_luto|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Viver_o_luto|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Viver_o_luto|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Luto‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Geriatria]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção primária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Binge_Drinking</id>
		<title>Binge Drinking</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Binge_Drinking"/>
				<updated>2024-01-31T23:51:20Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Adriana Carreira, Ana Marta Pinto, Ana Rita Ribas, Beatriz Sousa, Carolina Xavier, Hugo Almeida, Inês Pinheiro, João Gil Sousa, Leonor Torrão, Márcia Oliveira, Marta Bezerra, Marta Moreira Carvalho, Tiago Grácio, Luísa Sá&lt;br /&gt;
|Última atualização=2024/01/31&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=binge drinking; alcoolismo; álcool; estudantes; jovens; adolescentes.&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=P16&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
-----&lt;br /&gt;
'''''Binge Drinking''''' define-se como o consumo de 5 ou mais bebidas alcoólicas (4 para o sexo feminino) numa única ocasião, tendo consequências biopsicossociais a curto e a longo prazo.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Estes episódios enquadram-se no alcoolismo predominante no jovem adulto (18-34 anos), sendo mais frequentes no sexo masculino. Em Portugal, os episódios de ''binge drinking'' são mais prevalentes nos jovens universitários. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O '''''Binge Drinker''''' reconhece-se como alguém cujos familiares/amigos já demonstraram a sua preocupação perante o facto de beber em excesso em feriados/festas/fins-de-semana; bebe mais do que inicialmente planeava; tem lapsos de memória; e que se envolve em situações perigosas aquando da ingestão de álcool. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O tema, apesar de subestimado pela maioria dos jovens, assume-se de elevada relevância, sendo importante que os familiares e amigos estejam atentos a estes comportamentos de risco e que o próprio reconheça o seu problema e esteja motivado para uma mudança.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
===“Binge Drinking”: o alcoolismo disfarçado?===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O consumo episódico excessivo de álcool, conhecido popularmente pelo termo em inglês '''''binge drinking''''', é o consumo de álcool igual ou superior a 5 bebidas padrão no homem e 4 bebidas padrão na mulher, numa só ocasião, no espaço de duas horas. A prática é realizada com o objetivo de obter rapidamente uma intoxicação alcoólica.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O '''''binge drinking''''' insere-se no [[Alcoolismo|alcoolismo]] dos jovens adultos (tipo mais prevalente mundialmente), representando 31,5% dos alcoólicos dependentes (idade média de 25 anos e predominantemente do sexo masculino). Apesar de tendencialmente este grupo beber menos que os outros tipos de alcoolismo, tem mais episódios de ''binge drinking'', ou seja, não bebe tão frequentemente, mas quando o faz, fá-lo em grandes quantidades. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Indivíduos com mais de 5 episódios por mês de ingestão aguda de álcool podem ser considerados alcoólicos crónicos.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Prevalência de Binge Drinking====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O '''''binge drinking''''' é mais prevalente na Europa e na Ásia. Este padrão parece estar relacionado com fatores culturais, nível de desenvolvimento do país (mais desenvolvido = maior consumo) e tipo de bebida de eleição. Em Portugal, a prevalência de ''binge drinking'' situa-se entre os 30,0 % e os 44,9% na população com mais de 15 anos, sendo o vinho e a cerveja as bebidas de eleição.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====O que é uma bebida padrão?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[Ficheiro: Eq_alcool.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
Uma bebida padrão, de qualquer tipo, normalmente contém 12 a 14 gramas de álcool. Em norma, bebidas com menor percentagem alcoólica são servidas num copo com maior volume como a cerveja ou o vinho. Já licores ou copos de Whiskey normalmente são servidos num menor volume chegando até à marca das 12/14 gramas. Logo, uma bebida padrão corresponde a uma bebida servida no respetivo copo. &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Quem é o Binge Drinker?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O '''''binge drinker''''' caracteriza-se por:&lt;br /&gt;
* '''Vários familiares e amigos já demonstraram a sua preocupação com o seu consumo excessivo de álcool'''&lt;br /&gt;
: Existe a tendência de o jovem racionalizar o seu consumo de álcool numa postura defensiva, arranjando assim desculpas, sem reconhecer que tem um problema. &lt;br /&gt;
* '''Bebe em excesso em feriados/festas/fins-de-semana'''&lt;br /&gt;
: Raramente bebe diariamente, bebendo apenas em ocasiões específicas e muitas dessas vezes já com o intuito de se embriagar.&lt;br /&gt;
* '''Bebe mais do que inicialmente planeava'''&lt;br /&gt;
: Começa com a intenção de apenas consumir uma ou duas bebidas, muitas destas justificadas como auxílio da socialização e desinibição, terminando por beber muitas mais.&lt;br /&gt;
* '''Envolve-se em situações perigosas aquando do consumo de álcool'''&lt;br /&gt;
: Por exemplo, jogos de apostas, condução a velocidade elevada, relações sexuais desprotegidas, conflitos físicos.&lt;br /&gt;
* '''Tem um ou mais lapsos de memória após beber'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Consequências====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O consumo excessivo de álcool de forma frequente tem consequências a nível '''físico''', '''psicológico''', '''comportamental''' e '''social'''. O ''binge drinker'' tem maior risco de tentativas suicidas, depressão, problemas familiares, escolares ou profissionais, maior possibilidade de se envolver em acidentes rodoviários ou em atos violentos. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Alcohol-428392_1920.jpg|300px|right]]&lt;br /&gt;
A '''curto prazo''', o ''binge drinking'' pode resultar em vómitos, perda de memória, mudanças repentinas de humor, intoxicação alcoólica e acidentes por negligência. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A '''longo prazo''', o ''binge drinking'' provoca mudanças no metabolismo do indivíduo. A nível gastrointestinal pode causar doenças do fígado (hepatite e cirrose), [[Gastrite crónica|gastrites]], [[Doença do refluxo gastro-esofágico (DRGE)|esofagites]] e pancreatites. A nível cardiovascular pode provocar [[O que é a Hipertensão Arterial|hipertensão arterial]], [[Enfarte agudo do miocárdio|enfarte agudo do miocárdio]] e [[O que é o Acidente Vascular Cerebral (AVC)|acidente vascular cerebral (AVC)]]. São também frequentes as doenças do foro neurológico e psiquiátrico como demência, problemas cognitivos, na memorização, na atenção, na resolução de problemas e neuropatias. O [[Prevenção do cancro|risco de cancro]] também está aumentado.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Por fim, frequentes episódios de ''binge drinking'' ao longo do tempo, podem levar o indivíduo a tornar-se [[Alcoolismo|alcoólico crónico]].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Conheço um ''Binge Drinker''! E agora?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Sendo o '''''binge drinking''''' um problema atual, é necessário tomarem-se medidas para o combater. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Existem várias estratégias que podem ajudar um ''binge drinker'':&lt;br /&gt;
* '''Mudar de ambiente'''&lt;br /&gt;
: Quando a pessoa consegue perceber Onde, Quando e Com Quem está na maioria dos episódios de ''binge drinking'', eliminar a exposição a esse ambiente pode ajudar a diminuir os episódios de ingestão de excesso de álcool.&lt;br /&gt;
* '''Considerar a abstinência'''&lt;br /&gt;
: Muitos indivíduos com problemas com o álcool consideram que deixar totalmente de consumir é muito mais fácil do que optar por beber apenas ocasionalmente.&lt;br /&gt;
* '''Impor limites'''&lt;br /&gt;
: Caso a abstinência não seja uma opção para o ''binge drinker'', impor limites à quantidade de álcool ingerido pode ajudar. Para isso, o indivíduo deve estabelecer estratégias que o ajudem a cumprir o seu objetivo, como evitar festas, levar pouco dinheiro quando vai sair, evitar certos tipos de álcool e pedir ajuda aos familiares/amigos a controlar a quantidade de álcool que bebe.&lt;br /&gt;
* '''Encontrar alternativas'''&lt;br /&gt;
: Muitos ''binge drinkers'' utilizam o álcool como forma de ultrapassarem sentimentos negativos (tristeza, depressão, stress). Encontrando outras formas mais saudáveis de conseguirem alívio pode ajudar bastante a combater o consumo de álcool. Assim, o indivíduo pode optar pela prática de exercício físico, hobbies, entre outros.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Conclusão===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
'''''Binge drinking''''' não é uma prática inofensiva, beba conscientemente!&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Referâncias recomendadas===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [http://migfradesolutions.com/wp/wp-content/uploads/2016/12/Norma-35-Abordagem-da-intoxicação-alcoólica-aguda-em-adolescentes-e-jovens-.pdf Direção Geral de Saúde (DGS). Abordagem da Intoxicação Alcoólica Aguda em Adolescentes e Jovens. 2017]&lt;br /&gt;
* [http://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/112736/9789240692763_eng.pdf?sequence=1 World  Health Organization (WHO). Global status report on alcohol and health. 2014]&lt;br /&gt;
* [http://gamapserver.who.int/mapLibrary/Files/Maps/Global_heavy_episodic_drinking_both_sexes_2016.png World  Health Organization (WHO). World: Heavy episodic drinking amont 15-19 year old(%). 2016. ]&lt;br /&gt;
* [http://www.euro.who.int/__data/assets/pdf_file/0006/160728/Portugal-alcohol-profile.pdf World Health Organization (WHO). Portugal - Alcohol Profile. 2012]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Binge_drinking|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Google_plus.png|30px|link=https://plus.google.com/share?url=http://metis.med.up.pt/index.php/Binge_drinking|alt=Alt text|Partilha no google +]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Binge_drinking|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Binge_drinking|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Binge_drinking|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Alimentação]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Acidentes]]&lt;br /&gt;
[[Categoria: Doenças digestivas]]&lt;br /&gt;
[[Categoria: Perturbação do comportamento alimentar‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção primária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Psicose_Puerperal</id>
		<title>Psicose Puerperal</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Psicose_Puerperal"/>
				<updated>2024-01-31T23:48:29Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Nivalda Pereira&lt;br /&gt;
|Última atualização=2024/01/31&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Puerpério, Psicose, Saúde mental, Vinculação mãe-filho&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
-----&lt;br /&gt;
A psicose puerperal é o mais grave quadro psiquiátrico perinatal, podendo atingir 1 a 2 mulheres em cada 1000 que se encontram no puerpério, ou seja, período que decorre entre o nascimento do(s) recém-nascido(s) e as 6 semanas após o parto.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Geralmente a sintomatologia inicia-se nas primeiras 2 semanas do puerpério. O quadro clínico caracteriza-se por alterações do humor, do sono, do comportamento e do pensamento. Quase sempre exige internamento psiquiátrico para tratamento.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O prognóstico é geralmente bom dado que a maioria das mulheres regressa ao seu nível de funcionamento anterior. Por existir um risco significativo de recorrência em futuras gravidezes, recomenda-se o recurso a medicação profilática. &lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
===Psicose Puerperal===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O '''puerpério''' é uma fase de risco na vida de uma mulher para problemas de saúde mental. A psicose puerperal constitui o mais grave quadro psiquiátrico perinatal e é considerada uma emergência psiquiátrica, em virtude dos riscos para a mãe e para o recém-nascido e da flutuação rápida do quadro de sintomas, exigindo intervenção imediata habitualmente em internamento psiquiátrico. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====É comum?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
É uma condição clínica rara, apresentando uma prevalência muito inferior à [[Depressão pós-parto|depressão puerperal]] e ao [[Blues pós-parto|blues pós-parto]], outras perturbações psiquiátricas do puerpério. É mais frequente no primeiro mês após o parto. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Existem fatores precipitantes?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Os principais fatores de risco são a '''história pessoal ou familiar''' (em relação de primeiro grau) de doença bipolar, que aumenta o risco desta patologia em 100 vezes, e um episódio prévio deste tipo de psicose, após o qual se estima um risco de recorrência em parto subsequente entre 20 a 90%. A '''primiparidade''', a '''idade materna avançada''', ser '''mãe solteira''', o '''baixo estrato socioeconómico''', o '''parto por cesariana''', as '''complicações periparto''', o '''trabalho de parto prolongado''' e a '''privação de sono''' são fatores que se encontram associados a uma maior prevalência da psicose puerperal. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Quais são os sinais e sintomas habituais?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Woman-1006102 1920.jpg|300px|right]]&lt;br /&gt;
O início da '''psicose puerperal''' ocorre habitualmente na primeira semana após o parto. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Nas fases iniciais predominam a insónia, a ansiedade, a agitação e as ideias e atitudes associadas a desconfiança face aos outros. São frequentes sintomas depressivos e/ou maníacos, com rápidas flutuações do humor, comportamento bizarro, desorganização do pensamento, desorientação e perda de noção do seu estado clínico. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
À medida que esta psicose progride, a sintomatologia psicótica domina o quadro, surgindo delírios de grandeza projetados sobre o bebé e/ou vozes imperativas que mandam fazer-lhe mal. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O '''risco de suicídio''' é muito elevado nestas mulheres com pico de incidência no primeiro mês após o parto. Os filhos destas mulheres encontram-se em risco, quer por incapacidade para a prestação de cuidados, quer devido à influência das alucinações ou delírios que poderão contribuir, nas situações muito graves, ao infanticídio e ao suicídio alargado. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Existem outras patologias com sintomatologia semelhante?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A '''psicose puerperal''' deve ser diferenciada de situações médicas com manifestações clínicas semelhantes e com risco aumentado durante o puerpério, tais como a tiroidite puerperal, porfiria aguda, acidente vascular cerebral e trombose venosa central. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Qual o tratamento adequado?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:ID-100140080.jpg|150px|right]]&lt;br /&gt;
O tratamento em '''internamento psiquiátrico''' é comum pela gravidade do quadro clínico. Os principais fármacos utilizados são os antipsicóticos e os estabilizadores do humor. Alguns destes são excretados pelo leite materno o que obriga a suspensão do aleitamento materno. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A '''eletroconvulsivoterapia''' é uma opção terapêutica eficaz na abordagem desta psicose, em particular nos casos graves e refratários à terapêutica farmacológica. Esta permite a continuidade da amamentação e uma recuperação mais rápida e, desta forma, uma redução da duração da descompensação psicótica e do internamento. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Durante o tratamento, a convivência persistente entre a mãe e o filho deve ser permitida de forma a estimular e fortalecer a vinculação mãe-filho, essencial para a recuperação da saúde mental da mãe e para o desenvolvimento do recém-nascido. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Quais as perspetivas futuras?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O '''prognóstico é geralmente favorável''', dado que a maioria das mulheres regressa ao seu nível de funcionamento anterior. Contudo, as mulheres mantém um elevado risco de aparecimento de novos episódios psiquiátricos, relacionados ou não com o puerpério. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Existem medidas preventivas?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
É fundamental a aquisição de medidas que visem diminuir a privação de sono nas primeiras semanas de puerpério. A farmacoterapia profilática com início no pós-parto imediato poderá apresentar benefícios nas mulheres com episódios prévios de psicose puerperal.&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Conclusão===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Trata-se de uma condição clínica grave que prejudica o desenvolvimento de uma vinculação mãe-filho saudável com consequências significativas para a saúde mental da mãe e da geração seguinte.&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Referências recomendadas===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [https://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i008180.pdf DGS - Promoção da Saúde Mental na Gravidez e Primeira Infância. 2005]&lt;br /&gt;
* [http://www.mentalhealthamerica.net/conditions/postpartum-disorders Mental Health America. Postpartum Disorders. 2016]&lt;br /&gt;
* [https://womensmentalhealth.org/specialty-clinics/postpartum-psychiatric-disorders/ MGH Center for Women’s Mental Health]&lt;br /&gt;
* [http://www.rcpsych.ac.uk/healthadvice/problemsdisorders/postpartumpsychosis.aspx Royal College of Psychiatrists]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Psicose_Puerperal|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Google_plus.png|30px|link=https://plus.google.com/share?url=http://metis.med.up.pt/index.php/Psicose_Puerperal|alt=Alt text|Partilha no google +]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Psicose_Puerperal|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Psicose_Puerperal|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Psicose_Puerperal|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;text-align: center; margin: auto; font-size: 90%; margin-top: -18px; margin-bottom: -20px;&amp;quot;&amp;gt; &lt;br /&gt;
[[Utilizador:Nivalda_Pereira|Nivalda Pereira]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Gravidez e parto‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Saúde mental]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Depressão]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção secundária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Depress%C3%A3o_p%C3%B3s-parto</id>
		<title>Depressão pós-parto</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Depress%C3%A3o_p%C3%B3s-parto"/>
				<updated>2024-01-31T23:44:28Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Pedro Costa, Ana Miranda&lt;br /&gt;
|Última atualização=2024/01/31&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Depressão pós-parto, Depressão, Antidepressivos, Psicoterapia, Ansiedade.&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=P76&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
-----&lt;br /&gt;
A depressão pós-parto pode surgir em algumas mulheres e caracteriza-se pelo aparecimento de sintomas como tristeza, desesperança, perda de interesse pela vida, sentimentos de culpa, alterações no sono e do apetite, entre outros.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Embora não se compreenda porque algumas mulheres desenvolvem uma depressão, conhecem-se alguns fatores de risco associados.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Além do mau estar na mãe, a depressão pós-parto pode prejudicar a relação entre a mãe e o bebé e afetar o seu desenvolvimento.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A identificação precoce é fundamental para a eficácia do tratamento. Este pode passar por ajustamentos no dia-a-dia, por psicoterapia ou por medicamentos com características antidepressivas, e deve ser ajustado para o contexto da mulher no período após o parto tendo em atenção a possibilidade de estar a amamentar.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
===Depressão pós-parto===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O nascimento de um bebé pode desencadear um misto de emoções, como excitação, alegria, medo ou ansiedade. Por vezes as mulheres sentem-se em baixo, irritáveis ou ansiosas após o parto, fase que se designa como melancolia pós-parto ou ''[[Blues pós-parto|baby-blues]]''. Habitualmente é uma fase transitória que dura alguns dias. Se estas sensações permanecerem no tempo ou eventualmente piorarem pode estar com uma '''depressão pós-parto'''. Estima-se que 10-20% das mulheres possam ser afetadas, ocorrendo mais frequentemente nos meses seguintes ao parto.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Quais são os sintomas?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Woman-1006102 1920.jpg|400px|right]]&lt;br /&gt;
* '''Sentir-se em baixo''' ou '''ansiosa'''&lt;br /&gt;
* '''Perder interesse''' pela vida&lt;br /&gt;
* '''Alterações do sono'''&lt;br /&gt;
* '''Perda de energia'''&lt;br /&gt;
* '''Sentir-se culpada'''&lt;br /&gt;
* '''Pensar sobre a morte'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Quando está a cuidar do bebé, pode ter também outros sintomas:====&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
* '''Sentir-se ultrapassada''' pelas necessidades do bebé&lt;br /&gt;
* '''Sentir-se zangada''', presa, cheia de medo ou em pânico&lt;br /&gt;
* '''Sentir-se só''' e''' incapaz''' de falar sobre o que sente&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Alguns destes sintomas são normais para uma mulher que acaba de ser mãe: por exemplo, sentir-se exausta por ter de acordar muitas vezes de noite.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Contudo, é importante consultar o seu médico se pensar que pode estar deprimida.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Quanto mais cedo abordar a situação, mais cedo poderá sentir-se melhor e aproveitar a maternidade.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Qual é a causa?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Não se sabe exatamente o motivo por que algumas mulheres ficam deprimidas nesta fase da vida, havendo múltiplos fatores envolvidos. Porém, há algumas situações que tornam mais provável ter uma depressão pós-parto:&lt;br /&gt;
* Ter tido uma depressão anteriormente&lt;br /&gt;
* Estar deprimida durante a gravidez&lt;br /&gt;
* Dificuldades na vida causadoras de stress/ansiedade&lt;br /&gt;
* Falta de apoio familiar/amigos&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Quais são os tratamentos?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Existem tratamentos eficazes e seguros que podem ser uma ajuda importante na recuperação.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Para situações mais ligeiras, mudanças no quotidiano e estilo de vida podem ser suficientes. Em situações de maior gravidade, as intervenções psicológicas baseadas na psicoterapia podem ter um papel importante, assim como medicamentos com ação antidepressiva.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
=====Medidas gerais=====&lt;br /&gt;
* Opte por estilos de vida saudáveis: o exercício físico poderá ser útil&lt;br /&gt;
* Estabeleça expetativas realistas&lt;br /&gt;
* Tire um tempo para si própria: o bebé pode ficar algum tempo com os avós ou com uma ama para poder ir às compras, ou sair com amigos, ou ir ao cabeleireiro, ou simplesmente dormir um sono descansado&lt;br /&gt;
* Evite o isolamento: fale com o seu companheiro, família, amigos, sobre como se está a sentir&lt;br /&gt;
* Peça ajuda&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
=====Psicoterapia=====&lt;br /&gt;
Existem muitos tipos de psicoterapia que podem ajudá-la:&lt;br /&gt;
* A terapia cognitivo-comportamental: trabalha como lidar com pensamentos e crenças negativos&lt;br /&gt;
* A terapia interpessoal: trabalha formas de melhorar a relação com outras pessoas&lt;br /&gt;
* Aconselhamento não-diretivo: foca os seus sentimentos, sensações e problemas&lt;br /&gt;
* Terapia psico-dinâmica: trabalha os seus sentimentos e emoções em relação ao bebé à luz do que viveu na sua própria infância&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
=====Medicamentos=====&lt;br /&gt;
Os antidepressivos podem ser úteis, melhorando o humor e diminuindo os sintomas de tristeza, cansaço e culpa. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Se está a amamentar, o seu médico selecionará o antidepressivo mais apropriado nesse contexto. A maior parte dos medicamentos passam no leite materno mas é possível escolher medicamentos com baixo risco de efeitos secundários para o bebé. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Os antidepressivos podem causar alguns efeitos secundários, sobretudo no início do tratamento, mas o seu médico irá ajudá-la a lidar eficazmente com estas situações.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Outros produtos, como homeoterápicos e naturopáticos não foram estudados quanto à sua eficácia e segurança, podendo comprometer a sua saúde e a do seu bebé. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====O que me vai acontecer?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Torna-se difícil prever exatamente quando se vai sentir melhor. Depende da gravidade e da precocidade da intervenção. Os tratamentos ajudam a sentir-se melhor mais rapidamente. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Pode ter receio de tomar medicação, sobretudo se estiver a amamentar. Mas fale sobre os riscos e os benefícios com o seu médico. Uma depressão mais grave ou prolongada pode ser mais prejudicial para o seu bebé, dificultando a criação de laços e afetando o seu desenvolvimento. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
'''Lembre-se que só estando bem consigo própria poderá cuidar bem do seu bebé!''' &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Conclusão===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A '''depressão pós-parto''' pode ser responsável por se sentir triste e ansiosa e achar difícil cuidar do seu bebé. Mas existem tratamentos que podem fazê-la sentir-se melhor. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O seu médico poderá ajudá-la a ultrapassar esta fase mais complicada na sua vida! &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Referência recomendadas===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [http://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i008180.pdf DGS - Promoção da Saúde Mental na Gravidez e Primeira Infância. 2005]&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
* [http://www.mentalhealthamerica.net/conditions/postpartum-disorders Mental Health America. Postpartum Disorders. 2016]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [http://www.nimh.nih.gov/health/publications/postpartum-depression-facts/index.shtml National Institute of Mental Health. Postpartum Depression Facts. 2016] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [http://www.e-lactancia.org/media/papers/AntidepresivosBF-NeEnJMed2002.pdf Wisner KL, Parry BL, PIontek CM. Postpartum depression. NEJM. 2002. 347(3):194-199]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Depressão_pós-parto|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Google_plus.png|30px|link=https://plus.google.com/share?url=http://metis.med.up.pt/index.php/Depressão_pós-parto|alt=Alt text|Partilha no google +]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Depressão_pós-parto|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Depressão_pós-parto|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Depressão_pós-parto|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;text-align: center; margin: auto; font-size: 90%; margin-top: -18px; margin-bottom: -20px;&amp;quot;&amp;gt; &lt;br /&gt;
[[Utilizador:Pedro_Costa|Pedro Costa]] &amp;amp;bull; [[Utilizador:Ana_Miranda|Ana Miranda]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Gravidez e parto‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Depressão]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção secundária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Depress%C3%A3o_no_idoso</id>
		<title>Depressão no idoso</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Depress%C3%A3o_no_idoso"/>
				<updated>2024-01-31T23:39:49Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Juliana Pais, Ana Teresa Abreu, Carla Pina&lt;br /&gt;
|Última atualização=2024/01/31&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Depressão, Idoso, Antidepressivos, Psicoterapia, Ansiedade&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=P76&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Depressão é um problema de saúde comum, recorrente e importante que afeta pessoas de todas as idades. Cerca de 30% da população idosa apresenta algum tipo de perturbação mental. A perturbação depressiva e as demências são os problemas mentais mais comuns nesta faixa etária, com grande impacto no cuidador e no doente. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O envelhecimento e suas sequelas podem ser fatores de risco importantes para a Depressão, sendo esta uma doença que merece especial atenção nas pessoas idosas pela sintomatologia muitas vezes inespecífica. Problemas como a incapacidade de locomoção, a diminuição da visão e a perda de memória podem contribuir em muito no desenvolvimento da Depressão no Idoso.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
===Depressão no idoso===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Depressão no idoso surge, muitas vezes, de forma inespecífica, estando associada a sintomas diferentes e incaracterísticos. Por esse motivo é frequente que os idosos e os seus cuidadores não reconheçam estes sintomas como doença, atribuindo os mesmos ao processo de envelhecimento. Cerca de 30% da população idosa apresenta algum tipo de perturbação mental, sendo a depressão uma das mais frequentes. Esta está no entanto ainda muito subdiagnosticada e subtratada.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[File:Old-peoples-home-63617 640.jpg|300px|right]]&lt;br /&gt;
Os idosos são uma população com maior risco de suicídio, sendo que a taxa de suicido é duas vezes superior que na população geral. Isto deve-se essencialmente a fatores predisponentes associados como são o caso do isolamento social, viuvez e patologias crónicas de base, sendo por isso importante estar alerta para esta patologia. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O subdiagnóstico da doença tem um impacto importante nas relações interpessoais do idoso e no controlo de outras doenças. É pois importante que os familiares e amigos estejam atentos aos sintomas que possam surgir, devendo recorrer a um profissional de saúde para esclarecimento de dúvidas.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Quais os sintomas?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
As queixas principais associadas à depressão centram-se na '''alteração do humor''' (sendo mais comum a '''tristeza''') e '''diminuição do interesse ou prazer''' em todas ou praticamente todas as atividades do dia. Estes podem estar associados a sintomas de '''angústia''', '''cansaço''', '''queixas de memória''' (esquecimentos), '''ansiedade''', problemas com o sono (sendo a '''insónia''' a mais comum), '''perda ou ganho de peso''', '''agitação''' ou '''lentificação''', '''sentimentos de culpa''' excessiva, '''diminuição da concentração''' ou '''pensamentos recorrentes de morte'''. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
No entanto podem estar presentes outros sintomas, menos comuns, que devem alertar os cuidadores. O idoso pode referir que se sente “diferente”, mostrar menos interesse nas coisas que habitualmente gostava de realizar ou pode ficar incomodado com coisas que antes lhe eram comuns. A presença de dores físicas generalizadas, especialmente quando os exames não mostram alterações são sinais de alerta que devem motivar a procura de ajuda. &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====A depressão no idoso pode associar-se a outras doenças? ====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A depressão pode associar-se a outras doenças como: &lt;br /&gt;
* Dificuldade na alimentação que pode levar tanto à desnutrição como à obesidade;&lt;br /&gt;
* Perda de força muscular e doenças das articulações, pois o idoso fica mais tempo parado;&lt;br /&gt;
* Disfunção sexual tanto em homens como em mulheres; &lt;br /&gt;
* Descompensação de doenças crónicas que o idoso já tinha, como são exemplo a diabetes e a hipertensão;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Quais os fatores de risco?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Existem situações que aumentam o risco de uma depressão:&lt;br /&gt;
[[File:Walking-69709 1280.jpg|300px|right]]&lt;br /&gt;
* Mulher&lt;br /&gt;
* Isolamento social&lt;br /&gt;
* Viuvez ou divórcio&lt;br /&gt;
* Dificuldades financeiras &lt;br /&gt;
* Doenças crónicas (como por exemplo Diabetes, Hipertensão arterial ou cancro)&lt;br /&gt;
* Dor não controlada&lt;br /&gt;
* Problemas com o sono, como dificuldade em adormecer ou acordar várias vezes durante a noite&lt;br /&gt;
* Dificuldades em realizar atividades do dia-a-dia, como por exemplo cozinhar ou jardinagem&lt;br /&gt;
* Alguns medicamentos, como são exemplo os medicamentos para dormir, para epilepsia e alguns fármacos para a pressão arterial&lt;br /&gt;
* História na família de Depressão&lt;br /&gt;
* Baixa autoestima; &lt;br /&gt;
* Pouco apoio familiar&lt;br /&gt;
* Falta de ocupação dos tempos livres&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Como prevenir?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[File:Couple-1353561 1920.jpg|300px|right]]&lt;br /&gt;
A prevenção da depressão no idoso passa por combater os fatores de risco, como por exemplo a manutenção de uma '''alimentação saudável''' e a prática regular de '''atividade física''' adequada à idade.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A '''solidão''' é um fator muito importante para a depressão. Manter a integração social com o grupo de amigos e na comunidade é fundamental na sua prevenção, procurando '''atividades que dêem prazer''' e mantenham '''ativo''', onde possam '''aprender coisas novas''', '''criar novos relacionamentos''' e ajudar a '''perceber quão úteis''' ainda podem ser. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Como tratar?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O tratamento da depressão no idoso pode ser feito com base na psicoterapia e em medicamentos. O tratamento combinado pode ser útil em alguns idosos. A maior parte dos tratamentos tardam algumas semanas em surtir efeito, cerca de três semanas, e este deve ser realizado por alguns meses. O profissional de saúde orientará a escolha do melhor tratamento para cada caso. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Conclusão===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A depressão no idoso é comum e associa-se a sintomas inespecíficos.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
É importante alertar os cuidadores sobre os sinais e sintomas desta patologia, com o objetivo de identificar os idosos em risco.&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Referências recomendadas===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [http://oficinadepsicologia.com/como-distinguir-depressao-de-demencia-na-3-a-idade Oficina de Psicologia - Como distinguir depressão de demência na 3.ª idade?]&lt;br /&gt;
* [http://www.ipv.pt/millenium/Millenium34/9.pdf Martins RM. A depressão no idoso. Instituto Politécnico de Viseu. Millenium. 2010 n. 39 (4):119-23]&lt;br /&gt;
* [http://www.saudemental.net/depressao_idoso.htm Mário Neto: Depressão no idoso. 2010]&lt;br /&gt;
* [https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/2544.pdf Stella F et al. Depressão no Idoso: Diagnóstico, Tratamento e Benefícios da Atividade Física. 2002. Motriz, Rio Claro, Vol.8 n.3: 91-8]&lt;br /&gt;
* [https://www.portaleducacao.com.br/psicologia/artigos/3913/depressao-no-idoso Portal da Educação - Depressão no idoso. 2008]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Depressão_no_idoso|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Google_plus.png|30px|link=https://plus.google.com/share?url=http://metis.med.up.pt/index.php/Depressão_no_idoso|alt=Alt text|Partilha no google +]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Depressão_no_idoso|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Depressão_no_idoso|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Depressão_no_idoso|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Geriatria‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Depressão]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção secundária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Depress%C3%A3o_na_crian%C3%A7a_e_adolescente</id>
		<title>Depressão na criança e adolescente</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Depress%C3%A3o_na_crian%C3%A7a_e_adolescente"/>
				<updated>2024-01-31T23:34:43Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Marta Henriques Costa&lt;br /&gt;
|Última atualização=2024/01/31&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Depressão; Infância; Adolescência; Distúrbio Depressivo Major&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=P76&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A depressão pediátrica é uma doença multifatorial do foro psiquiátrico que afeta cerca de 2% das crianças e 4-8% dos adolescentes, mas que é ainda pouco diagnosticada. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Pode surgir na sequência de um ou mais acontecimentos sentidos pela criança como traumáticos, em associação com alterações bioquímicas facilitadoras a nível cerebral. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
É importante estar atento ao aparecimento dos sinais e sintomas característicos, como a tristeza e a desmotivação, tendo em conta o desenvolvimento da criança ou adolescente e o meio social envolvente.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O tratamento da depressão passa pela terapia cognitivo-comportamental e pode também incluir fármacos antidepressivos, tal como no adulto. Para prevenir recidivas, o tratamento deve ser prolongado. É muito importante estar atento ao risco de suicídio. Se necessário, pode ser considerado o internamento.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== Depressão na criança e adolescente===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Girl-447701_1920.jpg|300px|right]]&lt;br /&gt;
A '''depressão na criança e adolescente''' é uma doença do foro psiquiátrico relativamente comum, mas ainda pouco diagnosticada. Afeta cerca de 2% das crianças e 4-8% dos adolescentes. A prevalência varia entre sexos, sendo que na infância é mais comum no sexo masculino e na adolescência chega a ser três vezes mais prevalente no sexo feminino. Crianças e adolescentes com depressão têm um maior risco de ter a doença na idade adulta, principalmente se o diagnóstico e tratamento não forem atempados.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Segundo a Organização Mundial de Saúde, apesar de cerca de metade das doenças psiquiátricas nas crianças surgirem antes dos 14 anos, é comum o diagnóstico apenas ser feito mais tarde, com reflexo no tratamento e no prognóstico. A depressão é uma das causas mais comuns de doença e incapacidade entre os 10 e os 19 anos. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A depressão é o principal fator de risco para o suicídio, 3.ª causa de morte a nível mundial entre os 10-14 anos e a segunda entre os 15-18 anos. É necessário reconhecer, valorizar e tratar a depressão nas crianças e adolescentes e combater o estigma à volta desta doença. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Como surge a depressão nas crianças e adolescentes?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A depressão é uma '''doença multifatorial'''. Pode surgir na sequência de um ou mais acontecimentos sentidos pela criança como traumáticos, como a mudança de escola, [[BULLYING: O que é |bullying]], divórcio dos pais ou morte de alguém próximo. A genética também tem algum peso, embora seja menos relevante. A depressão pode ainda envolver alterações bioquímicas a nível cerebral, mas não só, o que permite uma abordagem farmacológica, quando necessária. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Há ainda fatores de risco que poderão estar implicados como a presença de dano cerebral por acidentes ou paralisia cerebral, por exemplo, história familiar de distúrbios de ansiedade ou de depressão, e fatores psicossociais (dificuldades académicas, por exemplo), entre outros.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Quando devemos suspeitar? ====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Para se conseguir estabelecer um diagnóstico de depressão é necessário estar atento aos sinais e sintomas que não diferem muito dos da depressão no adulto. Suspeitamos da depressão perante uma criança ou adolescente que se apresenta:&lt;br /&gt;
* '''Humor deprimido''' ou irritável,&lt;br /&gt;
* '''Diminuição do interesse''' ou perda do prazer para quase todas as atividades,&lt;br /&gt;
* '''Distúrbios do sono''',&lt;br /&gt;
* '''Diminuição do peso''' e do '''apetite''' ou falha em atingir o ganho ponderal esperado para a idade,&lt;br /&gt;
* '''Diminuição da concentração''' e da capacidade de tomar decisões,&lt;br /&gt;
* '''Ideação suicida''' e pensamentos recorrentes sobre a morte,&lt;br /&gt;
* '''Agitação''' ou '''lentificação''' psicomotora,&lt;br /&gt;
* '''Fadiga''' ou perda de energia,&lt;br /&gt;
* Sentimentos de '''culpa''' e de '''inutilidade'''. &lt;br /&gt;
De acrescentar que o diagnóstico só pode ser feito quando estes sintomas são causadores de diminuição do funcionamento da criança/adolescente e quando estes não se devem à ação direta de uma substância (medicamentos, suplementos alimentares ou drogas) ou a outra doença médica ou psiquiátrica.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Importa também ter em atenção o desenvolvimento da criança ou do adolescente, bem como a sua integração com o meio social envolvente. Nem sempre é possível estabelecer o diagnóstico numa só consulta e pode ser necessário uma entrevista a sós para caracterizar a real dimensão do problema.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Abordagem terapêutica====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O tratamento da depressão nas crianças e adolescentes deve ser feito sempre tendo em conta o seu contexto biopsicossocial. Inclui intervenção cognitivo-comportamental, farmacoterapia, ou uma combinação de ambos. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A '''terapia cognitivo-comportamental''' demonstrou ser eficaz no tratamento de casos leves a moderados neste grupo etário. Tenta que os doentes aprendam a identificar dentro de si o que pode estar na origem dos seus problemas psicológicos e ensina-lhes estratégias que podem incorporar no dia-a-dia para melhorar o seu bem-estar.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Nos casos mais severos, pode ser necessário acrescentar um '''fármaco antidepressivo''', que será escolhido com base nas características da criança e na avaliação do seu problema. Para prevenir recidivas, o tratamento deve ser prolongado entre 6 a 12 meses após a recuperação de um episódio agudo.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Risco de suicídio====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
É muito importante '''avaliar o risco de suicídio'''. Tal como no adulto, a depressão é o principal fator de risco para o suicídio. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Poderá haver risco aumentado se a criança ou adolescente se mostra preocupado com pensamentos suicidas, tem planos de ação para se matar ou tem associados outros fatores de risco para o suicídio como o isolamento social ou emocional, doença crónica, abuso físico ou psicológico ou sexual, comportamentos impulsivos, tentativas anteriores recentes de suicídio ou história de comportamentos aditivos. O internamento psiquiátrico pode ser considerado nos casos graves. &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Conclusão===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A depressão na criança e adolescente é uma doença comum embora ainda pouco diagnosticada. É a principal causa de doença e incapacidade nesta faixa etária.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Uma intervenção precoce é importante para diminuir a sua progressão para a idade adulta e como forma de prevenção do suicídio que é uma das principais causas de mortalidade nesta faixa etária.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Referências recomendadas===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [http://appia.com.pt/informacoes/informao-para-pais-e-educadores Associação Portuguesa de Psiquiatria da Infância e da Adolescência]&lt;br /&gt;
* [https://www.mayoclinic.org/healthy-lifestyle/childrens-health/in-depth/mental-illness-in-children/art-20046577 Mental illness in the child – Mayo Clinic]&lt;br /&gt;
* [https://www.aafp.org/afp/2000/1115/p2297.html Son et al. Depression in Children and Adolescents. 2000. Am Fam Physician. 62(10):2297-2308]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Depressão_na_criança_e_adolescente|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Google_plus.png|30px|link=https://plus.google.com/share?url=http://metis.med.up.pt/index.php/Depressão_na_criança_e_adolescente|alt=Alt text|Partilha no google +]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Depressão_na_criança_e_adolescente|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Depressão_na_criança_e_adolescente|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Depressão_na_criança_e_adolescente|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;text-align: center; margin: auto; font-size: 90%; margin-top: -18px; margin-bottom: -20px;&amp;quot;&amp;gt; &lt;br /&gt;
[[Utilizador:Marta_Henriques_Costa|Marta Henriques Costa]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Saúde da criança]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Depressão]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção primária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Blues_p%C3%B3s-parto</id>
		<title>Blues pós-parto</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Blues_p%C3%B3s-parto"/>
				<updated>2024-01-31T23:31:15Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Dalila Teixeira, Ana Coelho Rodrigues&lt;br /&gt;
|Última atualização=2024/01/31&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Blues pós-parto, Puerpério&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=P03&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
-----&lt;br /&gt;
O blues pós-parto é uma alteração frequente no puerpério imediato, caracterizando-se por um estado de instabilidade emocional com tristeza súbita, introversão, irritabilidade e cansaço fácil. Manifesta-se habitualmente na primeira semana após o parto e resolve espontaneamente no primeiro mês. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A sua abordagem não requer qualquer intervenção medicamentosa, sendo apenas recomendada uma atitude de compreensão e apoio por parte dos que convivem com a puérpera (recém-mãe).&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Se os sintomas se prolongarem no tempo ou se apresentarem com maior intensidade poderá estar perante uma [[Depressão pós-parto|depressão pós-parto]] pelo que deverá ser observada pelo seu médico assistente.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
===Blues pós-parto===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Expecting mother.jpg|200px|thumb|right]]&lt;br /&gt;
O nascimento de um filho traduz habitualmente uma das experiências de maior alegria e exaltação para o casal. Contudo, este evento representa, na verdade, um momento de crise, propício ao aparecimento de problemas emocionais, como é exemplo a melancolia da maternidade (ou blues pós-parto) que pode afetar até 50% das recém-mães. O blues pós-parto caracteriza-se por sintomas depressivos leves e transitórios que surgem tipicamente nos primeiros dias após o parto e que evoluem no sentido da resolução espontânea.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O conhecimento antecipado das alterações psicológicas e emocionais possíveis e esperadas nas recém-mães permite que estas e as suas famílias se adaptem a esta nova fase, sem sobressaltos ou receios. O sofrimento emocional da puérpera (num momento geralmente considerado de grande alegria) não deve confundir a família e os amigos, mas antes incentivá-los a prestar um maior apoio e suporte. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Causas====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A literatura científica descreve múltiplos fatores na origem desta alteração:&lt;br /&gt;
* Alterações hormonais;&lt;br /&gt;
* Stress do parto;&lt;br /&gt;
* Fatores psicossociais - vivência de um grande conjunto de mudanças: imagem corporal, relacionamento conjugal, desempenho de novas responsabilidades (para com o filho), mudança no papel sócio-familiar.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Sintomas ====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Os sintomas mais frequentes incluem choro fácil, flutuação de humor, irritabilidade, fadiga, tristeza, insónia, dificuldade de concentração, ansiedade relacionada com o bebé e comportamento agressivo em relação a familiares e amigos. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Acho que tenho blues pós-parto: o que me vai acontecer?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O blues pós-parto é uma alteração autolimitada e de curta duração, resolvendo habitualmente de forma espontânea no período de um mês. Não tem impacto negativo no desenvolvimento do recém-nascido e não compromete a funcionalidade materna no dia-a-dia. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Mulheres com blues pós-parto não têm indicação para tratamento farmacológico ou psicoterapia formal. A abordagem centra-se no suporte emocional adequado, na cooperação nos cuidados ao bebé e na tranquilização relativamente à natureza transitória e benigna do quadro. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A procura de cuidados médicos está apenas recomendada nos casos em que a sintomatologia se intensifica e persiste além das 3-4 semanas, situação que pode configurar um quadro de [[Depressão pós-parto|depressão pós-parto]] que, pela sua maior gravidade, implica orientação adequada. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Conselhos úteis ====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:ID-100140080.jpg|150px|thumb|right]]&lt;br /&gt;
* Aproveite os períodos em que o bebé dorme para descansar; &lt;br /&gt;
* Divida as tarefas domésticas;&lt;br /&gt;
* Evite horários rígidos;&lt;br /&gt;
* Partilhe o seu estado de espírito com o seu companheiro, familiares e amigos;&lt;br /&gt;
* Faça uma alimentação saudável e exercício físico (caminhadas ao ar livre);&lt;br /&gt;
* Estabeleça prioridades (e considere as suas próprias necessidades!);&lt;br /&gt;
* Não se compare com os outros casos e não peça conselhos de forma indiscriminada a muitas pessoas;&lt;br /&gt;
* Não tenha receio em pedir ajuda e evite sentimentos de culpa: o blues pós-parto é uma alteração benigna, não representando um fracasso seu, enquanto mãe.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Conclusão===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O blues pós-parto consiste numa condição fisiológica e adaptativa ao novo papel de mãe. De facto, não sendo o exercício da maternidade uma aptidão inata do ser humano, o nascimento de uma criança exige reorganização e aprendizagem, muitas vezes condicionante de sofrimento emocional. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na abordagem desta entidade assume relevância o adequado esclarecimento e suporte à mulher, família e amigos, no sentido de facilitar o ajustamento à nova etapa de vida. O excesso de intervenção médica ou psicológica não ajuda pois trata-se de um fenómeno normal e transitório. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Referências Recomendadas:===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [http://www.dgs.pt/accao-de-saude-para-criancas-e-jovens-em-risco/ficheiros-externos/pub-saude_mental_e_gravidez_folheto_dgs_2005-pdf.aspx DGS - Promoção da Saúde Mental na Gravidez e Primeira Infância]&lt;br /&gt;
* [http://www.apa.org/pi/women/resources/reports/postpartum-dep.aspx American Psychological Association]&lt;br /&gt;
* [http://www.rcpsych.ac.uk/healthadvice/partnersincarecampaign/postnataldepression.aspx Royal College of Psychiatrists]&lt;br /&gt;
* [http://www.who.int/mental_health/prevention/suicide/lit_review_postpartum_depression.pdf Donna E. Stewart et al. (2003). Postpartum depression: Literature review of risk factors and interventions.]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Blues_pós-parto|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Google_plus.png|30px|link=https://plus.google.com/share?url=http://metis.med.up.pt/index.php/Blues_pós-parto|alt=Alt text|Partilha no google +]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=METIS&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Blues_pós-parto|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=https://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Blues_pós-parto|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;text-align: center; margin: auto; font-size: 90%; margin-top: -18px; margin-bottom: -20px;&amp;quot;&amp;gt; &lt;br /&gt;
[[Utilizador:Dalila_Teixeira|Dalila Teixeira]] &amp;amp;bull; [[Utilizador:Ana_Coelho_Rodrigues|Ana Coelho Rodrigues]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Gravidez e parto‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Saúde mental]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Depressão]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção secundária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Altera%C3%A7%C3%B5es_do_estilo_de_vida_no_tratamento_da_depress%C3%A3o</id>
		<title>Alterações do estilo de vida no tratamento da depressão</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Altera%C3%A7%C3%B5es_do_estilo_de_vida_no_tratamento_da_depress%C3%A3o"/>
				<updated>2024-01-31T23:27:32Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Maria Catarina Cativo, Rita Celorico Palma&lt;br /&gt;
|Última atualização=2024/01/31&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Depressão, Estilo de vida, Stress, Tratamento&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=P76&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
-----&lt;br /&gt;
A depressão é uma doença com uma elevada prevalência em Portugal e que causa uma significativa incapacidade funcional.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na depressão considerada leve ou com sintomas ligeiros, é possível aplicar estratégias de alteração do estilo de vida como tratamento inicial. Estas vão desde medidas de higiene do sono, exercício físico, alimentação saudável, estratégias de redução do stress, prática de pensamento positivo e fortalecimento das relações sociais.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Estas técnicas constituem uma eficaz ferramenta nos casos indicados ou como complemento ao tratamento farmacológico da depressão.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
===Depressão: definição e contexto epidemiológico===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[Ficheiro: Woman-1006102 1920.jpg|300px|right]]&lt;br /&gt;
A depressão é uma doença do foro psiquiátrico altamente prevalente, com tendência à cronicidade e à recorrência. A OMS estima que mais de 280 milhões de pessoas sofram de depressão em todo o mundo, provocando mais de 700 mil mortes por suicídio todos os anos. Em Portugal, dentro dos distúrbios psiquiátricos, as perturbações depressivas são as segundas mais frequentes, afetando todos os anos cerca de 7,9% da população geral.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Para o diagnóstico de depressão é necessária a presença de pelo menos 5 dos seguintes sintomas:  &lt;br /&gt;
# '''Humor deprimido''' ou perda de prazer/interesse nas atividades (obrigatoriamente);&lt;br /&gt;
# '''Aumento''' ou '''diminuição''' de '''peso/apetite''';&lt;br /&gt;
# '''Insónia''' ou '''sonolência''' excessiva;&lt;br /&gt;
# '''Agitação''' ou '''lentificação''' psicomotora;&lt;br /&gt;
# '''Fadiga''' ou perda de energia;&lt;br /&gt;
# Sentimentos de '''inutilidade''', '''culpa excessiva''' ou '''indecisão''';&lt;br /&gt;
# Pensamentos recorrentes de '''morte ou ideias de suicídio'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Estes sintomas devem estar presentes durante pelo menos '''2 semanas''', e representar um agravamento em relação ao estado normal, originando '''sofrimento significativo''' ou '''afetando o funcionamento''' do dia-a-dia. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Gravidade e abordagem terapêutica====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Uma '''depressão leve''' pode ser identificada pela presença de sintomas com baixa intensidade, ou seja, com sintomas que causam pouco sofrimento e que não causam grande impedimento ao funcionamento social ou profissional da pessoa.  &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Nas pessoas com depressão leve, o tratamento pode começar apenas por '''alterações no estilo de vida''' e '''psicoterapia cognitivo-comportamental'''  (que ensina estratégias para identificar e melhorar certos padrões de pensamento hábitos ou atitudes que podem contribuir para os sintomas depressivos) sem necessidade de iniciar terapêutica farmacológica. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
No entanto, é indispensável que procure sempre um profissional de saúde (médico de família, psiquiatra, psicólogo ou enfermeiro) para avaliar individualmente a gravidade da sua situação, decidir qual o tratamento mais adequado e acompanhar a sua evolução. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Medidas de alterações no estilo de vida no tratamento da depressão====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Apesar de aparentemente simples, as medidas de alteração do estilo de vida poderão ser ferramentas poderosas no tratamento inicial dos doentes com depressão leve e como complemento ao tratamento farmacológico das depressões mais graves. &lt;br /&gt;
[[Ficheiro: Family playing.jpg|300px|right]]&lt;br /&gt;
* '''Atividade física'''&lt;br /&gt;
: A prática de [[Atividade física|atividade física]] regular (exemplo: 3 vezes por semana), com uma duração e intensidade adaptadas à condição física da pessoa, poderá contribuir para a [[O stress é evitável: mexa-se pela sua saúde mental|melhoria do humor e redução dos restantes sintomas depressivos]]. Estimula a produção serotonina e endorfinas, contribuindo para um aumento da sensação de bem-estar e também pode contribuir para um aumento da autoconfiança e fortalecimento das relações sociais. &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
* '''Higiene do sono'''&lt;br /&gt;
: Uma má qualidade do sono tem um grande impacto no humor, parcialmente devido ao papel de alguns neurotransmissores reguladores do humor que são restabelecidos durante o sono. Pessoas com privação crónica de sono têm uma maior probabilidade de desenvolver sintomas depressivos e de ter pensamentos tendencialmente negativos.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
: Para alcançar um sono regenerador é importante estabelecer [[Insónia e higiene do sono |bons hábitos de sono]].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
* '''Alimentação'''&lt;br /&gt;
: A manutenção de uma alimentação equilibrada e diversificada, com ingestão abundante de água, de acordo com as necessidades individuais, pode contribuir para uma maior sensação de bem-estar com a redução dos sintomas depressivos. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
: É também importante evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e o uso drogas, para evitar situações de abuso.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
* '''Pensamentos e emoções'''&lt;br /&gt;
: Pode tentar direcionar o seu pensamento e as suas emoções para aspetos positivos do dia-a-dia ao invés dos negativos, como por exemplo concentrar-se em pequenas atividades no seu dia que habitualmente lhe trazem alegria ou prazer e tentar não pensar demasiado nas situações negativas que o preocupam. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
: Pode também tentar evitar ou eliminar as situações que à partida sabe que lhe poderão agravar ou desencadear os sintomas depressivos.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
* '''Redução do stress'''&lt;br /&gt;
: Utilizar técnicas de relaxamento, como a meditação, ou tentar identificar quais as situações causadoras de stress e evitá-las. &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
* '''Suporte social'''&lt;br /&gt;
: Fortalecer as relações com os seus familiares e amigos e criar uma rede de suporte social, de modo a reduzir o isolamento e a solidão:&lt;br /&gt;
: * Manter contato regular com amigos e família;&lt;br /&gt;
: * Inscrever-se nalgum tipo de aula ou grupo de interesse;&lt;br /&gt;
: * Praticar voluntariado;&lt;br /&gt;
: * Adquirir um animal de estimação;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Conclusão===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Recorrer a técnicas de alteração do estilo de vida pode ser eficaz no tratamento inicial das depressões leves. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
No entanto, a decisão sobre o tratamento mais adequado a cada caso deve passar sempre por uma avaliação médica, não deixando adiar o início da medicação apropriada quando está recomendada. De qualquer forma estas medidas são muito úteis como ajuda ao tratamento.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Referências recomendadas===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [https://www.psychiatry.org/psychiatrists/practice/dsm American Psychiatric Association. 2013. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. 5ªEdição DSM-V]&lt;br /&gt;
* [https://www.dgs.pt/em-destaque/portugal-saude-mental-em-numeros-201511.aspx Direção-Geral da saúde. 2013. Portugal - Saúde Mental em números]&lt;br /&gt;
* [https://www.takingcharge.csh.umn.edu/what-lifestyle-changes-are-recommended-anxiety-and-depression Karen Lawson, Sue Towey, RN, CNS, MS, LP. What Lifestyle Changes are Recommended for Anxiety and Depression? University of Minnesota]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Alterações_do_estilo_de_vida_no_tratamento_da_depressão|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Google_plus.png|30px|link=https://plus.google.com/share?url=http://metis.med.up.pt/index.php/Alterações_do_estilo_de_vida_no_tratamento_da_depressão|alt=Alt text|Partilha no google +]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=METIS&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Alterações_do_estilo_de_vida_no_tratamento_da_depressão|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=https://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Alterações_do_estilo_de_vida_no_tratamento_da_depressão|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;text-align: center; margin: auto; font-size: 90%; margin-top: -18px; margin-bottom: -20px;&amp;quot;&amp;gt; &lt;br /&gt;
[[Utilizador:Maria_Catarina_Cativo|Maria Catarina Cativo]] &amp;amp;bull; [[Utilizador: Rita_Celorico_Palma| Rita Celorico Palma]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Alimentação]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Atividade física]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Depressão]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção secundária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Binge-eating</id>
		<title>Binge-eating</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Binge-eating"/>
				<updated>2024-01-31T23:10:03Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Ana Rita Duarte, João Stuart, Pedro Sonié, Sara Teixeira&lt;br /&gt;
|Última atualização=2024/01/31&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Compulsão alimentar; Binge-eating; Alimentação; Dieta; Comportamento&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=T05; P11&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O transtorno de compulsão alimentar é caracterizado por uma ingestão exagerada de alimentos acompanhada por uma sensação de perda de controlo e sentimentos de culpa.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
É um transtorno que se faz acompanhar de consequência nocivas para a saúde e uma diminuição marcada da qualidade de vida. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O comportamento em relação à comida é importante na promoção de uma alimentação saudável. &lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
===''Binge-eating'' &amp;lt;small&amp;gt;(Transtorno de compulsão alimentar)&amp;lt;/small&amp;gt;===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[File: binge_eating.jpg |400px|right]]&lt;br /&gt;
O '''''Binge eating''''' é um transtorno de compulsão alimentar, caracterizado por episódios recorrentes de ingestão exagerada de alimentos, que muitas vezes termina apenas quando se a pessoa atinge um intenso mal-estar ou exaustão física. Estes episódios ocorrem num período de tempo delimitado e são acompanhados por uma sensação de perda de controlo sobre a ingestão durante esse período. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Pode afetar todo o tipo de pessoas, independentemente do sexo ou de ter peso normal ou alterado. É comum a pessoa ter sentimentos de não conseguir parar de comer ou sensação de perda de controlo sobre o quê ou o quanto se come. Ocorrem durante um período prolongado, normalmente mais de 3 meses e pelo menos uma vez por semana. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Este distúrbio não está necessariamente associado ao uso recorrente de comportamentos compensatórios inapropriados pela indução do vómito ou restrição alimentar severa, como acontece na bulimia ou na anorexia nervosa. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Diagnóstico e sinais====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Caracteristicamente, o '''''binge-eating''''' apresenta pelo menos 3 aspetos dos seguintes:&lt;br /&gt;
* Comer mais rapidamente do que o normal;&lt;br /&gt;
* Comer até se sentir desconfortavelmente cheio;&lt;br /&gt;
* Comer grandes quantidades de alimento na ausência de sensação física de fome;&lt;br /&gt;
* Comer sozinho por vergonha;&lt;br /&gt;
* Sentimentos de desgosto, depressão ou culpa com os excessos cometidos.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Fatores precipitantes====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O '''''binge-eating''''' é mais frequente nos casos de:&lt;br /&gt;
* Humor deprimido;&lt;br /&gt;
* Fatores stressantes externos e relacionados com as relações interpessoais;&lt;br /&gt;
* Tentativas frequentes de dietas e restrições dietéticas excessivas (por exemplo, eliminação dos hidratos de carbono da dieta);&lt;br /&gt;
* Baixa auto-estima;&lt;br /&gt;
* Sentimentos de tédio. &lt;br /&gt;
Não há um padrão alimentar específico nem um tipo de alimento mais associado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Consequências====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A '''compulsão alimentar''' está muitas vezes associada a consequências nefastas para a saúde e a uma pior qualidade de vida, com diminuição acentuada da capacidade de concentração e má adaptação à vida social ou laboral. Os sentimentos de culpa após cada episódio podem conduzir a um enorme desespero no controlo do peso e nos hábitos alimentares. São frequentes as tentativas de controlar o impulso por dietas mais ou menos restritivas, geralmente sem sucesso, mas que podem provocar flutuações marcadas do peso. Podem ainda ocorrer sintomas gastrointestinais inespecíficos (como alterações do padrão habitual de trânsito intestinal, com períodos de obstipação ou diarreia). &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====O que fazer?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Fazer um '''diário alimentar''' onde aponta todos os alimentos que ingere permite perceber o padrão alimentar e atuar de forma muito sensível. É importante '''planear bem as refeições''', definindo previamente o que se vai comer a cada momento do dia. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Deve rever cada episódio para '''identificar os fatores''' que despoletam a crise e perceber o padrão, permitindo desenvolver mecanismos de compensação para ultrapassar estes momentos. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O transtorno de compulsão alimentar pode ter uma duração variável, desde episódios de curta duração isolados ou recorrentes até à persistência durante anos, sobretudo se não for tratado. É fundamental '''procurar ajuda''' de um profissional de saúde capaz de monitorizar e orientar o tratamento. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Conclusão===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A alimentação saudável é uma prioridade mas a sua relação com a comida também o deve ser. O '''''binge-eating''''' pode ter um impacto significativo na vida e na saúde. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Referências recomendadas===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [https://www.nationaleatingdisorders.org/binge-eating-disorder/ National Eating Disorders Associations (NEDA). Binge eating disorder. 2022]&lt;br /&gt;
* [https://www.nimh.nih.gov/health/topics/eating-disorders National Institute of Mental Health (NIH). Eating disorders. 2021]&lt;br /&gt;
* [https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/binge-eating-disorder/symptoms-causes/syc-20353627 Binge-eating disorder. Mayo Clinic. 2018]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Binge-eating|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Google_plus.png|30px|link=https://plus.google.com/share?url=http://metis.med.up.pt/index.php/Binge-eating|alt=Alt text|Partilha no google +]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Binge-eating|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Binge-eating|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Binge-eating|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;text-align: center; margin: auto; font-size: 90%; margin-top: -18px; margin-bottom: -20px;&amp;quot;&amp;gt; &lt;br /&gt;
[[Utilizador:Ana_Rita_Duarte|Ana Rita Duarte]] &amp;amp;bull; [[Utilizador:João_Stuart|João Stuart]] &amp;amp;bull; [[Utilizador:Pedro_Sonié|Pedro Sonié]] &amp;amp;bull; [[Utilizador:Sara_Teixeira|Sara Teixeira]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Alimentação]]&lt;br /&gt;
[[Categoria: Perturbação do comportamento alimentar‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção secundária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Binge-eating</id>
		<title>Binge-eating</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Binge-eating"/>
				<updated>2024-01-31T23:09:35Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Ana Rita Duarte, João Stuart, Pedro Sonié, Sara Teixeira&lt;br /&gt;
|Última atualização=2024/01/31&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Compulsão alimentar; Binge-eating; Alimentação; Dieta; Comportamento&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=T05; P11&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O transtorno de compulsão alimentar é caracterizado por uma ingestão exagerada de alimentos acompanhada por uma sensação de perda de controlo e sentimentos de culpa.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
É um transtorno que se faz acompanhar de consequência nocivas para a saúde e uma diminuição marcada da qualidade de vida. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O comportamento em relação à comida é importante na promoção de uma alimentação saudável. &lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
===''Binge-eating'' &amp;lt;small&amp;gt;(Transtorno de compulsão alimentar)&amp;lt;/small&amp;gt;===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[File: binge_eating.jpg |400px|right]]&lt;br /&gt;
O '''''Binge eating''''' é um transtorno de compulsão alimentar, caracterizado por episódios recorrentes de ingestão exagerada de alimentos, que muitas vezes termina apenas quando se a pessoa atinge um intenso mal-estar ou exaustão física. Estes episódios ocorrem num período de tempo delimitado e são acompanhados por uma sensação de perda de controlo sobre a ingestão durante esse período. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Pode afetar todo o tipo de pessoas, independentemente do sexo ou de ter peso normal ou alterado. É comum a pessoa ter sentimentos de não conseguir parar de comer ou sensação de perda de controlo sobre o quê ou o quanto se come. Ocorrem durante um período prolongado, normalmente mais de 3 meses e pelo menos uma vez por semana. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Este distúrbio não está necessariamente associado ao uso recorrente de comportamentos compensatórios inapropriados pela indução do vómito ou restrição alimentar severa, como acontece na bulimia ou na anorexia nervosa. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Diagnóstico e sinais====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Caracteristicamente, o '''''binge-eating''''' apresenta pelo menos 3 aspetos dos seguintes:&lt;br /&gt;
* Comer mais rapidamente do que o normal;&lt;br /&gt;
* Comer até se sentir desconfortavelmente cheio;&lt;br /&gt;
* Comer grandes quantidades de alimento na ausência de sensação física de fome;&lt;br /&gt;
* Comer sozinho por vergonha;&lt;br /&gt;
* Sentimentos de desgosto, depressão ou culpa com os excessos cometidos.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Fatores precipitantes====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O '''''binge-eating''''' é mais frequente nos casos de:&lt;br /&gt;
* Humor deprimido;&lt;br /&gt;
* Fatores stressantes externos e relacionados com as relações interpessoais;&lt;br /&gt;
* Tentativas frequentes de dietas e restrições dietéticas excessivas (por exemplo, eliminação dos hidratos de carbono da dieta);&lt;br /&gt;
* Baixa auto-estima;&lt;br /&gt;
* Sentimentos de tédio. &lt;br /&gt;
Não há um padrão alimentar específico nem um tipo de alimento mais associado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Consequências====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A '''compulsão alimentar''' está muitas vezes associada a consequências nefastas para a saúde e a uma pior qualidade de vida, com diminuição acentuada da capacidade de concentração e má adaptação à vida social ou laboral. Os sentimentos de culpa após cada episódio podem conduzir a um enorme desespero no controlo do peso e nos hábitos alimentares. São frequentes as tentativas de controlar o impulso por dietas mais ou menos restritivas, geralmente sem sucesso, mas que podem provocar flutuações marcadas do peso. Podem ainda ocorrer sintomas gastrointestinais inespecíficos (como alterações do padrão habitual de trânsito intestinal, com períodos de obstipação ou diarreia). &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====O que fazer?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Fazer um '''diário alimentar''' onde aponta todos os alimentos que ingere permite perceber o padrão alimentar e atuar de forma muito sensível. É importante '''planear bem as refeições''', definindo previamente o que se vai comer a cada momento do dia. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Deve rever cada episódio para '''identificar os fatores''' que despoletam a crise e perceber o padrão, permitindo desenvolver mecanismos de compensação para ultrapassar estes momentos. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O transtorno de compulsão alimentar pode ter uma duração variável, desde episódios de curta duração isolados ou recorrentes até à persistência durante anos, sobretudo se não for tratado. É fundamental '''procurar ajuda''' de um profissional de saúde capaz de monitorizar e orientar o tratamento. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Conclusão===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A alimentação saudável é uma prioridade mas a sua relação com a comida também o deve ser. O '''''binge-eating''''' pode ter um impacto significativo na vida e na saúde. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Referências recomendadas===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [https://www.nationaleatingdisorders.org/binge-eating-disorder/ National Eating Disorders Associations (NEDA). Binge eating disorder. 2022]&lt;br /&gt;
* [https://www.nimh.nih.gov/health/topics/eating-disorders National Institute of Mental Health (NIH). Eating disorders. 2021]&lt;br /&gt;
* [https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/binge-eating-disorder/symptoms-causes/syc-20353627 Binge-eating disorder. Mayo Clinic. 2018]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Binge-eating|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Google_plus.png|30px|link=https://plus.google.com/share?url=http://metis.med.up.pt/index.php/Binge-eating|alt=Alt text|Partilha no google +]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Binge-eating|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Binge-eating|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Binge-eating|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;text-align: center; margin: auto; font-size: 90%; margin-top: -18px; margin-bottom: -20px;&amp;quot;&amp;gt; &lt;br /&gt;
[[Utilizador:Ana_Rita_Duarte|Ana Rita Duarte]] &amp;amp;bull; [[Utilizador:João_Stuart|João Stuart]] &amp;amp;bull; [[Utilizador:Pedro_Sonié|Pedro Soiné]] &amp;amp;bull; [[Utilizador:Sara_Teixeira|Sara Teixeira]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Alimentação]]&lt;br /&gt;
[[Categoria: Perturbação do comportamento alimentar‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção secundária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Binge-eating</id>
		<title>Binge-eating</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Binge-eating"/>
				<updated>2024-01-31T23:06:13Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: Criou página com: '{{Artigos |Autor=Ana Rita Duarte, João Stuart, Pedro Sonié, Sara Teixeira |Última atualização=2024/01/31 |Palavras-chave=Compulsão alimentar; Binge-eating; Alimentaçã...'&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Ana Rita Duarte, João Stuart, Pedro Sonié, Sara Teixeira&lt;br /&gt;
|Última atualização=2024/01/31&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Compulsão alimentar; Binge-eating; Alimentação; Dieta; Comportamento&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=T05; P11&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O transtorno de compulsão alimentar é caracterizado por uma ingestão exagerada de alimentos acompanhada por uma sensação de perda de controlo e sentimentos de culpa.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
É um transtorno que se faz acompanhar de consequência nocivas para a saúde e uma diminuição marcada da qualidade de vida. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O comportamento em relação à comida é importante na promoção de uma alimentação saudável. &lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
===''Binge-eating''===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[File: binge_eating.jpg |400px|right]]&lt;br /&gt;
O '''''Binge eating''''' é um transtorno de compulsão alimentar, caracterizado por episódios recorrentes de ingestão exagerada de alimentos, que muitas vezes termina apenas quando se a pessoa atinge um intenso mal-estar ou exaustão física. Estes episódios ocorrem num período de tempo delimitado e são acompanhados por uma sensação de perda de controlo sobre a ingestão durante esse período. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Pode afetar todo o tipo de pessoas, independentemente do sexo ou de ter peso normal ou alterado. É comum a pessoa ter sentimentos de não conseguir parar de comer ou sensação de perda de controlo sobre o quê ou o quanto se come. Ocorrem durante um período prolongado, normalmente mais de 3 meses e pelo menos uma vez por semana. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Este distúrbio não está necessariamente associado ao uso recorrente de comportamentos compensatórios inapropriados pela indução do vómito ou restrição alimentar severa, como acontece na bulimia ou na anorexia nervosa. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Diagnóstico e sinais====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Caracteristicamente, o '''''binge-eating''''' apresenta pelo menos 3 aspetos dos seguintes:&lt;br /&gt;
* Comer mais rapidamente do que o normal;&lt;br /&gt;
* Comer até se sentir desconfortavelmente cheio;&lt;br /&gt;
* Comer grandes quantidades de alimento na ausência de sensação física de fome;&lt;br /&gt;
* Comer sozinho por vergonha;&lt;br /&gt;
* Sentimentos de desgosto, depressão ou culpa com os excessos cometidos.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Fatores precipitantes====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O '''''binge-eating''''' é mais frequente nos casos de:&lt;br /&gt;
* Humor deprimido;&lt;br /&gt;
* Fatores stressantes externos e relacionados com as relações interpessoais;&lt;br /&gt;
* Tentativas frequentes de dietas e restrições dietéticas excessivas (por exemplo, eliminação dos hidratos de carbono da dieta);&lt;br /&gt;
* Baixa auto-estima;&lt;br /&gt;
* Sentimentos de tédio. &lt;br /&gt;
Não há um padrão alimentar específico nem um tipo de alimento mais associado.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Consequências====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A '''compulsão alimentar''' está muitas vezes associada a consequências nefastas para a saúde e a uma pior qualidade de vida, com diminuição acentuada da capacidade de concentração e má adaptação à vida social ou laboral. Os sentimentos de culpa após cada episódio podem conduzir a um enorme desespero no controlo do peso e nos hábitos alimentares. São frequentes as tentativas de controlar o impulso por dietas mais ou menos restritivas, geralmente sem sucesso, mas que podem provocar flutuações marcadas do peso. Podem ainda ocorrer sintomas gastrointestinais inespecíficos (como alterações do padrão habitual de trânsito intestinal, com períodos de obstipação ou diarreia). &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====O que fazer?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Fazer um '''diário alimentar''' onde aponta todos os alimentos que ingere permite perceber o padrão alimentar e atuar de forma muito sensível. É importante '''planear bem as refeições''', definindo previamente o que se vai comer a cada momento do dia. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Deve rever cada episódio para '''identificar os fatores''' que despoletam a crise e perceber o padrão, permitindo desenvolver mecanismos de compensação para ultrapassar estes momentos. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O transtorno de compulsão alimentar pode ter uma duração variável, desde episódios de curta duração isolados ou recorrentes até à persistência durante anos, sobretudo se não for tratado. É fundamental '''procurar ajuda''' de um profissional de saúde capaz de monitorizar e orientar o tratamento. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Conclusão===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A alimentação saudável é uma prioridade mas a sua relação com a comida também o deve ser. O '''''binge-eating''''' pode ter um impacto significativo na vida e na saúde. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Referências recomendadas===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [https://www.nationaleatingdisorders.org/binge-eating-disorder/ National Eating Disorders Associations (NEDA). Binge eating disorder. 2022]&lt;br /&gt;
* [https://www.nimh.nih.gov/health/topics/eating-disorders National Institute of Mental Health (NIH). Eating disorders. 2021]&lt;br /&gt;
* [https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/binge-eating-disorder/symptoms-causes/syc-20353627 Binge-eating disorder. Mayo Clinic. 2018]&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Binge-eating|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Google_plus.png|30px|link=https://plus.google.com/share?url=http://metis.med.up.pt/index.php/Binge-eating|alt=Alt text|Partilha no google +]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Binge-eating|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Binge-eating|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Binge-eating|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;text-align: center; margin: auto; font-size: 90%; margin-top: -18px; margin-bottom: -20px;&amp;quot;&amp;gt; &lt;br /&gt;
[[Utilizador:Ana_Rita_Duarte|Ana Rita Duarte]] &amp;amp;bull; [[Utilizador:João_Stuart|João Stuart]] &amp;amp;bull; [[Utilizador:Pedro_Sonié|Pedro Soiné]] &amp;amp;bull; [[Utilizador:Sara_Teixeira|Sara Teixeira]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Alimentação]]&lt;br /&gt;
[[Categoria: Perturbação do comportamento alimentar‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção secundária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Altera%C3%A7%C3%B5es_do_estilo_de_vida_no_tratamento_da_depress%C3%A3o</id>
		<title>Alterações do estilo de vida no tratamento da depressão</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Altera%C3%A7%C3%B5es_do_estilo_de_vida_no_tratamento_da_depress%C3%A3o"/>
				<updated>2024-01-31T22:57:22Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Maria Catarina Cativo, Rita Celorico Palma&lt;br /&gt;
|Última atualização=2018/03/23&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Depressão, Estilo de vida, Stress, Tratamento&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=P76&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
-----&lt;br /&gt;
A depressão é uma doença com uma elevada prevalência em Portugal e que causa uma significativa incapacidade funcional.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Na depressão considerada leve ou com sintomas ligeiros, é possível aplicar estratégias de alteração do estilo de vida como tratamento inicial. Estas vão desde medidas de higiene do sono, exercício físico, alimentação saudável, estratégias de redução do stress, prática de pensamento positivo e fortalecimento das relações sociais.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Estas técnicas constituem uma eficaz ferramenta nos casos indicados ou como complemento ao tratamento farmacológico da depressão.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
===Depressão: definição e contexto epidemiológico===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[Ficheiro: Woman-1006102 1920.jpg|300px|right]]&lt;br /&gt;
A depressão é uma doença do foro psiquiátrico altamente prevalente, com tendência à cronicidade e à recorrência. A OMS prevê que em 2020 a depressão seja a segunda principal causa de morte prematura. Em Portugal, dentro dos distúrbios psiquiátricos, as perturbações depressivas são as segundas mais frequentes, afetando todos os anos cerca de 7,9% da população geral.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Para o diagnóstico de depressão é necessária a presença de pelo menos 5 dos seguintes sintomas:  &lt;br /&gt;
# '''Humor deprimido''' ou perda de prazer/interesse nas atividades (obrigatoriamente);&lt;br /&gt;
# '''Aumento''' ou '''diminuição''' de '''peso/apetite''';&lt;br /&gt;
# '''Insónia''' ou '''sonolência''' excessiva;&lt;br /&gt;
# '''Agitação''' ou '''lentificação''' psicomotora;&lt;br /&gt;
# '''Fadiga''' ou perda de energia;&lt;br /&gt;
# Sentimentos de '''inutilidade''', '''culpa excessiva''' ou '''indecisão''';&lt;br /&gt;
# Pensamentos recorrentes de '''morte ou ideias de suicídio'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Estes sintomas devem estar presentes durante pelo menos '''2 semanas''', e representar um agravamento em relação ao estado normal, originando '''sofrimento significativo''' ou '''afetando o funcionamento''' do dia-a-dia. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Gravidade e abordagem terapêutica====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Uma depressão leve pode ser identificada pela presença de sintomas com baixa intensidade, ou seja, com sintomas que causam pouco sofrimento e que não causam grande impedimento ao funcionamento social ou profissional da pessoa.  &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Nas pessoas com depressão leve, o tratamento pode começar apenas por '''alterações no estilo de vida e/ou aplicação de psicoterapias cognitivo-comportamentais'''  (que ensinam estratégias para identificar e melhorar certos padrões de pensamento hábitos ou atitudes que podem contribuir para os sintomas depressivos) sem necessidade de iniciar terapêutica farmacológica. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
No entanto, é indispensável que procure sempre um profissional de saúde (médico de família, psiquiatra, psicólogo ou enfermeiro) para avaliar individualmente a gravidade da sua situação, decidir qual o tratamento mais adequado e acompanhar a sua evolução. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Medidas de alterações no estilo de vida no tratamento da depressão====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Apesar de aparentemente simples, as medidas de alteração do estilo de vida poderão ser ferramentas poderosas no tratamento inicial dos doentes com depressão leve e como complemento ao tratamento farmacológico das depressões mais graves. &lt;br /&gt;
[[Ficheiro: Family playing.jpg|300px|right]]&lt;br /&gt;
* '''Atividade física'''&lt;br /&gt;
: A prática de [[Atividade física|atividade física]] regular (exemplo: 3 vezes por semana), com uma duração e intensidade adaptadas à condição física da pessoa, poderá contribuir para a [[O stress é evitável: mexa-se pela sua saúde mental|melhoria do humor e redução dos restantes sintomas depressivos]]. Estimula a produção serotonina e endorfinas, contribuindo para um aumento da sensação de bem-estar e também pode contribuir para um aumento da autoconfiança e fortalecimento das relações sociais. &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
* '''Higiene do sono'''&lt;br /&gt;
: Uma má qualidade do sono tem um grande impacto no humor, parcialmente devido ao papel de alguns neurotransmissores reguladores do humor que são restabelecidos durante o sono. Pessoas com privação crónica de sono têm uma maior probabilidade de desenvolver sintomas depressivos e de ter pensamentos tendencialmente negativos.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
: Para alcançar um sono regenerador é importante estabelecer [[Insónia e higiene do sono |bons hábitos de sono]].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
* '''Alimentação'''&lt;br /&gt;
: A manutenção de uma alimentação equilibrada e diversificada, com ingestão abundante de água, de acordo com as necessidades individuais, pode contribuir para uma maior sensação de bem-estar com a redução dos sintomas depressivos. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
: É também importante evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e o uso drogas, para evitar situações de abuso.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
* '''Pensamentos e emoções'''&lt;br /&gt;
: Pode tentar direcionar o seu pensamento e as suas emoções para aspetos positivos do dia-a-dia ao invés dos negativos, como por exemplo concentrar-se em pequenas atividades no seu dia que habitualmente lhe trazem alegria ou prazer e tentar não pensar demasiado nas situações negativas que o preocupam. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
: Pode também tentar evitar ou eliminar as situações que à partida sabe que lhe poderão agravar ou desencadear os sintomas depressivos.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
* '''Redução do stress'''&lt;br /&gt;
: Utilizar técnicas de relaxamento, como a meditação, ou tentar identificar quais as situações causadoras de stress e evitá-las. &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
* '''Suporte social'''&lt;br /&gt;
: Fortalecer as relações com os seus familiares e amigos e criar uma rede de suporte social, de modo a reduzir o isolamento e a solidão:&lt;br /&gt;
: * Manter contato regular com amigos e família;&lt;br /&gt;
: * Inscrever-se nalgum tipo de aula ou grupo de interesse;&lt;br /&gt;
: * Praticar voluntariado;&lt;br /&gt;
: * Adquirir um animal de estimação;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Conclusão===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Recorrer a técnicas de alteração do estilo de vida pode ser eficaz no tratamento inicial das depressões leves. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
No entanto, a decisão sobre o tratamento mais adequado a cada caso deve passar sempre por uma avaliação médica, não deixando adiar o início da medicação apropriada quando está recomendada. De qualquer forma estas medidas são muito úteis como ajuda ao tratamento.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Referências recomendadas===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [https://www.psychiatry.org/psychiatrists/practice/dsm American Psychiatric Association. 2013. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. 5ªEdição DSM-V]&lt;br /&gt;
* [https://www.dgs.pt/em-destaque/portugal-saude-mental-em-numeros-201511.aspx Direção-Geral da saúde. 2013. Portugal - Saúde Mental em números]&lt;br /&gt;
* [https://www.takingcharge.csh.umn.edu/what-lifestyle-changes-are-recommended-anxiety-and-depression Karen Lawson, Sue Towey, RN, CNS, MS, LP. What Lifestyle Changes are Recommended for Anxiety and Depression? University of Minnesota]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Alterações_do_estilo_de_vida_no_tratamento_da_depressão|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Google_plus.png|30px|link=https://plus.google.com/share?url=http://metis.med.up.pt/index.php/Alterações_do_estilo_de_vida_no_tratamento_da_depressão|alt=Alt text|Partilha no google +]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=METIS&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Alterações_do_estilo_de_vida_no_tratamento_da_depressão|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=https://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Alterações_do_estilo_de_vida_no_tratamento_da_depressão|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;text-align: center; margin: auto; font-size: 90%; margin-top: -18px; margin-bottom: -20px;&amp;quot;&amp;gt; &lt;br /&gt;
[[Utilizador:Maria_Catarina_Cativo|Maria Catarina Cativo]] &amp;amp;bull; [[Utilizador: Rita_Celorico_Palma| Rita Celorico Palma]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Alimentação]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Atividade física]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Depressão]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção secundária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Duas_faces_dos_dist%C3%BArbios_alimentares</id>
		<title>Duas faces dos distúrbios alimentares</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Duas_faces_dos_dist%C3%BArbios_alimentares"/>
				<updated>2024-01-31T22:56:27Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Ana Rita Lopes, João Gonçalves, Paulo Ferreira, Sofia Simões&lt;br /&gt;
|Última atualização=2020/04/19&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Anorexia nervosa; bulimia nervosa&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=P86&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Duas faces dos distúrbios alimentares===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O que é a anorexia nervosa? &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Quais as alternativas no tratamento da obesidade mórbida?&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Lidar com os distúrbios alimentares no vídeo da rubrica “Healthy Moments”, preparado pelo '''Dr. Manuel Gonçalves Pinho''', médico interno de Psiquiatria e pelo '''Dr. João Sérgio Neves''', médico especialista em Endocrinologia &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;center&amp;gt;&amp;lt;video type=&amp;quot;Youtube&amp;quot;&amp;gt;vG99kvn-CKw|800|600 &amp;lt;/video&amp;gt;&amp;lt;/center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Healthy Moments===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
'''''Healthy Moments''''' é uma atividade do [https://aefmup.pt/voluntariado-saude-publica-e-acao-comunitaria/ Departamento de Voluntariado, Saúde Pública e Ação Comunitária], da [https://aefmup.pt/ Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto], na Semana da Saúde e Bem Estar, 2020. Há muito mais para ver na [https://aefmup.pt/corona/ página eletrónica].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Referências a não perder===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [[O Estigma na Doença Mental|O Estigma na Doença Mental]]&lt;br /&gt;
* [[Depressão na criança e adolescente|Depressão na criança e adolescente]]&lt;br /&gt;
* [[Obesidade|Obesidade]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Duas_faces_dos_distúrbios_alimentares|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Google_plus.png|30px|link=https://plus.google.com/share?url=http://metis.med.up.pt/index.php/Duas_faces_dos_distúrbios_alimentares|alt=Alt text|Partilha no google +]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Duas_faces_dos_distúrbios_alimentares|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Duas_faces_dos_distúrbios_alimentares|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Duas_faces_dos_distúrbios_alimentares|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Perturbação do comportamento alimentar‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Alimentação]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção secundária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Binge_Drinking</id>
		<title>Binge Drinking</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Binge_Drinking"/>
				<updated>2024-01-31T22:56:08Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Adriana Carreira, Ana Marta Pinto, Ana Rita Ribas, Beatriz Sousa, Carolina Xavier, Hugo Almeida, Inês Pinheiro, João Gil Sousa, Leonor Torrão, Márcia Oliveira, Marta Bezerra, Marta Moreira Carvalho, Tiago Grácio, Luísa Sá&lt;br /&gt;
|Última atualização=2018/12/14&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=binge drinking; alcoolismo; álcool; estudantes; jovens; adolescentes.&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=P16&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
-----&lt;br /&gt;
'''''Binge Drinking''''' define-se como o consumo de 5 ou mais bebidas alcoólicas (4 para o sexo feminino) numa única ocasião, tendo consequências biopsicossociais a curto e a longo prazo.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Estes episódios enquadram-se no alcoolismo predominante no jovem adulto (18-34 anos), sendo mais frequentes no sexo masculino. Em Portugal, os episódios de ''binge drinking'' são mais prevalentes nos jovens universitários. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O '''''Binge Drinker''''' reconhece-se como alguém cujos familiares/amigos já demonstraram a sua preocupação perante o facto de beber em excesso em feriados/festas/fins-de-semana; bebe mais do que inicialmente planeava; tem lapsos de memória; e que se envolve em situações perigosas aquando da ingestão de álcool. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O tema, apesar de subestimado pela maioria dos jovens, assume-se de elevada relevância, sendo importante que os familiares e amigos estejam atentos a estes comportamentos de risco e que o próprio reconheça o seu problema e esteja motivado para uma mudança.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
===“Binge Drinking”: o alcoolismo disfarçado?===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O consumo episódico excessivo de álcool, conhecido popularmente pelo termo em inglês '''''binge drinking''''', é o consumo de álcool igual ou superior a 5 bebidas padrão no homem e 4 bebidas padrão na mulher, numa só ocasião, no espaço de duas horas. A prática é realizada com o objetivo de obter rapidamente uma intoxicação alcoólica.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O '''''binge drinking''''' insere-se no [[Alcoolismo|alcoolismo]] dos jovens adultos (tipo mais prevalente mundialmente), representando 31,5% dos alcoólicos dependentes (idade média de 25 anos e predominantemente do sexo masculino). Apesar de tendencialmente este grupo beber menos que os outros tipos de alcoolismo, tem mais episódios de ''binge drinking'', ou seja, não bebe tão frequentemente, mas quando o faz, fá-lo em grandes quantidades. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Indivíduos com mais de 5 episódios por mês de ingestão aguda de álcool podem ser considerados alcoólicos crónicos.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Prevalência de Binge Drinking====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O '''''binge drinking''''' é mais prevalente na Europa e na Ásia. Este padrão parece estar relacionado com fatores culturais, nível de desenvolvimento do país (mais desenvolvido = maior consumo) e tipo de bebida de eleição. Em Portugal, a prevalência de ''binge drinking'' situa-se entre os 30,0 % e os 44,9% na população com mais de 15 anos, sendo o vinho e a cerveja as bebidas de eleição.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====O que é uma bebida padrão?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[Ficheiro: Eq_alcool.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
Uma bebida padrão, de qualquer tipo, normalmente contém 12 a 14 gramas de álcool. Em norma, bebidas com menor percentagem alcoólica são servidas num copo com maior volume como a cerveja ou o vinho. Já licores ou copos de Whiskey normalmente são servidos num menor volume chegando até à marca das 12/14 gramas. Logo, uma bebida padrão corresponde a uma bebida servida no respetivo copo. &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Quem é o Binge Drinker?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O '''''binge drinker''''' caracteriza-se por:&lt;br /&gt;
* '''Vários familiares e amigos já demonstraram a sua preocupação com o seu consumo excessivo de álcool'''&lt;br /&gt;
: Existe a tendência de o jovem racionalizar o seu consumo de álcool numa postura defensiva, arranjando assim desculpas, sem reconhecer que tem um problema. &lt;br /&gt;
* '''Bebe em excesso em feriados/festas/fins-de-semana'''&lt;br /&gt;
: Raramente bebe diariamente, bebendo apenas em ocasiões específicas e muitas dessas vezes já com o intuito de se embriagar.&lt;br /&gt;
* '''Bebe mais do que inicialmente planeava'''&lt;br /&gt;
: Começa com a intenção de apenas consumir uma ou duas bebidas, muitas destas justificadas como auxílio da socialização e desinibição, terminando por beber muitas mais.&lt;br /&gt;
* '''Envolve-se em situações perigosas aquando do consumo de álcool'''&lt;br /&gt;
: Por exemplo, jogos de apostas, condução a velocidade elevada, relações sexuais desprotegidas, conflitos físicos.&lt;br /&gt;
* '''Tem um ou mais lapsos de memória após beber'''&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Consequências====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
O consumo excessivo de álcool de forma frequente tem consequências a nível '''físico''', '''psicológico''', '''comportamental''' e '''social'''. O ''binge drinker'' tem maior risco de tentativas suicidas, depressão, problemas familiares, escolares ou profissionais, maior possibilidade de se envolver em acidentes rodoviários ou em atos violentos. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Alcohol-428392_1920.jpg|300px|right]]&lt;br /&gt;
A '''curto prazo''', o ''binge drinking'' pode resultar em vómitos, perda de memória, mudanças repentinas de humor, intoxicação alcoólica e acidentes por negligência. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A '''longo prazo''', o ''binge drinking'' provoca mudanças no metabolismo do indivíduo. A nível gastrointestinal pode causar doenças do fígado (hepatite e cirrose), [[Gastrite crónica|gastrites]], [[Doença do refluxo gastro-esofágico (DRGE)|esofagites]] e pancreatites. A nível cardiovascular pode provocar [[O que é a Hipertensão Arterial|hipertensão arterial]], [[Enfarte agudo do miocárdio|enfarte agudo do miocárdio]] e [[O que é o Acidente Vascular Cerebral (AVC)|acidente vascular cerebral (AVC)]]. São também frequentes as doenças do foro neurológico e psiquiátrico como demência, problemas cognitivos, na memorização, na atenção, na resolução de problemas e neuropatias. O [[Prevenção do cancro|risco de cancro]] também está aumentado.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Por fim, frequentes episódios de ''binge drinking'' ao longo do tempo, podem levar o indivíduo a tornar-se [[Alcoolismo|alcoólico crónico]].&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Conheço um ''Binge Drinker''! E agora?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Sendo o '''''binge drinking''''' um problema atual, é necessário tomarem-se medidas para o combater. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Existem várias estratégias que podem ajudar um ''binge drinker'':&lt;br /&gt;
* '''Mudar de ambiente'''&lt;br /&gt;
: Quando a pessoa consegue perceber Onde, Quando e Com Quem está na maioria dos episódios de ''binge drinking'', eliminar a exposição a esse ambiente pode ajudar a diminuir os episódios de ingestão de excesso de álcool.&lt;br /&gt;
* '''Considerar a abstinência'''&lt;br /&gt;
: Muitos indivíduos com problemas com o álcool consideram que deixar totalmente de consumir é muito mais fácil do que optar por beber apenas ocasionalmente.&lt;br /&gt;
* '''Impor limites'''&lt;br /&gt;
: Caso a abstinência não seja uma opção para o ''binge drinker'', impor limites à quantidade de álcool ingerido pode ajudar. Para isso, o indivíduo deve estabelecer estratégias que o ajudem a cumprir o seu objetivo, como evitar festas, levar pouco dinheiro quando vai sair, evitar certos tipos de álcool e pedir ajuda aos familiares/amigos a controlar a quantidade de álcool que bebe.&lt;br /&gt;
* '''Encontrar alternativas'''&lt;br /&gt;
: Muitos ''binge drinkers'' utilizam o álcool como forma de ultrapassarem sentimentos negativos (tristeza, depressão, stress). Encontrando outras formas mais saudáveis de conseguirem alívio pode ajudar bastante a combater o consumo de álcool. Assim, o indivíduo pode optar pela prática de exercício físico, hobbies, entre outros.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Conclusão===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
'''''Binge drinking''''' não é uma prática inofensiva, beba conscientemente!&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Referâncias recomendadas===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [http://migfradesolutions.com/wp/wp-content/uploads/2016/12/Norma-35-Abordagem-da-intoxicação-alcoólica-aguda-em-adolescentes-e-jovens-.pdf Direção Geral de Saúde (DGS). Abordagem da Intoxicação Alcoólica Aguda em Adolescentes e Jovens. 2017]&lt;br /&gt;
* [http://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/112736/9789240692763_eng.pdf?sequence=1 World  Health Organization (WHO). Global status report on alcohol and health. 2014]&lt;br /&gt;
* [http://gamapserver.who.int/mapLibrary/Files/Maps/Global_heavy_episodic_drinking_both_sexes_2016.png World  Health Organization (WHO). World: Heavy episodic drinking amont 15-19 year old(%). 2016. ]&lt;br /&gt;
* [http://www.euro.who.int/__data/assets/pdf_file/0006/160728/Portugal-alcohol-profile.pdf World Health Organization (WHO). Portugal - Alcohol Profile. 2012]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Binge_drinking|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Google_plus.png|30px|link=https://plus.google.com/share?url=http://metis.med.up.pt/index.php/Binge_drinking|alt=Alt text|Partilha no google +]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Binge_drinking|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Binge_drinking|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Binge_drinking|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Alimentação]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Acidentes]]&lt;br /&gt;
[[Categoria: Doenças digestivas]]&lt;br /&gt;
[[Categoria: Perturbação do comportamento alimentar‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção primária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Categoria:Perturba%C3%A7%C3%A3o_do_comportamento_alimentar</id>
		<title>Categoria:Perturbação do comportamento alimentar</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Categoria:Perturba%C3%A7%C3%A3o_do_comportamento_alimentar"/>
				<updated>2024-01-31T22:53:30Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: Criou página com: '{{#default_form:Artigos}}  Categoria:Saúde mental'&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{#default_form:Artigos}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Saúde mental]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Ficheiro:Binge_eating.jpg</id>
		<title>Ficheiro:Binge eating.jpg</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Ficheiro:Binge_eating.jpg"/>
				<updated>2024-01-31T20:17:06Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: https://pixabay.com/pt/illustrations/ai-gerado-garota-obeso-comer-8294026/&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;https://pixabay.com/pt/illustrations/ai-gerado-garota-obeso-comer-8294026/&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!</id>
		<title>Zona: uma infeção vírica depois dos 50!</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!"/>
				<updated>2024-01-29T18:28:09Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Manuela Araújo, Catarina Macedo, Mélina Lopes&lt;br /&gt;
|Última atualização=2016/10/31&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Herpes Zoster; Varicela; Herpesvirus humano 3; Vacina&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=S70&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma infeção vírica que afeta a população de ambos os sexos sobretudo a partir dos 50 anos. Surge na pele e resulta da reativação do mesmo vírus que causa a varicela. Na maioria dos casos, a infeção inicia-se por um mal-estar geral, com sintomas semelhantes aos da gripe, até que surgem as bolhas num local específico da pele. Em geral, a doença é autolimitada e decorre sem complicações, desde que cumprido o tratamento de forma adequada. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
É fundamental procurar um médico assim que surjam os primeiros sintomas, para que o diagnóstico seja realizado corretamente, e para que se evitem ou tratem complicações como a nevralgia pós-herpética ou sequelas permanentes na visão causadas pela Zona que afeta os olhos.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
===O que é a Zona?===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[File: Zona_evolucao.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
A Zona, também conhecida por “Herpes Zoster”, é uma infeção vírica que surge na pele e que é causada pela reativação do mesmo vírus causador da [[Varicela|varicela]]. A infeção por [[Varicela|varicela]] é comum nas crianças e cura espontaneamente. Esta cura, porém, não corresponde à eliminação total do vírus do nosso corpo. Muitas vezes, ele fica “adormecido” e alojado em algumas células nervosas da espinal medula, podendo nunca se voltar a manifestar ou reativar-se mais tarde na vida sob a forma de Zona. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Quais os sinais e sintomas da Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Na maioria dos casos, poucos dias antes de surgir as lesões na pele, o individuo afetado sente dor, ardor ou apenas uma sensação de formigueiro ou de picadas numa área restrita da pele.  No entanto, muito raramente, algumas pessoas sofrem um mal-estar geral traduzido por:&lt;br /&gt;
[[File: Zona_sintomas.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
* Dores de cabeça,&lt;br /&gt;
* Calafrios, &lt;br /&gt;
* Febre, &lt;br /&gt;
* Diarreia,&lt;br /&gt;
* Náuseas, &lt;br /&gt;
* Dificuldade em urinar,&lt;br /&gt;
* Dores articulares. &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Após esta primeira fase surgem grupos de bolhas, cheias de líquido, rodeadas por uma pequena zona vermelha, que ocupam uma área limitada da pele, normalmente muito dolorosas. São estas bolhas que permitem estabelecer o diagnóstico. A localização mais comum é no tronco e, em geral, só de um lado, mas pode aparecer em todo o corpo. Esta área é muito sensível a qualquer estímulo, incluindo um ligeiro toque, como o contacto com a roupa ou com o lençol da cama, e pode mesmo surgir uma dor muito intensa, que para além de perturbar a qualidade do sono, poderá afetar o humor, o trabalho, a execução das tarefas diárias, e em alguns casos levar à depressão. Progressivamente, as bolhas vão-se transformando em crostas que vão cicatrizando lentamente ao longo de 7 a 10 dias. Estas bolhas podem complicar com uma infeção bacteriana (aparecimento de pús) ou com alterações da cor da pele (que podem nunca desaparecer). O quadro completo dura cerca de um mês. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Que áreas podem ser afetadas pela Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[File: Herpes zoster chest.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
A região mais comummente afetada é o tronco, mas rosto, olhos e outras partes do corpo também podem ser afetados. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Uma forma especial particularmente grave é a Zona oftálmica, que afeta o olho (ou ambos os olhos) e que pode provocar cegueira permanente, glaucoma (aumento da pressão intra-ocular) e uveíte. É uma urgência oftalmológica que obriga a iniciar imediatamente o tratamento para diminuir o risco de sequelas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Em quem poderá surgir a Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma doença que afeta igualmente homens e mulheres. Pode manifestar-se em qualquer idade mas é mais comum em pessoas acima dos 50 anos. Estima-se que uma em cada quatro pessoas seja afetada por esta doença ao longo da vida. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Fatores de risco para Zona====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* Idade superior a 50 anos;&lt;br /&gt;
* Doenças Linfoproliferativas (alguns tipos de cancro); &lt;br /&gt;
* Imunossupressão (por quimioterapia, pós transplante, “cortisona”);&lt;br /&gt;
* Trauma físico;&lt;br /&gt;
* Stress psicológico.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Que tratamentos existem?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Atualmente ainda não existe um tratamento capaz de eliminar o vírus do organismo. Os antivirais (medicamentos com efeito direto sobre o vírus da Varicela-Zoster) são prescritos para acelerar a cicatrização, aliviar a dor e diminuir o risco de aparecimento de complicações (nevralgia), e são mais eficazes se utilizados nos primeiros dias da infeção. Os analgésicos ajudam a controlar a dor, por vezes muito intensa. As compressas húmidas, a loção de calamina e banhos calmantes com aveia coloidal podem também ajudar no alívio dos sintomas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====A dor depois da Zona====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Nevralgia pós-herpética define-se como uma dor persistente (com duração superior a 120 dias após aparecimento da Zona) no local das bolhas, mesmo após o desaparecimento das lesões na pele. Estima-se que atinja 10 a 50% das pessoas com zona, sobretudo nos mais idosos, nas pessoas que apresentaram lesões mais extensas e mais graves na fase inicial e nos que tiveram atingimento ocular. Parece também haver um risco maior desta complicação nas mulheres. Pode persistir durante meses a anos, e em alguns casos a dor pode ser tao intensa que incapacita a pessoa. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O sintoma dominante é a dor, de carácter crónico tipo queimadura, formigueiro, ardor, picada, tiro, e/ou facada e por vezes tipo choque elétrico. Pode estar associada a outras alterações da sensibilidade da pele como hiperalgesia (sensação dolorosa exagerada a um estímulo doloroso), hipo/hiperestesia (diminuição/aumento da sensibilidade) e alodínia (dor provocada por um estímulo que habitualmente não provoca dor). Geralmente é unilateral e está limitada à região afetada pela Zona, diminuindo progressivamente com o tempo. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O tratamento passa pela utilização de anticonvulsivantes e antidepressivos tricíclicos, com os analgésicos numa segunda linha. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====A Zona pode ser transmitida a outras pessoas? ====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma reativação do vírus da [[Varicela|varicela]] que já provocou doença aguda no passado. O contacto com uma pessoa com Zona pode transmitir o vírus da [[Varicela|varicela]], que não provocará doença nas pessoas que já tiveram a [[Varicela|varicela]], mas que pode infetar quem nunca a teve.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A manifestação deste contágio é, então, a varicela e não a Zona.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O contágio é possível a partir do momento em que surgem as bolhas na pele e deixa de o ser quando se formam as crostas no seu lugar.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As pessoas afetadas pela Zona devem ter o cuidado de cobrir as lesões, e evitar tocar-lhes. Devem também lavar as mãos com regularidade.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Até que se atinja a fase de crosta das lesões, deve evitar-se o contacto com as seguintes pessoas: &lt;br /&gt;
* Grávidas que nunca tenham tido [[Varicela|varicela]] e que não estejam vacinadas contra a doença;&lt;br /&gt;
* Bebés prematuros ou com baixo peso ao nascer;&lt;br /&gt;
* Pessoas com sistema imunitário debilitado, como pessoas medicadas com imunossupressores ou quimioterapia, os recetores de transplantes de órgãos, e os doentes com SIDA.  &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Como posso prevenir a Zona e suas complicações?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Atualmente está disponível uma vacina (vacina anti-Zona) capaz de prevenir o aparecimento da doença e de atenuar as suas manifestações, caso esta surja. Esta é uma vacina que contém o vírus varicela-zoster (vírus vivo atenuado) para administração a partir dos 50 anos de idade. Também existe no mercado uma outra vacina, a vacina anti-varicela, que contém uma dose diferente do vírus varicela-zoster e que pode ser administrada em crianças a partir dos 12 meses de idade e cujo objetivo é prevenir a varicela e as suas complicações. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Apesar de alguma controvérsia sobre a eficácia da vacina e a sua duração ao longo do tempo, países como os EUA e o Reino Unido implementaram programas de vacinação anti-zona a partir dos 60 anos. A vacina anti-varicela é recomendada para todas as crianças nos EUA e em 5 países na Europa. Em Portugal não temos recomendações oficiais sobre a utilização generalizada destas vacinas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Conclusão: ===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Se tem ou suspeita ter Zona, consulte o seu médico! &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Um diagnóstico precoce desta doença, possibilita um tratamento mais atempado e diminui significativamente o risco de vir a sofrer complicações. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Referências recomendadas===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [http://www.cdc.gov/shingles/about/overview.html Centers for Disease Control and Prevention: Shingles (Herpes Zoster), 2016]&lt;br /&gt;
* [http://www.manuaismsd.pt/?id=212&amp;amp;cn=1795 George Gee Jackson, M.D. Manual MSD – Infeções Virais: Herpes Zoster]&lt;br /&gt;
* [http://www.psychiatrist.com/jcp/article/Pages/2015/v76n09/v76n0902.aspx Liao C-H, et al. High Prevalence of Herpes Zoster in Patients with Depression. The Journal of Clinical Psychiatry. 2015;76(9):e1099–e1104]&lt;br /&gt;
* [http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S1806-00132013000300012 Portella A, et al. Herpes-zóster e neuralgia pós-herpética. Revistar Dor. 2013; Rev. Dor vol.14 no.3]&lt;br /&gt;
* [http://www.eurosurveillance.org/ViewArticle.aspx?ArticleId=511 Pinot de Moira A, Nardone A. Varicella zoster virus vaccination policies and surveillance strategies in Europe. Euro Surveill. 2005;10(1):pii=511] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Whatsapp_metis.png|30px|link=https://api.whatsapp.com/send?text=Zona:+uma+infeção+vírica+depois+dos+50!+http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no Whatsapp]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;text-align: center; margin: auto; font-size: 90%; margin-top: -18px; margin-bottom: -20px;&amp;quot;&amp;gt; &lt;br /&gt;
[[Utilizador:Manuela_Araújo|Manuela Araújo]] &amp;amp;bull; [[Utilizador:Catarina_Macedo|Catarina Macedo]]  &amp;amp;bull; [[Utilizador:Mélina_Lopes|Mélina Lopes]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Doenças da pele‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Vírus‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Geriatria]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção secundária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!</id>
		<title>Zona: uma infeção vírica depois dos 50!</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!"/>
				<updated>2024-01-29T18:27:05Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Manuela Araújo, Catarina Macedo, Mélina Lopes&lt;br /&gt;
|Última atualização=2016/10/31&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Herpes Zoster; Varicela; Herpesvirus humano 3; Vacina&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=S70&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma infeção vírica que afeta a população de ambos os sexos sobretudo a partir dos 50 anos. Surge na pele e resulta da reativação do mesmo vírus que causa a varicela. Na maioria dos casos, a infeção inicia-se por um mal-estar geral, com sintomas semelhantes aos da gripe, até que surgem as bolhas num local específico da pele. Em geral, a doença é autolimitada e decorre sem complicações, desde que cumprido o tratamento de forma adequada. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
É fundamental procurar um médico assim que surjam os primeiros sintomas, para que o diagnóstico seja realizado corretamente, e para que se evitem ou tratem complicações como a nevralgia pós-herpética ou sequelas permanentes na visão causadas pela Zona que afeta os olhos.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
===O que é a Zona?===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[File: Zona_evolucao.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
A Zona, também conhecida por “Herpes Zoster”, é uma infeção vírica que surge na pele e que é causada pela reativação do mesmo vírus causador da [[Varicela|varicela]]. A infeção por [[Varicela|varicela]] é comum nas crianças e cura espontaneamente. Esta cura, porém, não corresponde à eliminação total do vírus do nosso corpo. Muitas vezes, ele fica “adormecido” e alojado em algumas células nervosas da espinal medula, podendo nunca se voltar a manifestar ou reativar-se mais tarde na vida sob a forma de Zona. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Quais os sinais e sintomas da Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Na maioria dos casos, poucos dias antes de surgir as lesões na pele, o individuo afetado sente dor, ardor ou apenas uma sensação de formigueiro ou de picadas numa área restrita da pele.  No entanto, muito raramente, algumas pessoas sofrem um mal-estar geral traduzido por:&lt;br /&gt;
[[File: Zona_sintomas.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
* Dores de cabeça,&lt;br /&gt;
* Calafrios, &lt;br /&gt;
* Febre, &lt;br /&gt;
* Diarreia,&lt;br /&gt;
* Náuseas, &lt;br /&gt;
* Dificuldade em urinar,&lt;br /&gt;
* Dores articulares. &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Após esta primeira fase surgem grupos de bolhas, cheias de líquido, rodeadas por uma pequena zona vermelha, que ocupam uma área limitada da pele, normalmente muito dolorosas. São estas bolhas que permitem estabelecer o diagnóstico. A localização mais comum é no tronco e, em geral, só de um lado, mas pode aparecer em todo o corpo. Esta área é muito sensível a qualquer estímulo, incluindo um ligeiro toque, como o contacto com a roupa ou com o lençol da cama, e pode mesmo surgir uma dor muito intensa, que para além de perturbar a qualidade do sono, poderá afetar o humor, o trabalho, a execução das tarefas diárias, e em alguns casos levar à depressão. Progressivamente, as bolhas vão-se transformando em crostas que vão cicatrizando lentamente ao longo de 7 a 10 dias. Estas bolhas podem complicar com uma infeção bacteriana (aparecimento de pús) ou com alterações da cor da pele (que podem nunca desaparecer). O quadro completo dura cerca de um mês. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Que áreas podem ser afetadas pela Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[File: Herpes zoster chest.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
A região mais comummente afetada é o tronco, mas rosto, olhos e outras partes do corpo também podem ser afetados. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Uma forma especial particularmente grave é a Zona oftálmica, que afeta o olho (ou ambos os olhos) e que pode provocar cegueira permanente, glaucoma (aumento da pressão intra-ocular) e uveíte. É uma urgência oftalmológica que obriga a iniciar imediatamente o tratamento para diminuir o risco de sequelas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Em quem poderá surgir a Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma doença que afeta igualmente homens e mulheres. Pode manifestar-se em qualquer idade mas é mais comum em pessoas acima dos 50 anos. Estima-se que uma em cada quatro pessoas seja afetada por esta doença ao longo da vida. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Fatores de risco para Zona====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* Idade superior a 50 anos;&lt;br /&gt;
* Doenças Linfoproliferativas (alguns tipos de cancro); &lt;br /&gt;
* Imunossupressão (por quimioterapia, pós transplante, “cortisona”);&lt;br /&gt;
* Trauma físico;&lt;br /&gt;
* Stress psicológico.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Que tratamentos existem?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Atualmente ainda não existe um tratamento capaz de eliminar o vírus do organismo. Os antivirais (medicamentos com efeito direto sobre o vírus da Varicela-Zoster) são prescritos para acelerar a cicatrização, aliviar a dor e diminuir o risco de aparecimento de complicações (nevralgia), e são mais eficazes se utilizados nos primeiros dias da infeção. Os analgésicos ajudam a controlar a dor, por vezes muito intensa. As compressas húmidas, a loção de calamina e banhos calmantes com aveia coloidal podem também ajudar no alívio dos sintomas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====A dor depois da Zona====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Nevralgia pós-herpética define-se como uma dor persistente (com duração superior a 120 dias após aparecimento da Zona) no local das bolhas, mesmo após o desaparecimento das lesões na pele. Estima-se que atinja 10 a 50% das pessoas com zona, sobretudo nos mais idosos, nas pessoas que apresentaram lesões mais extensas e mais graves na fase inicial e nos que tiveram atingimento ocular. Parece também haver um risco maior desta complicação nas mulheres. Pode persistir durante meses a anos, e em alguns casos a dor pode ser tao intensa que incapacita a pessoa. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O sintoma dominante é a dor, de carácter crónico tipo queimadura, formigueiro, ardor, picada, tiro, e/ou facada e por vezes tipo choque elétrico. Pode estar associada a outras alterações da sensibilidade da pele como hiperalgesia (sensação dolorosa exagerada a um estímulo doloroso), hipo/hiperestesia (diminuição/aumento da sensibilidade) e alodínia (dor provocada por um estímulo que habitualmente não provoca dor). Geralmente é unilateral e está limitada à região afetada pela Zona, diminuindo progressivamente com o tempo. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O tratamento passa pela utilização de anticonvulsivantes e antidepressivos tricíclicos, com os analgésicos numa segunda linha. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====A Zona pode ser transmitida a outras pessoas? ====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma reativação do vírus da [[Varicela|varicela]] que já provocou doença aguda no passado. O contacto com uma pessoa com Zona pode transmitir o vírus da [[Varicela|varicela]], que não provocará doença nas pessoas que já tiveram a [[Varicela|varicela]], mas que pode infetar quem nunca a teve.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A manifestação deste contágio é, então, a varicela e não a Zona.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O contágio é possível a partir do momento em que surgem as bolhas na pele e deixa de o ser quando se formam as crostas no seu lugar.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As pessoas afetadas pela Zona devem ter o cuidado de cobrir as lesões, e evitar tocar-lhes. Devem também lavar as mãos com regularidade.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Até que se atinja a fase de crosta das lesões, deve evitar-se o contacto com as seguintes pessoas: &lt;br /&gt;
* Grávidas que nunca tenham tido [[Varicela|varicela]] e que não estejam vacinadas contra a doença;&lt;br /&gt;
* Bebés prematuros ou com baixo peso ao nascer;&lt;br /&gt;
* Pessoas com sistema imunitário debilitado, como pessoas medicadas com imunossupressores ou quimioterapia, os recetores de transplantes de órgãos, e os doentes com SIDA.  &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Como posso prevenir a Zona e suas complicações?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Atualmente está disponível uma vacina (vacina anti-Zona) capaz de prevenir o aparecimento da doença e de atenuar as suas manifestações, caso esta surja. Esta é uma vacina que contém o vírus varicela-zoster (vírus vivo atenuado) para administração a partir dos 50 anos de idade. Também existe no mercado uma outra vacina, a vacina anti-varicela, que contém uma dose diferente do vírus varicela-zoster e que pode ser administrada em crianças a partir dos 12 meses de idade e cujo objetivo é prevenir a varicela e as suas complicações. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Apesar de alguma controvérsia sobre a eficácia da vacina e a sua duração ao longo do tempo, países como os EUA e o Reino Unido implementaram programas de vacinação anti-zona a partir dos 60 anos. A vacina anti-varicela é recomendada para todas as crianças nos EUA e em 5 países na Europa. Em Portugal não temos recomendações oficiais sobre a utilização generalizada destas vacinas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Conclusão: ===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Se tem ou suspeita ter Zona, consulte o seu médico! &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Um diagnóstico precoce desta doença, possibilita um tratamento mais atempado e diminui significativamente o risco de vir a sofrer complicações. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Referências recomendadas===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [http://www.cdc.gov/shingles/about/overview.html?target=&amp;quot;_blank&amp;quot; Centers for Disease Control and Prevention: Shingles (Herpes Zoster), 2016]&lt;br /&gt;
* [http://www.manuaismsd.pt/?id=212&amp;amp;cn=1795 George Gee Jackson, M.D. Manual MSD – Infeções Virais: Herpes Zoster]&lt;br /&gt;
* [http://www.psychiatrist.com/jcp/article/Pages/2015/v76n09/v76n0902.aspx Liao C-H, et al. High Prevalence of Herpes Zoster in Patients with Depression. The Journal of Clinical Psychiatry. 2015;76(9):e1099–e1104]&lt;br /&gt;
* [http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S1806-00132013000300012 Portella A, et al. Herpes-zóster e neuralgia pós-herpética. Revistar Dor. 2013; Rev. Dor vol.14 no.3]&lt;br /&gt;
* [http://www.eurosurveillance.org/ViewArticle.aspx?ArticleId=511 Pinot de Moira A, Nardone A. Varicella zoster virus vaccination policies and surveillance strategies in Europe. Euro Surveill. 2005;10(1):pii=511] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
https://www.microsoft.com/microsoft-365/business/compare-all-microsoft-365-business-products?ocid=cmmg0xwkzn4?class=externalfree&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Whatsapp_metis.png|30px|link=https://api.whatsapp.com/send?text=Zona:+uma+infeção+vírica+depois+dos+50!+http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no Whatsapp]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;text-align: center; margin: auto; font-size: 90%; margin-top: -18px; margin-bottom: -20px;&amp;quot;&amp;gt; &lt;br /&gt;
[[Utilizador:Manuela_Araújo|Manuela Araújo]] &amp;amp;bull; [[Utilizador:Catarina_Macedo|Catarina Macedo]]  &amp;amp;bull; [[Utilizador:Mélina_Lopes|Mélina Lopes]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Doenças da pele‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Vírus‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Geriatria]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção secundária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!</id>
		<title>Zona: uma infeção vírica depois dos 50!</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!"/>
				<updated>2024-01-29T18:23:59Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Manuela Araújo, Catarina Macedo, Mélina Lopes&lt;br /&gt;
|Última atualização=2016/10/31&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Herpes Zoster; Varicela; Herpesvirus humano 3; Vacina&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=S70&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma infeção vírica que afeta a população de ambos os sexos sobretudo a partir dos 50 anos. Surge na pele e resulta da reativação do mesmo vírus que causa a varicela. Na maioria dos casos, a infeção inicia-se por um mal-estar geral, com sintomas semelhantes aos da gripe, até que surgem as bolhas num local específico da pele. Em geral, a doença é autolimitada e decorre sem complicações, desde que cumprido o tratamento de forma adequada. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
É fundamental procurar um médico assim que surjam os primeiros sintomas, para que o diagnóstico seja realizado corretamente, e para que se evitem ou tratem complicações como a nevralgia pós-herpética ou sequelas permanentes na visão causadas pela Zona que afeta os olhos.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
===O que é a Zona?===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[File: Zona_evolucao.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
A Zona, também conhecida por “Herpes Zoster”, é uma infeção vírica que surge na pele e que é causada pela reativação do mesmo vírus causador da [[Varicela|varicela]]. A infeção por [[Varicela|varicela]] é comum nas crianças e cura espontaneamente. Esta cura, porém, não corresponde à eliminação total do vírus do nosso corpo. Muitas vezes, ele fica “adormecido” e alojado em algumas células nervosas da espinal medula, podendo nunca se voltar a manifestar ou reativar-se mais tarde na vida sob a forma de Zona. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Quais os sinais e sintomas da Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Na maioria dos casos, poucos dias antes de surgir as lesões na pele, o individuo afetado sente dor, ardor ou apenas uma sensação de formigueiro ou de picadas numa área restrita da pele.  No entanto, muito raramente, algumas pessoas sofrem um mal-estar geral traduzido por:&lt;br /&gt;
[[File: Zona_sintomas.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
* Dores de cabeça,&lt;br /&gt;
* Calafrios, &lt;br /&gt;
* Febre, &lt;br /&gt;
* Diarreia,&lt;br /&gt;
* Náuseas, &lt;br /&gt;
* Dificuldade em urinar,&lt;br /&gt;
* Dores articulares. &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Após esta primeira fase surgem grupos de bolhas, cheias de líquido, rodeadas por uma pequena zona vermelha, que ocupam uma área limitada da pele, normalmente muito dolorosas. São estas bolhas que permitem estabelecer o diagnóstico. A localização mais comum é no tronco e, em geral, só de um lado, mas pode aparecer em todo o corpo. Esta área é muito sensível a qualquer estímulo, incluindo um ligeiro toque, como o contacto com a roupa ou com o lençol da cama, e pode mesmo surgir uma dor muito intensa, que para além de perturbar a qualidade do sono, poderá afetar o humor, o trabalho, a execução das tarefas diárias, e em alguns casos levar à depressão. Progressivamente, as bolhas vão-se transformando em crostas que vão cicatrizando lentamente ao longo de 7 a 10 dias. Estas bolhas podem complicar com uma infeção bacteriana (aparecimento de pús) ou com alterações da cor da pele (que podem nunca desaparecer). O quadro completo dura cerca de um mês. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Que áreas podem ser afetadas pela Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[File: Herpes zoster chest.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
A região mais comummente afetada é o tronco, mas rosto, olhos e outras partes do corpo também podem ser afetados. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Uma forma especial particularmente grave é a Zona oftálmica, que afeta o olho (ou ambos os olhos) e que pode provocar cegueira permanente, glaucoma (aumento da pressão intra-ocular) e uveíte. É uma urgência oftalmológica que obriga a iniciar imediatamente o tratamento para diminuir o risco de sequelas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Em quem poderá surgir a Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma doença que afeta igualmente homens e mulheres. Pode manifestar-se em qualquer idade mas é mais comum em pessoas acima dos 50 anos. Estima-se que uma em cada quatro pessoas seja afetada por esta doença ao longo da vida. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Fatores de risco para Zona====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* Idade superior a 50 anos;&lt;br /&gt;
* Doenças Linfoproliferativas (alguns tipos de cancro); &lt;br /&gt;
* Imunossupressão (por quimioterapia, pós transplante, “cortisona”);&lt;br /&gt;
* Trauma físico;&lt;br /&gt;
* Stress psicológico.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Que tratamentos existem?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Atualmente ainda não existe um tratamento capaz de eliminar o vírus do organismo. Os antivirais (medicamentos com efeito direto sobre o vírus da Varicela-Zoster) são prescritos para acelerar a cicatrização, aliviar a dor e diminuir o risco de aparecimento de complicações (nevralgia), e são mais eficazes se utilizados nos primeiros dias da infeção. Os analgésicos ajudam a controlar a dor, por vezes muito intensa. As compressas húmidas, a loção de calamina e banhos calmantes com aveia coloidal podem também ajudar no alívio dos sintomas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====A dor depois da Zona====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Nevralgia pós-herpética define-se como uma dor persistente (com duração superior a 120 dias após aparecimento da Zona) no local das bolhas, mesmo após o desaparecimento das lesões na pele. Estima-se que atinja 10 a 50% das pessoas com zona, sobretudo nos mais idosos, nas pessoas que apresentaram lesões mais extensas e mais graves na fase inicial e nos que tiveram atingimento ocular. Parece também haver um risco maior desta complicação nas mulheres. Pode persistir durante meses a anos, e em alguns casos a dor pode ser tao intensa que incapacita a pessoa. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O sintoma dominante é a dor, de carácter crónico tipo queimadura, formigueiro, ardor, picada, tiro, e/ou facada e por vezes tipo choque elétrico. Pode estar associada a outras alterações da sensibilidade da pele como hiperalgesia (sensação dolorosa exagerada a um estímulo doloroso), hipo/hiperestesia (diminuição/aumento da sensibilidade) e alodínia (dor provocada por um estímulo que habitualmente não provoca dor). Geralmente é unilateral e está limitada à região afetada pela Zona, diminuindo progressivamente com o tempo. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O tratamento passa pela utilização de anticonvulsivantes e antidepressivos tricíclicos, com os analgésicos numa segunda linha. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====A Zona pode ser transmitida a outras pessoas? ====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma reativação do vírus da [[Varicela|varicela]] que já provocou doença aguda no passado. O contacto com uma pessoa com Zona pode transmitir o vírus da [[Varicela|varicela]], que não provocará doença nas pessoas que já tiveram a [[Varicela|varicela]], mas que pode infetar quem nunca a teve.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A manifestação deste contágio é, então, a varicela e não a Zona.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O contágio é possível a partir do momento em que surgem as bolhas na pele e deixa de o ser quando se formam as crostas no seu lugar.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As pessoas afetadas pela Zona devem ter o cuidado de cobrir as lesões, e evitar tocar-lhes. Devem também lavar as mãos com regularidade.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Até que se atinja a fase de crosta das lesões, deve evitar-se o contacto com as seguintes pessoas: &lt;br /&gt;
* Grávidas que nunca tenham tido [[Varicela|varicela]] e que não estejam vacinadas contra a doença;&lt;br /&gt;
* Bebés prematuros ou com baixo peso ao nascer;&lt;br /&gt;
* Pessoas com sistema imunitário debilitado, como pessoas medicadas com imunossupressores ou quimioterapia, os recetores de transplantes de órgãos, e os doentes com SIDA.  &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Como posso prevenir a Zona e suas complicações?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Atualmente está disponível uma vacina (vacina anti-Zona) capaz de prevenir o aparecimento da doença e de atenuar as suas manifestações, caso esta surja. Esta é uma vacina que contém o vírus varicela-zoster (vírus vivo atenuado) para administração a partir dos 50 anos de idade. Também existe no mercado uma outra vacina, a vacina anti-varicela, que contém uma dose diferente do vírus varicela-zoster e que pode ser administrada em crianças a partir dos 12 meses de idade e cujo objetivo é prevenir a varicela e as suas complicações. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Apesar de alguma controvérsia sobre a eficácia da vacina e a sua duração ao longo do tempo, países como os EUA e o Reino Unido implementaram programas de vacinação anti-zona a partir dos 60 anos. A vacina anti-varicela é recomendada para todas as crianças nos EUA e em 5 países na Europa. Em Portugal não temos recomendações oficiais sobre a utilização generalizada destas vacinas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Conclusão: ===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Se tem ou suspeita ter Zona, consulte o seu médico! &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Um diagnóstico precoce desta doença, possibilita um tratamento mais atempado e diminui significativamente o risco de vir a sofrer complicações. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Referências recomendadas===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [http://www.cdc.gov/shingles/about/overview.html?target=&amp;quot;_blank&amp;quot; Centers for Disease Control and Prevention: Shingles (Herpes Zoster), 2016]&lt;br /&gt;
* [http://www.manuaismsd.pt/?id=212&amp;amp;cn=1795 George Gee Jackson, M.D. Manual MSD – Infeções Virais: Herpes Zoster]&lt;br /&gt;
* [http://www.psychiatrist.com/jcp/article/Pages/2015/v76n09/v76n0902.aspx Liao C-H, et al. High Prevalence of Herpes Zoster in Patients with Depression. The Journal of Clinical Psychiatry. 2015;76(9):e1099–e1104]&lt;br /&gt;
* [http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S1806-00132013000300012 Portella A, et al. Herpes-zóster e neuralgia pós-herpética. Revistar Dor. 2013; Rev. Dor vol.14 no.3]&lt;br /&gt;
* [http://www.eurosurveillance.org/ViewArticle.aspx?ArticleId=511 Pinot de Moira A, Nardone A. Varicella zoster virus vaccination policies and surveillance strategies in Europe. Euro Surveill. 2005;10(1):pii=511] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
https://www.microsoft.com/microsoft-365/business/compare-all-microsoft-365-business-products?ocid=cmmg0xwkzn4&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Whatsapp_metis.png|30px|link=https://api.whatsapp.com/send?text=Zona:+uma+infeção+vírica+depois+dos+50!+http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no Whatsapp]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;text-align: center; margin: auto; font-size: 90%; margin-top: -18px; margin-bottom: -20px;&amp;quot;&amp;gt; &lt;br /&gt;
[[Utilizador:Manuela_Araújo|Manuela Araújo]] &amp;amp;bull; [[Utilizador:Catarina_Macedo|Catarina Macedo]]  &amp;amp;bull; [[Utilizador:Mélina_Lopes|Mélina Lopes]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Doenças da pele‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Vírus‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Geriatria]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção secundária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!</id>
		<title>Zona: uma infeção vírica depois dos 50!</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!"/>
				<updated>2024-01-29T18:22:17Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Manuela Araújo, Catarina Macedo, Mélina Lopes&lt;br /&gt;
|Última atualização=2016/10/31&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Herpes Zoster; Varicela; Herpesvirus humano 3; Vacina&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=S70&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma infeção vírica que afeta a população de ambos os sexos sobretudo a partir dos 50 anos. Surge na pele e resulta da reativação do mesmo vírus que causa a varicela. Na maioria dos casos, a infeção inicia-se por um mal-estar geral, com sintomas semelhantes aos da gripe, até que surgem as bolhas num local específico da pele. Em geral, a doença é autolimitada e decorre sem complicações, desde que cumprido o tratamento de forma adequada. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
É fundamental procurar um médico assim que surjam os primeiros sintomas, para que o diagnóstico seja realizado corretamente, e para que se evitem ou tratem complicações como a nevralgia pós-herpética ou sequelas permanentes na visão causadas pela Zona que afeta os olhos.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
===O que é a Zona?===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[File: Zona_evolucao.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
A Zona, também conhecida por “Herpes Zoster”, é uma infeção vírica que surge na pele e que é causada pela reativação do mesmo vírus causador da [[Varicela|varicela]]. A infeção por [[Varicela|varicela]] é comum nas crianças e cura espontaneamente. Esta cura, porém, não corresponde à eliminação total do vírus do nosso corpo. Muitas vezes, ele fica “adormecido” e alojado em algumas células nervosas da espinal medula, podendo nunca se voltar a manifestar ou reativar-se mais tarde na vida sob a forma de Zona. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Quais os sinais e sintomas da Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Na maioria dos casos, poucos dias antes de surgir as lesões na pele, o individuo afetado sente dor, ardor ou apenas uma sensação de formigueiro ou de picadas numa área restrita da pele.  No entanto, muito raramente, algumas pessoas sofrem um mal-estar geral traduzido por:&lt;br /&gt;
[[File: Zona_sintomas.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
* Dores de cabeça,&lt;br /&gt;
* Calafrios, &lt;br /&gt;
* Febre, &lt;br /&gt;
* Diarreia,&lt;br /&gt;
* Náuseas, &lt;br /&gt;
* Dificuldade em urinar,&lt;br /&gt;
* Dores articulares. &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Após esta primeira fase surgem grupos de bolhas, cheias de líquido, rodeadas por uma pequena zona vermelha, que ocupam uma área limitada da pele, normalmente muito dolorosas. São estas bolhas que permitem estabelecer o diagnóstico. A localização mais comum é no tronco e, em geral, só de um lado, mas pode aparecer em todo o corpo. Esta área é muito sensível a qualquer estímulo, incluindo um ligeiro toque, como o contacto com a roupa ou com o lençol da cama, e pode mesmo surgir uma dor muito intensa, que para além de perturbar a qualidade do sono, poderá afetar o humor, o trabalho, a execução das tarefas diárias, e em alguns casos levar à depressão. Progressivamente, as bolhas vão-se transformando em crostas que vão cicatrizando lentamente ao longo de 7 a 10 dias. Estas bolhas podem complicar com uma infeção bacteriana (aparecimento de pús) ou com alterações da cor da pele (que podem nunca desaparecer). O quadro completo dura cerca de um mês. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Que áreas podem ser afetadas pela Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[File: Herpes zoster chest.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
A região mais comummente afetada é o tronco, mas rosto, olhos e outras partes do corpo também podem ser afetados. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Uma forma especial particularmente grave é a Zona oftálmica, que afeta o olho (ou ambos os olhos) e que pode provocar cegueira permanente, glaucoma (aumento da pressão intra-ocular) e uveíte. É uma urgência oftalmológica que obriga a iniciar imediatamente o tratamento para diminuir o risco de sequelas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Em quem poderá surgir a Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma doença que afeta igualmente homens e mulheres. Pode manifestar-se em qualquer idade mas é mais comum em pessoas acima dos 50 anos. Estima-se que uma em cada quatro pessoas seja afetada por esta doença ao longo da vida. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Fatores de risco para Zona====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* Idade superior a 50 anos;&lt;br /&gt;
* Doenças Linfoproliferativas (alguns tipos de cancro); &lt;br /&gt;
* Imunossupressão (por quimioterapia, pós transplante, “cortisona”);&lt;br /&gt;
* Trauma físico;&lt;br /&gt;
* Stress psicológico.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Que tratamentos existem?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Atualmente ainda não existe um tratamento capaz de eliminar o vírus do organismo. Os antivirais (medicamentos com efeito direto sobre o vírus da Varicela-Zoster) são prescritos para acelerar a cicatrização, aliviar a dor e diminuir o risco de aparecimento de complicações (nevralgia), e são mais eficazes se utilizados nos primeiros dias da infeção. Os analgésicos ajudam a controlar a dor, por vezes muito intensa. As compressas húmidas, a loção de calamina e banhos calmantes com aveia coloidal podem também ajudar no alívio dos sintomas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====A dor depois da Zona====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Nevralgia pós-herpética define-se como uma dor persistente (com duração superior a 120 dias após aparecimento da Zona) no local das bolhas, mesmo após o desaparecimento das lesões na pele. Estima-se que atinja 10 a 50% das pessoas com zona, sobretudo nos mais idosos, nas pessoas que apresentaram lesões mais extensas e mais graves na fase inicial e nos que tiveram atingimento ocular. Parece também haver um risco maior desta complicação nas mulheres. Pode persistir durante meses a anos, e em alguns casos a dor pode ser tao intensa que incapacita a pessoa. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O sintoma dominante é a dor, de carácter crónico tipo queimadura, formigueiro, ardor, picada, tiro, e/ou facada e por vezes tipo choque elétrico. Pode estar associada a outras alterações da sensibilidade da pele como hiperalgesia (sensação dolorosa exagerada a um estímulo doloroso), hipo/hiperestesia (diminuição/aumento da sensibilidade) e alodínia (dor provocada por um estímulo que habitualmente não provoca dor). Geralmente é unilateral e está limitada à região afetada pela Zona, diminuindo progressivamente com o tempo. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O tratamento passa pela utilização de anticonvulsivantes e antidepressivos tricíclicos, com os analgésicos numa segunda linha. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====A Zona pode ser transmitida a outras pessoas? ====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma reativação do vírus da [[Varicela|varicela]] que já provocou doença aguda no passado. O contacto com uma pessoa com Zona pode transmitir o vírus da [[Varicela|varicela]], que não provocará doença nas pessoas que já tiveram a [[Varicela|varicela]], mas que pode infetar quem nunca a teve.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A manifestação deste contágio é, então, a varicela e não a Zona.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O contágio é possível a partir do momento em que surgem as bolhas na pele e deixa de o ser quando se formam as crostas no seu lugar.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As pessoas afetadas pela Zona devem ter o cuidado de cobrir as lesões, e evitar tocar-lhes. Devem também lavar as mãos com regularidade.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Até que se atinja a fase de crosta das lesões, deve evitar-se o contacto com as seguintes pessoas: &lt;br /&gt;
* Grávidas que nunca tenham tido [[Varicela|varicela]] e que não estejam vacinadas contra a doença;&lt;br /&gt;
* Bebés prematuros ou com baixo peso ao nascer;&lt;br /&gt;
* Pessoas com sistema imunitário debilitado, como pessoas medicadas com imunossupressores ou quimioterapia, os recetores de transplantes de órgãos, e os doentes com SIDA.  &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Como posso prevenir a Zona e suas complicações?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Atualmente está disponível uma vacina (vacina anti-Zona) capaz de prevenir o aparecimento da doença e de atenuar as suas manifestações, caso esta surja. Esta é uma vacina que contém o vírus varicela-zoster (vírus vivo atenuado) para administração a partir dos 50 anos de idade. Também existe no mercado uma outra vacina, a vacina anti-varicela, que contém uma dose diferente do vírus varicela-zoster e que pode ser administrada em crianças a partir dos 12 meses de idade e cujo objetivo é prevenir a varicela e as suas complicações. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Apesar de alguma controvérsia sobre a eficácia da vacina e a sua duração ao longo do tempo, países como os EUA e o Reino Unido implementaram programas de vacinação anti-zona a partir dos 60 anos. A vacina anti-varicela é recomendada para todas as crianças nos EUA e em 5 países na Europa. Em Portugal não temos recomendações oficiais sobre a utilização generalizada destas vacinas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Conclusão: ===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Se tem ou suspeita ter Zona, consulte o seu médico! &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Um diagnóstico precoce desta doença, possibilita um tratamento mais atempado e diminui significativamente o risco de vir a sofrer complicações. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Referências recomendadas===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [http://www.cdc.gov/shingles/about/overview.html?target=_blank Centers for Disease Control and Prevention: Shingles (Herpes Zoster), 2016]&lt;br /&gt;
* [http://www.manuaismsd.pt/?id=212&amp;amp;cn=1795 George Gee Jackson, M.D. Manual MSD – Infeções Virais: Herpes Zoster]&lt;br /&gt;
* [http://www.psychiatrist.com/jcp/article/Pages/2015/v76n09/v76n0902.aspx Liao C-H, et al. High Prevalence of Herpes Zoster in Patients with Depression. The Journal of Clinical Psychiatry. 2015;76(9):e1099–e1104]&lt;br /&gt;
* [http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S1806-00132013000300012 Portella A, et al. Herpes-zóster e neuralgia pós-herpética. Revistar Dor. 2013; Rev. Dor vol.14 no.3]&lt;br /&gt;
* [http://www.eurosurveillance.org/ViewArticle.aspx?ArticleId=511 Pinot de Moira A, Nardone A. Varicella zoster virus vaccination policies and surveillance strategies in Europe. Euro Surveill. 2005;10(1):pii=511] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Whatsapp_metis.png|30px|link=https://api.whatsapp.com/send?text=Zona:+uma+infeção+vírica+depois+dos+50!+http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no Whatsapp]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;text-align: center; margin: auto; font-size: 90%; margin-top: -18px; margin-bottom: -20px;&amp;quot;&amp;gt; &lt;br /&gt;
[[Utilizador:Manuela_Araújo|Manuela Araújo]] &amp;amp;bull; [[Utilizador:Catarina_Macedo|Catarina Macedo]]  &amp;amp;bull; [[Utilizador:Mélina_Lopes|Mélina Lopes]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Doenças da pele‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Vírus‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Geriatria]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção secundária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!</id>
		<title>Zona: uma infeção vírica depois dos 50!</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!"/>
				<updated>2024-01-29T17:50:39Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Manuela Araújo, Catarina Macedo, Mélina Lopes&lt;br /&gt;
|Última atualização=2016/10/31&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Herpes Zoster; Varicela; Herpesvirus humano 3; Vacina&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=S70&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma infeção vírica que afeta a população de ambos os sexos sobretudo a partir dos 50 anos. Surge na pele e resulta da reativação do mesmo vírus que causa a varicela. Na maioria dos casos, a infeção inicia-se por um mal-estar geral, com sintomas semelhantes aos da gripe, até que surgem as bolhas num local específico da pele. Em geral, a doença é autolimitada e decorre sem complicações, desde que cumprido o tratamento de forma adequada. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
É fundamental procurar um médico assim que surjam os primeiros sintomas, para que o diagnóstico seja realizado corretamente, e para que se evitem ou tratem complicações como a nevralgia pós-herpética ou sequelas permanentes na visão causadas pela Zona que afeta os olhos.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
===O que é a Zona?===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[File: Zona_evolucao.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
A Zona, também conhecida por “Herpes Zoster”, é uma infeção vírica que surge na pele e que é causada pela reativação do mesmo vírus causador da [[Varicela|varicela]]. A infeção por [[Varicela|varicela]] é comum nas crianças e cura espontaneamente. Esta cura, porém, não corresponde à eliminação total do vírus do nosso corpo. Muitas vezes, ele fica “adormecido” e alojado em algumas células nervosas da espinal medula, podendo nunca se voltar a manifestar ou reativar-se mais tarde na vida sob a forma de Zona. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Quais os sinais e sintomas da Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Na maioria dos casos, poucos dias antes de surgir as lesões na pele, o individuo afetado sente dor, ardor ou apenas uma sensação de formigueiro ou de picadas numa área restrita da pele.  No entanto, muito raramente, algumas pessoas sofrem um mal-estar geral traduzido por:&lt;br /&gt;
[[File: Zona_sintomas.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
* Dores de cabeça,&lt;br /&gt;
* Calafrios, &lt;br /&gt;
* Febre, &lt;br /&gt;
* Diarreia,&lt;br /&gt;
* Náuseas, &lt;br /&gt;
* Dificuldade em urinar,&lt;br /&gt;
* Dores articulares. &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Após esta primeira fase surgem grupos de bolhas, cheias de líquido, rodeadas por uma pequena zona vermelha, que ocupam uma área limitada da pele, normalmente muito dolorosas. São estas bolhas que permitem estabelecer o diagnóstico. A localização mais comum é no tronco e, em geral, só de um lado, mas pode aparecer em todo o corpo. Esta área é muito sensível a qualquer estímulo, incluindo um ligeiro toque, como o contacto com a roupa ou com o lençol da cama, e pode mesmo surgir uma dor muito intensa, que para além de perturbar a qualidade do sono, poderá afetar o humor, o trabalho, a execução das tarefas diárias, e em alguns casos levar à depressão. Progressivamente, as bolhas vão-se transformando em crostas que vão cicatrizando lentamente ao longo de 7 a 10 dias. Estas bolhas podem complicar com uma infeção bacteriana (aparecimento de pús) ou com alterações da cor da pele (que podem nunca desaparecer). O quadro completo dura cerca de um mês. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Que áreas podem ser afetadas pela Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[File: Herpes zoster chest.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
A região mais comummente afetada é o tronco, mas rosto, olhos e outras partes do corpo também podem ser afetados. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Uma forma especial particularmente grave é a Zona oftálmica, que afeta o olho (ou ambos os olhos) e que pode provocar cegueira permanente, glaucoma (aumento da pressão intra-ocular) e uveíte. É uma urgência oftalmológica que obriga a iniciar imediatamente o tratamento para diminuir o risco de sequelas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Em quem poderá surgir a Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma doença que afeta igualmente homens e mulheres. Pode manifestar-se em qualquer idade mas é mais comum em pessoas acima dos 50 anos. Estima-se que uma em cada quatro pessoas seja afetada por esta doença ao longo da vida. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Fatores de risco para Zona====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* Idade superior a 50 anos;&lt;br /&gt;
* Doenças Linfoproliferativas (alguns tipos de cancro); &lt;br /&gt;
* Imunossupressão (por quimioterapia, pós transplante, “cortisona”);&lt;br /&gt;
* Trauma físico;&lt;br /&gt;
* Stress psicológico.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Que tratamentos existem?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Atualmente ainda não existe um tratamento capaz de eliminar o vírus do organismo. Os antivirais (medicamentos com efeito direto sobre o vírus da Varicela-Zoster) são prescritos para acelerar a cicatrização, aliviar a dor e diminuir o risco de aparecimento de complicações (nevralgia), e são mais eficazes se utilizados nos primeiros dias da infeção. Os analgésicos ajudam a controlar a dor, por vezes muito intensa. As compressas húmidas, a loção de calamina e banhos calmantes com aveia coloidal podem também ajudar no alívio dos sintomas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====A dor depois da Zona====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Nevralgia pós-herpética define-se como uma dor persistente (com duração superior a 120 dias após aparecimento da Zona) no local das bolhas, mesmo após o desaparecimento das lesões na pele. Estima-se que atinja 10 a 50% das pessoas com zona, sobretudo nos mais idosos, nas pessoas que apresentaram lesões mais extensas e mais graves na fase inicial e nos que tiveram atingimento ocular. Parece também haver um risco maior desta complicação nas mulheres. Pode persistir durante meses a anos, e em alguns casos a dor pode ser tao intensa que incapacita a pessoa. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O sintoma dominante é a dor, de carácter crónico tipo queimadura, formigueiro, ardor, picada, tiro, e/ou facada e por vezes tipo choque elétrico. Pode estar associada a outras alterações da sensibilidade da pele como hiperalgesia (sensação dolorosa exagerada a um estímulo doloroso), hipo/hiperestesia (diminuição/aumento da sensibilidade) e alodínia (dor provocada por um estímulo que habitualmente não provoca dor). Geralmente é unilateral e está limitada à região afetada pela Zona, diminuindo progressivamente com o tempo. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O tratamento passa pela utilização de anticonvulsivantes e antidepressivos tricíclicos, com os analgésicos numa segunda linha. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====A Zona pode ser transmitida a outras pessoas? ====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma reativação do vírus da [[Varicela|varicela]] que já provocou doença aguda no passado. O contacto com uma pessoa com Zona pode transmitir o vírus da [[Varicela|varicela]], que não provocará doença nas pessoas que já tiveram a [[Varicela|varicela]], mas que pode infetar quem nunca a teve.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A manifestação deste contágio é, então, a varicela e não a Zona.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O contágio é possível a partir do momento em que surgem as bolhas na pele e deixa de o ser quando se formam as crostas no seu lugar.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As pessoas afetadas pela Zona devem ter o cuidado de cobrir as lesões, e evitar tocar-lhes. Devem também lavar as mãos com regularidade.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Até que se atinja a fase de crosta das lesões, deve evitar-se o contacto com as seguintes pessoas: &lt;br /&gt;
* Grávidas que nunca tenham tido [[Varicela|varicela]] e que não estejam vacinadas contra a doença;&lt;br /&gt;
* Bebés prematuros ou com baixo peso ao nascer;&lt;br /&gt;
* Pessoas com sistema imunitário debilitado, como pessoas medicadas com imunossupressores ou quimioterapia, os recetores de transplantes de órgãos, e os doentes com SIDA.  &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Como posso prevenir a Zona e suas complicações?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Atualmente está disponível uma vacina (vacina anti-Zona) capaz de prevenir o aparecimento da doença e de atenuar as suas manifestações, caso esta surja. Esta é uma vacina que contém o vírus varicela-zoster (vírus vivo atenuado) para administração a partir dos 50 anos de idade. Também existe no mercado uma outra vacina, a vacina anti-varicela, que contém uma dose diferente do vírus varicela-zoster e que pode ser administrada em crianças a partir dos 12 meses de idade e cujo objetivo é prevenir a varicela e as suas complicações. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Apesar de alguma controvérsia sobre a eficácia da vacina e a sua duração ao longo do tempo, países como os EUA e o Reino Unido implementaram programas de vacinação anti-zona a partir dos 60 anos. A vacina anti-varicela é recomendada para todas as crianças nos EUA e em 5 países na Europa. Em Portugal não temos recomendações oficiais sobre a utilização generalizada destas vacinas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Conclusão: ===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Se tem ou suspeita ter Zona, consulte o seu médico! &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Um diagnóstico precoce desta doença, possibilita um tratamento mais atempado e diminui significativamente o risco de vir a sofrer complicações. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Referências recomendadas===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [http://www.cdc.gov/shingles/about/overview.html Centers for Disease Control and Prevention: Shingles (Herpes Zoster), 2016]&lt;br /&gt;
* [http://www.manuaismsd.pt/?id=212&amp;amp;cn=1795 George Gee Jackson, M.D. Manual MSD – Infeções Virais: Herpes Zoster]&lt;br /&gt;
* [http://www.psychiatrist.com/jcp/article/Pages/2015/v76n09/v76n0902.aspx Liao C-H, et al. High Prevalence of Herpes Zoster in Patients with Depression. The Journal of Clinical Psychiatry. 2015;76(9):e1099–e1104]&lt;br /&gt;
* [http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S1806-00132013000300012 Portella A, et al. Herpes-zóster e neuralgia pós-herpética. Revistar Dor. 2013; Rev. Dor vol.14 no.3]&lt;br /&gt;
* [http://www.eurosurveillance.org/ViewArticle.aspx?ArticleId=511 Pinot de Moira A, Nardone A. Varicella zoster virus vaccination policies and surveillance strategies in Europe. Euro Surveill. 2005;10(1):pii=511] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Whatsapp_metis.png|30px|link=https://api.whatsapp.com/send?text=Zona:+uma+infeção+vírica+depois+dos+50!+http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no Whatsapp]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;text-align: center; margin: auto; font-size: 90%; margin-top: -18px; margin-bottom: -20px;&amp;quot;&amp;gt; &lt;br /&gt;
[[Utilizador:Manuela_Araújo|Manuela Araújo]] &amp;amp;bull; [[Utilizador:Catarina_Macedo|Catarina Macedo]]  &amp;amp;bull; [[Utilizador:Mélina_Lopes|Mélina Lopes]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Doenças da pele‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Vírus‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Geriatria]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção secundária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!</id>
		<title>Zona: uma infeção vírica depois dos 50!</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!"/>
				<updated>2024-01-29T17:22:04Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Manuela Araújo, Catarina Macedo, Mélina Lopes&lt;br /&gt;
|Última atualização=2016/10/31&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Herpes Zoster; Varicela; Herpesvirus humano 3; Vacina&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=S70&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma infeção vírica que afeta a população de ambos os sexos sobretudo a partir dos 50 anos. Surge na pele e resulta da reativação do mesmo vírus que causa a varicela. Na maioria dos casos, a infeção inicia-se por um mal-estar geral, com sintomas semelhantes aos da gripe, até que surgem as bolhas num local específico da pele. Em geral, a doença é autolimitada e decorre sem complicações, desde que cumprido o tratamento de forma adequada. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
É fundamental procurar um médico assim que surjam os primeiros sintomas, para que o diagnóstico seja realizado corretamente, e para que se evitem ou tratem complicações como a nevralgia pós-herpética ou sequelas permanentes na visão causadas pela Zona que afeta os olhos.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
===O que é a Zona?===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[File: Zona_evolucao.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
A Zona, também conhecida por “Herpes Zoster”, é uma infeção vírica que surge na pele e que é causada pela reativação do mesmo vírus causador da [[Varicela|varicela]]. A infeção por [[Varicela|varicela]] é comum nas crianças e cura espontaneamente. Esta cura, porém, não corresponde à eliminação total do vírus do nosso corpo. Muitas vezes, ele fica “adormecido” e alojado em algumas células nervosas da espinal medula, podendo nunca se voltar a manifestar ou reativar-se mais tarde na vida sob a forma de Zona. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Quais os sinais e sintomas da Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Na maioria dos casos, poucos dias antes de surgir as lesões na pele, o individuo afetado sente dor, ardor ou apenas uma sensação de formigueiro ou de picadas numa área restrita da pele.  No entanto, muito raramente, algumas pessoas sofrem um mal-estar geral traduzido por:&lt;br /&gt;
[[File: Zona_sintomas.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
* Dores de cabeça,&lt;br /&gt;
* Calafrios, &lt;br /&gt;
* Febre, &lt;br /&gt;
* Diarreia,&lt;br /&gt;
* Náuseas, &lt;br /&gt;
* Dificuldade em urinar,&lt;br /&gt;
* Dores articulares. &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Após esta primeira fase surgem grupos de bolhas, cheias de líquido, rodeadas por uma pequena zona vermelha, que ocupam uma área limitada da pele, normalmente muito dolorosas. São estas bolhas que permitem estabelecer o diagnóstico. A localização mais comum é no tronco e, em geral, só de um lado, mas pode aparecer em todo o corpo. Esta área é muito sensível a qualquer estímulo, incluindo um ligeiro toque, como o contacto com a roupa ou com o lençol da cama, e pode mesmo surgir uma dor muito intensa, que para além de perturbar a qualidade do sono, poderá afetar o humor, o trabalho, a execução das tarefas diárias, e em alguns casos levar à depressão. Progressivamente, as bolhas vão-se transformando em crostas que vão cicatrizando lentamente ao longo de 7 a 10 dias. Estas bolhas podem complicar com uma infeção bacteriana (aparecimento de pús) ou com alterações da cor da pele (que podem nunca desaparecer). O quadro completo dura cerca de um mês. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Que áreas podem ser afetadas pela Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[File: Herpes zoster chest.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
A região mais comummente afetada é o tronco, mas rosto, olhos e outras partes do corpo também podem ser afetados. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Uma forma especial particularmente grave é a Zona oftálmica, que afeta o olho (ou ambos os olhos) e que pode provocar cegueira permanente, glaucoma (aumento da pressão intra-ocular) e uveíte. É uma urgência oftalmológica que obriga a iniciar imediatamente o tratamento para diminuir o risco de sequelas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Em quem poderá surgir a Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma doença que afeta igualmente homens e mulheres. Pode manifestar-se em qualquer idade mas é mais comum em pessoas acima dos 50 anos. Estima-se que uma em cada quatro pessoas seja afetada por esta doença ao longo da vida. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Fatores de risco para Zona====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* Idade superior a 50 anos;&lt;br /&gt;
* Doenças Linfoproliferativas (alguns tipos de cancro); &lt;br /&gt;
* Imunossupressão (por quimioterapia, pós transplante, “cortisona”);&lt;br /&gt;
* Trauma físico;&lt;br /&gt;
* Stress psicológico.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Que tratamentos existem?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Atualmente ainda não existe um tratamento capaz de eliminar o vírus do organismo. Os antivirais (medicamentos com efeito direto sobre o vírus da Varicela-Zoster) são prescritos para acelerar a cicatrização, aliviar a dor e diminuir o risco de aparecimento de complicações (nevralgia), e são mais eficazes se utilizados nos primeiros dias da infeção. Os analgésicos ajudam a controlar a dor, por vezes muito intensa. As compressas húmidas, a loção de calamina e banhos calmantes com aveia coloidal podem também ajudar no alívio dos sintomas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====A dor depois da Zona====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Nevralgia pós-herpética define-se como uma dor persistente (com duração superior a 120 dias após aparecimento da Zona) no local das bolhas, mesmo após o desaparecimento das lesões na pele. Estima-se que atinja 10 a 50% das pessoas com zona, sobretudo nos mais idosos, nas pessoas que apresentaram lesões mais extensas e mais graves na fase inicial e nos que tiveram atingimento ocular. Parece também haver um risco maior desta complicação nas mulheres. Pode persistir durante meses a anos, e em alguns casos a dor pode ser tao intensa que incapacita a pessoa. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O sintoma dominante é a dor, de carácter crónico tipo queimadura, formigueiro, ardor, picada, tiro, e/ou facada e por vezes tipo choque elétrico. Pode estar associada a outras alterações da sensibilidade da pele como hiperalgesia (sensação dolorosa exagerada a um estímulo doloroso), hipo/hiperestesia (diminuição/aumento da sensibilidade) e alodínia (dor provocada por um estímulo que habitualmente não provoca dor). Geralmente é unilateral e está limitada à região afetada pela Zona, diminuindo progressivamente com o tempo. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O tratamento passa pela utilização de anticonvulsivantes e antidepressivos tricíclicos, com os analgésicos numa segunda linha. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====A Zona pode ser transmitida a outras pessoas? ====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma reativação do vírus da [[Varicela|varicela]] que já provocou doença aguda no passado. O contacto com uma pessoa com Zona pode transmitir o vírus da [[Varicela|varicela]], que não provocará doença nas pessoas que já tiveram a [[Varicela|varicela]], mas que pode infetar quem nunca a teve.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A manifestação deste contágio é, então, a varicela e não a Zona.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O contágio é possível a partir do momento em que surgem as bolhas na pele e deixa de o ser quando se formam as crostas no seu lugar.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As pessoas afetadas pela Zona devem ter o cuidado de cobrir as lesões, e evitar tocar-lhes. Devem também lavar as mãos com regularidade.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Até que se atinja a fase de crosta das lesões, deve evitar-se o contacto com as seguintes pessoas: &lt;br /&gt;
* Grávidas que nunca tenham tido [[Varicela|varicela]] e que não estejam vacinadas contra a doença;&lt;br /&gt;
* Bebés prematuros ou com baixo peso ao nascer;&lt;br /&gt;
* Pessoas com sistema imunitário debilitado, como pessoas medicadas com imunossupressores ou quimioterapia, os recetores de transplantes de órgãos, e os doentes com SIDA.  &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Como posso prevenir a Zona e suas complicações?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Atualmente está disponível uma vacina (vacina anti-Zona) capaz de prevenir o aparecimento da doença e de atenuar as suas manifestações, caso esta surja. Esta é uma vacina que contém o vírus varicela-zoster (vírus vivo atenuado) para administração a partir dos 50 anos de idade. Também existe no mercado uma outra vacina, a vacina anti-varicela, que contém uma dose diferente do vírus varicela-zoster e que pode ser administrada em crianças a partir dos 12 meses de idade e cujo objetivo é prevenir a varicela e as suas complicações. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Apesar de alguma controvérsia sobre a eficácia da vacina e a sua duração ao longo do tempo, países como os EUA e o Reino Unido implementaram programas de vacinação anti-zona a partir dos 60 anos. A vacina anti-varicela é recomendada para todas as crianças nos EUA e em 5 países na Europa. Em Portugal não temos recomendações oficiais sobre a utilização generalizada destas vacinas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Conclusão: ===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Se tem ou suspeita ter Zona, consulte o seu médico! &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Um diagnóstico precoce desta doença, possibilita um tratamento mais atempado e diminui significativamente o risco de vir a sofrer complicações. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Referências recomendadas===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [http://www.cdc.gov/shingles/about/overview.html Centers for Disease Control and Prevention: Shingles (Herpes Zoster), 2016]&lt;br /&gt;
* [http://www.manuaismsd.pt/?id=212&amp;amp;cn=1795 George Gee Jackson, M.D. Manual MSD – Infeções Virais: Herpes Zoster]&lt;br /&gt;
* [http://www.psychiatrist.com/jcp/article/Pages/2015/v76n09/v76n0902.aspx Liao C-H, et al. High Prevalence of Herpes Zoster in Patients with Depression. The Journal of Clinical Psychiatry. 2015;76(9):e1099–e1104]&lt;br /&gt;
* [http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S1806-00132013000300012 Portella A, et al. Herpes-zóster e neuralgia pós-herpética. Revistar Dor. 2013; Rev. Dor vol.14 no.3]&lt;br /&gt;
* [http://www.eurosurveillance.org/ViewArticle.aspx?ArticleId=511 Pinot de Moira A, Nardone A. Varicella zoster virus vaccination policies and surveillance strategies in Europe. Euro Surveill. 2005;10(1):pii=511] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Whatsapp_metis.png|30px|link=https://api.whatsapp.com/send?text=Zona:+uma+infeção+vírica+depois+dos+50!+http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no Whatsapp]] {{NewWindow}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;text-align: center; margin: auto; font-size: 90%; margin-top: -18px; margin-bottom: -20px;&amp;quot;&amp;gt; &lt;br /&gt;
[[Utilizador:Manuela_Araújo|Manuela Araújo]] &amp;amp;bull; [[Utilizador:Catarina_Macedo|Catarina Macedo]]  &amp;amp;bull; [[Utilizador:Mélina_Lopes|Mélina Lopes]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Doenças da pele‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Vírus‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Geriatria]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção secundária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!</id>
		<title>Zona: uma infeção vírica depois dos 50!</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!"/>
				<updated>2024-01-29T17:20:14Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Manuela Araújo, Catarina Macedo, Mélina Lopes&lt;br /&gt;
|Última atualização=2016/10/31&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Herpes Zoster; Varicela; Herpesvirus humano 3; Vacina&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=S70&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma infeção vírica que afeta a população de ambos os sexos sobretudo a partir dos 50 anos. Surge na pele e resulta da reativação do mesmo vírus que causa a varicela. Na maioria dos casos, a infeção inicia-se por um mal-estar geral, com sintomas semelhantes aos da gripe, até que surgem as bolhas num local específico da pele. Em geral, a doença é autolimitada e decorre sem complicações, desde que cumprido o tratamento de forma adequada. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
É fundamental procurar um médico assim que surjam os primeiros sintomas, para que o diagnóstico seja realizado corretamente, e para que se evitem ou tratem complicações como a nevralgia pós-herpética ou sequelas permanentes na visão causadas pela Zona que afeta os olhos.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
===O que é a Zona?===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[File: Zona_evolucao.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
A Zona, também conhecida por “Herpes Zoster”, é uma infeção vírica que surge na pele e que é causada pela reativação do mesmo vírus causador da [[Varicela|varicela]]. A infeção por [[Varicela|varicela]] é comum nas crianças e cura espontaneamente. Esta cura, porém, não corresponde à eliminação total do vírus do nosso corpo. Muitas vezes, ele fica “adormecido” e alojado em algumas células nervosas da espinal medula, podendo nunca se voltar a manifestar ou reativar-se mais tarde na vida sob a forma de Zona. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Quais os sinais e sintomas da Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Na maioria dos casos, poucos dias antes de surgir as lesões na pele, o individuo afetado sente dor, ardor ou apenas uma sensação de formigueiro ou de picadas numa área restrita da pele.  No entanto, muito raramente, algumas pessoas sofrem um mal-estar geral traduzido por:&lt;br /&gt;
[[File: Zona_sintomas.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
* Dores de cabeça,&lt;br /&gt;
* Calafrios, &lt;br /&gt;
* Febre, &lt;br /&gt;
* Diarreia,&lt;br /&gt;
* Náuseas, &lt;br /&gt;
* Dificuldade em urinar,&lt;br /&gt;
* Dores articulares. &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Após esta primeira fase surgem grupos de bolhas, cheias de líquido, rodeadas por uma pequena zona vermelha, que ocupam uma área limitada da pele, normalmente muito dolorosas. São estas bolhas que permitem estabelecer o diagnóstico. A localização mais comum é no tronco e, em geral, só de um lado, mas pode aparecer em todo o corpo. Esta área é muito sensível a qualquer estímulo, incluindo um ligeiro toque, como o contacto com a roupa ou com o lençol da cama, e pode mesmo surgir uma dor muito intensa, que para além de perturbar a qualidade do sono, poderá afetar o humor, o trabalho, a execução das tarefas diárias, e em alguns casos levar à depressão. Progressivamente, as bolhas vão-se transformando em crostas que vão cicatrizando lentamente ao longo de 7 a 10 dias. Estas bolhas podem complicar com uma infeção bacteriana (aparecimento de pús) ou com alterações da cor da pele (que podem nunca desaparecer). O quadro completo dura cerca de um mês. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Que áreas podem ser afetadas pela Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[File: Herpes zoster chest.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
A região mais comummente afetada é o tronco, mas rosto, olhos e outras partes do corpo também podem ser afetados. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Uma forma especial particularmente grave é a Zona oftálmica, que afeta o olho (ou ambos os olhos) e que pode provocar cegueira permanente, glaucoma (aumento da pressão intra-ocular) e uveíte. É uma urgência oftalmológica que obriga a iniciar imediatamente o tratamento para diminuir o risco de sequelas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Em quem poderá surgir a Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma doença que afeta igualmente homens e mulheres. Pode manifestar-se em qualquer idade mas é mais comum em pessoas acima dos 50 anos. Estima-se que uma em cada quatro pessoas seja afetada por esta doença ao longo da vida. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Fatores de risco para Zona====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* Idade superior a 50 anos;&lt;br /&gt;
* Doenças Linfoproliferativas (alguns tipos de cancro); &lt;br /&gt;
* Imunossupressão (por quimioterapia, pós transplante, “cortisona”);&lt;br /&gt;
* Trauma físico;&lt;br /&gt;
* Stress psicológico.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Que tratamentos existem?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Atualmente ainda não existe um tratamento capaz de eliminar o vírus do organismo. Os antivirais (medicamentos com efeito direto sobre o vírus da Varicela-Zoster) são prescritos para acelerar a cicatrização, aliviar a dor e diminuir o risco de aparecimento de complicações (nevralgia), e são mais eficazes se utilizados nos primeiros dias da infeção. Os analgésicos ajudam a controlar a dor, por vezes muito intensa. As compressas húmidas, a loção de calamina e banhos calmantes com aveia coloidal podem também ajudar no alívio dos sintomas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====A dor depois da Zona====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Nevralgia pós-herpética define-se como uma dor persistente (com duração superior a 120 dias após aparecimento da Zona) no local das bolhas, mesmo após o desaparecimento das lesões na pele. Estima-se que atinja 10 a 50% das pessoas com zona, sobretudo nos mais idosos, nas pessoas que apresentaram lesões mais extensas e mais graves na fase inicial e nos que tiveram atingimento ocular. Parece também haver um risco maior desta complicação nas mulheres. Pode persistir durante meses a anos, e em alguns casos a dor pode ser tao intensa que incapacita a pessoa. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O sintoma dominante é a dor, de carácter crónico tipo queimadura, formigueiro, ardor, picada, tiro, e/ou facada e por vezes tipo choque elétrico. Pode estar associada a outras alterações da sensibilidade da pele como hiperalgesia (sensação dolorosa exagerada a um estímulo doloroso), hipo/hiperestesia (diminuição/aumento da sensibilidade) e alodínia (dor provocada por um estímulo que habitualmente não provoca dor). Geralmente é unilateral e está limitada à região afetada pela Zona, diminuindo progressivamente com o tempo. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O tratamento passa pela utilização de anticonvulsivantes e antidepressivos tricíclicos, com os analgésicos numa segunda linha. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====A Zona pode ser transmitida a outras pessoas? ====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma reativação do vírus da [[Varicela|varicela]] que já provocou doença aguda no passado. O contacto com uma pessoa com Zona pode transmitir o vírus da [[Varicela|varicela]], que não provocará doença nas pessoas que já tiveram a [[Varicela|varicela]], mas que pode infetar quem nunca a teve.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A manifestação deste contágio é, então, a varicela e não a Zona.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O contágio é possível a partir do momento em que surgem as bolhas na pele e deixa de o ser quando se formam as crostas no seu lugar.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As pessoas afetadas pela Zona devem ter o cuidado de cobrir as lesões, e evitar tocar-lhes. Devem também lavar as mãos com regularidade.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Até que se atinja a fase de crosta das lesões, deve evitar-se o contacto com as seguintes pessoas: &lt;br /&gt;
* Grávidas que nunca tenham tido [[Varicela|varicela]] e que não estejam vacinadas contra a doença;&lt;br /&gt;
* Bebés prematuros ou com baixo peso ao nascer;&lt;br /&gt;
* Pessoas com sistema imunitário debilitado, como pessoas medicadas com imunossupressores ou quimioterapia, os recetores de transplantes de órgãos, e os doentes com SIDA.  &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Como posso prevenir a Zona e suas complicações?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Atualmente está disponível uma vacina (vacina anti-Zona) capaz de prevenir o aparecimento da doença e de atenuar as suas manifestações, caso esta surja. Esta é uma vacina que contém o vírus varicela-zoster (vírus vivo atenuado) para administração a partir dos 50 anos de idade. Também existe no mercado uma outra vacina, a vacina anti-varicela, que contém uma dose diferente do vírus varicela-zoster e que pode ser administrada em crianças a partir dos 12 meses de idade e cujo objetivo é prevenir a varicela e as suas complicações. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Apesar de alguma controvérsia sobre a eficácia da vacina e a sua duração ao longo do tempo, países como os EUA e o Reino Unido implementaram programas de vacinação anti-zona a partir dos 60 anos. A vacina anti-varicela é recomendada para todas as crianças nos EUA e em 5 países na Europa. Em Portugal não temos recomendações oficiais sobre a utilização generalizada destas vacinas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Conclusão: ===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Se tem ou suspeita ter Zona, consulte o seu médico! &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Um diagnóstico precoce desta doença, possibilita um tratamento mais atempado e diminui significativamente o risco de vir a sofrer complicações. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Referências recomendadas===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [http://www.cdc.gov/shingles/about/overview.html Centers for Disease Control and Prevention: Shingles (Herpes Zoster), 2016]&lt;br /&gt;
* [http://www.manuaismsd.pt/?id=212&amp;amp;cn=1795 George Gee Jackson, M.D. Manual MSD – Infeções Virais: Herpes Zoster]&lt;br /&gt;
* [http://www.psychiatrist.com/jcp/article/Pages/2015/v76n09/v76n0902.aspx Liao C-H, et al. High Prevalence of Herpes Zoster in Patients with Depression. The Journal of Clinical Psychiatry. 2015;76(9):e1099–e1104]&lt;br /&gt;
* [http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S1806-00132013000300012 Portella A, et al. Herpes-zóster e neuralgia pós-herpética. Revistar Dor. 2013; Rev. Dor vol.14 no.3]&lt;br /&gt;
* [http://www.eurosurveillance.org/ViewArticle.aspx?ArticleId=511 Pinot de Moira A, Nardone A. Varicella zoster virus vaccination policies and surveillance strategies in Europe. Euro Surveill. 2005;10(1):pii=511] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Whatsapp_metis.png|30px|link=https://api.whatsapp.com/send?text=Zona:+uma+infeção+vírica+depois+dos+50!+http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50! target=&amp;quot;_blank&amp;quot;|alt=Alt text|Partilha no Whatsapp]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;text-align: center; margin: auto; font-size: 90%; margin-top: -18px; margin-bottom: -20px;&amp;quot;&amp;gt; &lt;br /&gt;
[[Utilizador:Manuela_Araújo|Manuela Araújo]] &amp;amp;bull; [[Utilizador:Catarina_Macedo|Catarina Macedo]]  &amp;amp;bull; [[Utilizador:Mélina_Lopes|Mélina Lopes]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Doenças da pele‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Vírus‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Geriatria]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção secundária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!</id>
		<title>Zona: uma infeção vírica depois dos 50!</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!"/>
				<updated>2024-01-29T17:17:23Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Manuela Araújo, Catarina Macedo, Mélina Lopes&lt;br /&gt;
|Última atualização=2016/10/31&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Herpes Zoster; Varicela; Herpesvirus humano 3; Vacina&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=S70&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma infeção vírica que afeta a população de ambos os sexos sobretudo a partir dos 50 anos. Surge na pele e resulta da reativação do mesmo vírus que causa a varicela. Na maioria dos casos, a infeção inicia-se por um mal-estar geral, com sintomas semelhantes aos da gripe, até que surgem as bolhas num local específico da pele. Em geral, a doença é autolimitada e decorre sem complicações, desde que cumprido o tratamento de forma adequada. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
É fundamental procurar um médico assim que surjam os primeiros sintomas, para que o diagnóstico seja realizado corretamente, e para que se evitem ou tratem complicações como a nevralgia pós-herpética ou sequelas permanentes na visão causadas pela Zona que afeta os olhos.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
===O que é a Zona?===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[File: Zona_evolucao.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
A Zona, também conhecida por “Herpes Zoster”, é uma infeção vírica que surge na pele e que é causada pela reativação do mesmo vírus causador da [[Varicela|varicela]]. A infeção por [[Varicela|varicela]] é comum nas crianças e cura espontaneamente. Esta cura, porém, não corresponde à eliminação total do vírus do nosso corpo. Muitas vezes, ele fica “adormecido” e alojado em algumas células nervosas da espinal medula, podendo nunca se voltar a manifestar ou reativar-se mais tarde na vida sob a forma de Zona. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Quais os sinais e sintomas da Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Na maioria dos casos, poucos dias antes de surgir as lesões na pele, o individuo afetado sente dor, ardor ou apenas uma sensação de formigueiro ou de picadas numa área restrita da pele.  No entanto, muito raramente, algumas pessoas sofrem um mal-estar geral traduzido por:&lt;br /&gt;
[[File: Zona_sintomas.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
* Dores de cabeça,&lt;br /&gt;
* Calafrios, &lt;br /&gt;
* Febre, &lt;br /&gt;
* Diarreia,&lt;br /&gt;
* Náuseas, &lt;br /&gt;
* Dificuldade em urinar,&lt;br /&gt;
* Dores articulares. &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Após esta primeira fase surgem grupos de bolhas, cheias de líquido, rodeadas por uma pequena zona vermelha, que ocupam uma área limitada da pele, normalmente muito dolorosas. São estas bolhas que permitem estabelecer o diagnóstico. A localização mais comum é no tronco e, em geral, só de um lado, mas pode aparecer em todo o corpo. Esta área é muito sensível a qualquer estímulo, incluindo um ligeiro toque, como o contacto com a roupa ou com o lençol da cama, e pode mesmo surgir uma dor muito intensa, que para além de perturbar a qualidade do sono, poderá afetar o humor, o trabalho, a execução das tarefas diárias, e em alguns casos levar à depressão. Progressivamente, as bolhas vão-se transformando em crostas que vão cicatrizando lentamente ao longo de 7 a 10 dias. Estas bolhas podem complicar com uma infeção bacteriana (aparecimento de pús) ou com alterações da cor da pele (que podem nunca desaparecer). O quadro completo dura cerca de um mês. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Que áreas podem ser afetadas pela Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[File: Herpes zoster chest.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
A região mais comummente afetada é o tronco, mas rosto, olhos e outras partes do corpo também podem ser afetados. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Uma forma especial particularmente grave é a Zona oftálmica, que afeta o olho (ou ambos os olhos) e que pode provocar cegueira permanente, glaucoma (aumento da pressão intra-ocular) e uveíte. É uma urgência oftalmológica que obriga a iniciar imediatamente o tratamento para diminuir o risco de sequelas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Em quem poderá surgir a Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma doença que afeta igualmente homens e mulheres. Pode manifestar-se em qualquer idade mas é mais comum em pessoas acima dos 50 anos. Estima-se que uma em cada quatro pessoas seja afetada por esta doença ao longo da vida. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Fatores de risco para Zona====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* Idade superior a 50 anos;&lt;br /&gt;
* Doenças Linfoproliferativas (alguns tipos de cancro); &lt;br /&gt;
* Imunossupressão (por quimioterapia, pós transplante, “cortisona”);&lt;br /&gt;
* Trauma físico;&lt;br /&gt;
* Stress psicológico.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Que tratamentos existem?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Atualmente ainda não existe um tratamento capaz de eliminar o vírus do organismo. Os antivirais (medicamentos com efeito direto sobre o vírus da Varicela-Zoster) são prescritos para acelerar a cicatrização, aliviar a dor e diminuir o risco de aparecimento de complicações (nevralgia), e são mais eficazes se utilizados nos primeiros dias da infeção. Os analgésicos ajudam a controlar a dor, por vezes muito intensa. As compressas húmidas, a loção de calamina e banhos calmantes com aveia coloidal podem também ajudar no alívio dos sintomas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====A dor depois da Zona====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Nevralgia pós-herpética define-se como uma dor persistente (com duração superior a 120 dias após aparecimento da Zona) no local das bolhas, mesmo após o desaparecimento das lesões na pele. Estima-se que atinja 10 a 50% das pessoas com zona, sobretudo nos mais idosos, nas pessoas que apresentaram lesões mais extensas e mais graves na fase inicial e nos que tiveram atingimento ocular. Parece também haver um risco maior desta complicação nas mulheres. Pode persistir durante meses a anos, e em alguns casos a dor pode ser tao intensa que incapacita a pessoa. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O sintoma dominante é a dor, de carácter crónico tipo queimadura, formigueiro, ardor, picada, tiro, e/ou facada e por vezes tipo choque elétrico. Pode estar associada a outras alterações da sensibilidade da pele como hiperalgesia (sensação dolorosa exagerada a um estímulo doloroso), hipo/hiperestesia (diminuição/aumento da sensibilidade) e alodínia (dor provocada por um estímulo que habitualmente não provoca dor). Geralmente é unilateral e está limitada à região afetada pela Zona, diminuindo progressivamente com o tempo. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O tratamento passa pela utilização de anticonvulsivantes e antidepressivos tricíclicos, com os analgésicos numa segunda linha. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====A Zona pode ser transmitida a outras pessoas? ====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma reativação do vírus da [[Varicela|varicela]] que já provocou doença aguda no passado. O contacto com uma pessoa com Zona pode transmitir o vírus da [[Varicela|varicela]], que não provocará doença nas pessoas que já tiveram a [[Varicela|varicela]], mas que pode infetar quem nunca a teve.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A manifestação deste contágio é, então, a varicela e não a Zona.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O contágio é possível a partir do momento em que surgem as bolhas na pele e deixa de o ser quando se formam as crostas no seu lugar.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As pessoas afetadas pela Zona devem ter o cuidado de cobrir as lesões, e evitar tocar-lhes. Devem também lavar as mãos com regularidade.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Até que se atinja a fase de crosta das lesões, deve evitar-se o contacto com as seguintes pessoas: &lt;br /&gt;
* Grávidas que nunca tenham tido [[Varicela|varicela]] e que não estejam vacinadas contra a doença;&lt;br /&gt;
* Bebés prematuros ou com baixo peso ao nascer;&lt;br /&gt;
* Pessoas com sistema imunitário debilitado, como pessoas medicadas com imunossupressores ou quimioterapia, os recetores de transplantes de órgãos, e os doentes com SIDA.  &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Como posso prevenir a Zona e suas complicações?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Atualmente está disponível uma vacina (vacina anti-Zona) capaz de prevenir o aparecimento da doença e de atenuar as suas manifestações, caso esta surja. Esta é uma vacina que contém o vírus varicela-zoster (vírus vivo atenuado) para administração a partir dos 50 anos de idade. Também existe no mercado uma outra vacina, a vacina anti-varicela, que contém uma dose diferente do vírus varicela-zoster e que pode ser administrada em crianças a partir dos 12 meses de idade e cujo objetivo é prevenir a varicela e as suas complicações. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Apesar de alguma controvérsia sobre a eficácia da vacina e a sua duração ao longo do tempo, países como os EUA e o Reino Unido implementaram programas de vacinação anti-zona a partir dos 60 anos. A vacina anti-varicela é recomendada para todas as crianças nos EUA e em 5 países na Europa. Em Portugal não temos recomendações oficiais sobre a utilização generalizada destas vacinas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Conclusão: ===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Se tem ou suspeita ter Zona, consulte o seu médico! &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Um diagnóstico precoce desta doença, possibilita um tratamento mais atempado e diminui significativamente o risco de vir a sofrer complicações. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Referências recomendadas===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [http://www.cdc.gov/shingles/about/overview.html Centers for Disease Control and Prevention: Shingles (Herpes Zoster), 2016]&lt;br /&gt;
* [http://www.manuaismsd.pt/?id=212&amp;amp;cn=1795 George Gee Jackson, M.D. Manual MSD – Infeções Virais: Herpes Zoster]&lt;br /&gt;
* [http://www.psychiatrist.com/jcp/article/Pages/2015/v76n09/v76n0902.aspx Liao C-H, et al. High Prevalence of Herpes Zoster in Patients with Depression. The Journal of Clinical Psychiatry. 2015;76(9):e1099–e1104]&lt;br /&gt;
* [http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S1806-00132013000300012 Portella A, et al. Herpes-zóster e neuralgia pós-herpética. Revistar Dor. 2013; Rev. Dor vol.14 no.3]&lt;br /&gt;
* [http://www.eurosurveillance.org/ViewArticle.aspx?ArticleId=511 Pinot de Moira A, Nardone A. Varicella zoster virus vaccination policies and surveillance strategies in Europe. Euro Surveill. 2005;10(1):pii=511] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Whatsapp_metis.png|30px|link=https://api.whatsapp.com/send?text=Zona:+uma+infeção+vírica+depois+dos+50!+http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!?target=&amp;quot;_blank&amp;quot;|alt=Alt text|Partilha no Whatsapp]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;text-align: center; margin: auto; font-size: 90%; margin-top: -18px; margin-bottom: -20px;&amp;quot;&amp;gt; &lt;br /&gt;
[[Utilizador:Manuela_Araújo|Manuela Araújo]] &amp;amp;bull; [[Utilizador:Catarina_Macedo|Catarina Macedo]]  &amp;amp;bull; [[Utilizador:Mélina_Lopes|Mélina Lopes]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Doenças da pele‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Vírus‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Geriatria]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção secundária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!</id>
		<title>Zona: uma infeção vírica depois dos 50!</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!"/>
				<updated>2024-01-29T16:54:12Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Manuela Araújo, Catarina Macedo, Mélina Lopes&lt;br /&gt;
|Última atualização=2016/10/31&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Herpes Zoster; Varicela; Herpesvirus humano 3; Vacina&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=S70&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma infeção vírica que afeta a população de ambos os sexos sobretudo a partir dos 50 anos. Surge na pele e resulta da reativação do mesmo vírus que causa a varicela. Na maioria dos casos, a infeção inicia-se por um mal-estar geral, com sintomas semelhantes aos da gripe, até que surgem as bolhas num local específico da pele. Em geral, a doença é autolimitada e decorre sem complicações, desde que cumprido o tratamento de forma adequada. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
É fundamental procurar um médico assim que surjam os primeiros sintomas, para que o diagnóstico seja realizado corretamente, e para que se evitem ou tratem complicações como a nevralgia pós-herpética ou sequelas permanentes na visão causadas pela Zona que afeta os olhos.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
===O que é a Zona?===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[File: Zona_evolucao.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
A Zona, também conhecida por “Herpes Zoster”, é uma infeção vírica que surge na pele e que é causada pela reativação do mesmo vírus causador da [[Varicela|varicela]]. A infeção por [[Varicela|varicela]] é comum nas crianças e cura espontaneamente. Esta cura, porém, não corresponde à eliminação total do vírus do nosso corpo. Muitas vezes, ele fica “adormecido” e alojado em algumas células nervosas da espinal medula, podendo nunca se voltar a manifestar ou reativar-se mais tarde na vida sob a forma de Zona. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Quais os sinais e sintomas da Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Na maioria dos casos, poucos dias antes de surgir as lesões na pele, o individuo afetado sente dor, ardor ou apenas uma sensação de formigueiro ou de picadas numa área restrita da pele.  No entanto, muito raramente, algumas pessoas sofrem um mal-estar geral traduzido por:&lt;br /&gt;
[[File: Zona_sintomas.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
* Dores de cabeça,&lt;br /&gt;
* Calafrios, &lt;br /&gt;
* Febre, &lt;br /&gt;
* Diarreia,&lt;br /&gt;
* Náuseas, &lt;br /&gt;
* Dificuldade em urinar,&lt;br /&gt;
* Dores articulares. &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Após esta primeira fase surgem grupos de bolhas, cheias de líquido, rodeadas por uma pequena zona vermelha, que ocupam uma área limitada da pele, normalmente muito dolorosas. São estas bolhas que permitem estabelecer o diagnóstico. A localização mais comum é no tronco e, em geral, só de um lado, mas pode aparecer em todo o corpo. Esta área é muito sensível a qualquer estímulo, incluindo um ligeiro toque, como o contacto com a roupa ou com o lençol da cama, e pode mesmo surgir uma dor muito intensa, que para além de perturbar a qualidade do sono, poderá afetar o humor, o trabalho, a execução das tarefas diárias, e em alguns casos levar à depressão. Progressivamente, as bolhas vão-se transformando em crostas que vão cicatrizando lentamente ao longo de 7 a 10 dias. Estas bolhas podem complicar com uma infeção bacteriana (aparecimento de pús) ou com alterações da cor da pele (que podem nunca desaparecer). O quadro completo dura cerca de um mês. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Que áreas podem ser afetadas pela Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[File: Herpes zoster chest.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
A região mais comummente afetada é o tronco, mas rosto, olhos e outras partes do corpo também podem ser afetados. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Uma forma especial particularmente grave é a Zona oftálmica, que afeta o olho (ou ambos os olhos) e que pode provocar cegueira permanente, glaucoma (aumento da pressão intra-ocular) e uveíte. É uma urgência oftalmológica que obriga a iniciar imediatamente o tratamento para diminuir o risco de sequelas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Em quem poderá surgir a Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma doença que afeta igualmente homens e mulheres. Pode manifestar-se em qualquer idade mas é mais comum em pessoas acima dos 50 anos. Estima-se que uma em cada quatro pessoas seja afetada por esta doença ao longo da vida. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Fatores de risco para Zona====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* Idade superior a 50 anos;&lt;br /&gt;
* Doenças Linfoproliferativas (alguns tipos de cancro); &lt;br /&gt;
* Imunossupressão (por quimioterapia, pós transplante, “cortisona”);&lt;br /&gt;
* Trauma físico;&lt;br /&gt;
* Stress psicológico.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Que tratamentos existem?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Atualmente ainda não existe um tratamento capaz de eliminar o vírus do organismo. Os antivirais (medicamentos com efeito direto sobre o vírus da Varicela-Zoster) são prescritos para acelerar a cicatrização, aliviar a dor e diminuir o risco de aparecimento de complicações (nevralgia), e são mais eficazes se utilizados nos primeiros dias da infeção. Os analgésicos ajudam a controlar a dor, por vezes muito intensa. As compressas húmidas, a loção de calamina e banhos calmantes com aveia coloidal podem também ajudar no alívio dos sintomas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====A dor depois da Zona====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Nevralgia pós-herpética define-se como uma dor persistente (com duração superior a 120 dias após aparecimento da Zona) no local das bolhas, mesmo após o desaparecimento das lesões na pele. Estima-se que atinja 10 a 50% das pessoas com zona, sobretudo nos mais idosos, nas pessoas que apresentaram lesões mais extensas e mais graves na fase inicial e nos que tiveram atingimento ocular. Parece também haver um risco maior desta complicação nas mulheres. Pode persistir durante meses a anos, e em alguns casos a dor pode ser tao intensa que incapacita a pessoa. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O sintoma dominante é a dor, de carácter crónico tipo queimadura, formigueiro, ardor, picada, tiro, e/ou facada e por vezes tipo choque elétrico. Pode estar associada a outras alterações da sensibilidade da pele como hiperalgesia (sensação dolorosa exagerada a um estímulo doloroso), hipo/hiperestesia (diminuição/aumento da sensibilidade) e alodínia (dor provocada por um estímulo que habitualmente não provoca dor). Geralmente é unilateral e está limitada à região afetada pela Zona, diminuindo progressivamente com o tempo. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O tratamento passa pela utilização de anticonvulsivantes e antidepressivos tricíclicos, com os analgésicos numa segunda linha. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====A Zona pode ser transmitida a outras pessoas? ====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma reativação do vírus da [[Varicela|varicela]] que já provocou doença aguda no passado. O contacto com uma pessoa com Zona pode transmitir o vírus da [[Varicela|varicela]], que não provocará doença nas pessoas que já tiveram a [[Varicela|varicela]], mas que pode infetar quem nunca a teve.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A manifestação deste contágio é, então, a varicela e não a Zona.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O contágio é possível a partir do momento em que surgem as bolhas na pele e deixa de o ser quando se formam as crostas no seu lugar.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As pessoas afetadas pela Zona devem ter o cuidado de cobrir as lesões, e evitar tocar-lhes. Devem também lavar as mãos com regularidade.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Até que se atinja a fase de crosta das lesões, deve evitar-se o contacto com as seguintes pessoas: &lt;br /&gt;
* Grávidas que nunca tenham tido [[Varicela|varicela]] e que não estejam vacinadas contra a doença;&lt;br /&gt;
* Bebés prematuros ou com baixo peso ao nascer;&lt;br /&gt;
* Pessoas com sistema imunitário debilitado, como pessoas medicadas com imunossupressores ou quimioterapia, os recetores de transplantes de órgãos, e os doentes com SIDA.  &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Como posso prevenir a Zona e suas complicações?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Atualmente está disponível uma vacina (vacina anti-Zona) capaz de prevenir o aparecimento da doença e de atenuar as suas manifestações, caso esta surja. Esta é uma vacina que contém o vírus varicela-zoster (vírus vivo atenuado) para administração a partir dos 50 anos de idade. Também existe no mercado uma outra vacina, a vacina anti-varicela, que contém uma dose diferente do vírus varicela-zoster e que pode ser administrada em crianças a partir dos 12 meses de idade e cujo objetivo é prevenir a varicela e as suas complicações. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Apesar de alguma controvérsia sobre a eficácia da vacina e a sua duração ao longo do tempo, países como os EUA e o Reino Unido implementaram programas de vacinação anti-zona a partir dos 60 anos. A vacina anti-varicela é recomendada para todas as crianças nos EUA e em 5 países na Europa. Em Portugal não temos recomendações oficiais sobre a utilização generalizada destas vacinas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Conclusão: ===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Se tem ou suspeita ter Zona, consulte o seu médico! &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Um diagnóstico precoce desta doença, possibilita um tratamento mais atempado e diminui significativamente o risco de vir a sofrer complicações. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Referências recomendadas===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [http://www.cdc.gov/shingles/about/overview.html Centers for Disease Control and Prevention: Shingles (Herpes Zoster), 2016]&lt;br /&gt;
* [http://www.manuaismsd.pt/?id=212&amp;amp;cn=1795 George Gee Jackson, M.D. Manual MSD – Infeções Virais: Herpes Zoster]&lt;br /&gt;
* [http://www.psychiatrist.com/jcp/article/Pages/2015/v76n09/v76n0902.aspx Liao C-H, et al. High Prevalence of Herpes Zoster in Patients with Depression. The Journal of Clinical Psychiatry. 2015;76(9):e1099–e1104]&lt;br /&gt;
* [http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S1806-00132013000300012 Portella A, et al. Herpes-zóster e neuralgia pós-herpética. Revistar Dor. 2013; Rev. Dor vol.14 no.3]&lt;br /&gt;
* [http://www.eurosurveillance.org/ViewArticle.aspx?ArticleId=511 Pinot de Moira A, Nardone A. Varicella zoster virus vaccination policies and surveillance strategies in Europe. Euro Surveill. 2005;10(1):pii=511] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Whatsapp_metis.png|30px|link=https://api.whatsapp.com/send?text=Zona:+uma+infeção+vírica+depois+dos+50!+http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!|target=&amp;quot;_blank&amp;quot;|alt=Alt text|Partilha no Whatsapp]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;text-align: center; margin: auto; font-size: 90%; margin-top: -18px; margin-bottom: -20px;&amp;quot;&amp;gt; &lt;br /&gt;
[[Utilizador:Manuela_Araújo|Manuela Araújo]] &amp;amp;bull; [[Utilizador:Catarina_Macedo|Catarina Macedo]]  &amp;amp;bull; [[Utilizador:Mélina_Lopes|Mélina Lopes]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Doenças da pele‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Vírus‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Geriatria]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção secundária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!</id>
		<title>Zona: uma infeção vírica depois dos 50!</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!"/>
				<updated>2024-01-29T16:53:30Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Manuela Araújo, Catarina Macedo, Mélina Lopes&lt;br /&gt;
|Última atualização=2016/10/31&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Herpes Zoster; Varicela; Herpesvirus humano 3; Vacina&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=S70&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma infeção vírica que afeta a população de ambos os sexos sobretudo a partir dos 50 anos. Surge na pele e resulta da reativação do mesmo vírus que causa a varicela. Na maioria dos casos, a infeção inicia-se por um mal-estar geral, com sintomas semelhantes aos da gripe, até que surgem as bolhas num local específico da pele. Em geral, a doença é autolimitada e decorre sem complicações, desde que cumprido o tratamento de forma adequada. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
É fundamental procurar um médico assim que surjam os primeiros sintomas, para que o diagnóstico seja realizado corretamente, e para que se evitem ou tratem complicações como a nevralgia pós-herpética ou sequelas permanentes na visão causadas pela Zona que afeta os olhos.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
===O que é a Zona?===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[File: Zona_evolucao.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
A Zona, também conhecida por “Herpes Zoster”, é uma infeção vírica que surge na pele e que é causada pela reativação do mesmo vírus causador da [[Varicela|varicela]]. A infeção por [[Varicela|varicela]] é comum nas crianças e cura espontaneamente. Esta cura, porém, não corresponde à eliminação total do vírus do nosso corpo. Muitas vezes, ele fica “adormecido” e alojado em algumas células nervosas da espinal medula, podendo nunca se voltar a manifestar ou reativar-se mais tarde na vida sob a forma de Zona. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Quais os sinais e sintomas da Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Na maioria dos casos, poucos dias antes de surgir as lesões na pele, o individuo afetado sente dor, ardor ou apenas uma sensação de formigueiro ou de picadas numa área restrita da pele.  No entanto, muito raramente, algumas pessoas sofrem um mal-estar geral traduzido por:&lt;br /&gt;
[[File: Zona_sintomas.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
* Dores de cabeça,&lt;br /&gt;
* Calafrios, &lt;br /&gt;
* Febre, &lt;br /&gt;
* Diarreia,&lt;br /&gt;
* Náuseas, &lt;br /&gt;
* Dificuldade em urinar,&lt;br /&gt;
* Dores articulares. &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Após esta primeira fase surgem grupos de bolhas, cheias de líquido, rodeadas por uma pequena zona vermelha, que ocupam uma área limitada da pele, normalmente muito dolorosas. São estas bolhas que permitem estabelecer o diagnóstico. A localização mais comum é no tronco e, em geral, só de um lado, mas pode aparecer em todo o corpo. Esta área é muito sensível a qualquer estímulo, incluindo um ligeiro toque, como o contacto com a roupa ou com o lençol da cama, e pode mesmo surgir uma dor muito intensa, que para além de perturbar a qualidade do sono, poderá afetar o humor, o trabalho, a execução das tarefas diárias, e em alguns casos levar à depressão. Progressivamente, as bolhas vão-se transformando em crostas que vão cicatrizando lentamente ao longo de 7 a 10 dias. Estas bolhas podem complicar com uma infeção bacteriana (aparecimento de pús) ou com alterações da cor da pele (que podem nunca desaparecer). O quadro completo dura cerca de um mês. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Que áreas podem ser afetadas pela Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[File: Herpes zoster chest.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
A região mais comummente afetada é o tronco, mas rosto, olhos e outras partes do corpo também podem ser afetados. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Uma forma especial particularmente grave é a Zona oftálmica, que afeta o olho (ou ambos os olhos) e que pode provocar cegueira permanente, glaucoma (aumento da pressão intra-ocular) e uveíte. É uma urgência oftalmológica que obriga a iniciar imediatamente o tratamento para diminuir o risco de sequelas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Em quem poderá surgir a Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma doença que afeta igualmente homens e mulheres. Pode manifestar-se em qualquer idade mas é mais comum em pessoas acima dos 50 anos. Estima-se que uma em cada quatro pessoas seja afetada por esta doença ao longo da vida. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Fatores de risco para Zona====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* Idade superior a 50 anos;&lt;br /&gt;
* Doenças Linfoproliferativas (alguns tipos de cancro); &lt;br /&gt;
* Imunossupressão (por quimioterapia, pós transplante, “cortisona”);&lt;br /&gt;
* Trauma físico;&lt;br /&gt;
* Stress psicológico.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Que tratamentos existem?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Atualmente ainda não existe um tratamento capaz de eliminar o vírus do organismo. Os antivirais (medicamentos com efeito direto sobre o vírus da Varicela-Zoster) são prescritos para acelerar a cicatrização, aliviar a dor e diminuir o risco de aparecimento de complicações (nevralgia), e são mais eficazes se utilizados nos primeiros dias da infeção. Os analgésicos ajudam a controlar a dor, por vezes muito intensa. As compressas húmidas, a loção de calamina e banhos calmantes com aveia coloidal podem também ajudar no alívio dos sintomas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====A dor depois da Zona====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Nevralgia pós-herpética define-se como uma dor persistente (com duração superior a 120 dias após aparecimento da Zona) no local das bolhas, mesmo após o desaparecimento das lesões na pele. Estima-se que atinja 10 a 50% das pessoas com zona, sobretudo nos mais idosos, nas pessoas que apresentaram lesões mais extensas e mais graves na fase inicial e nos que tiveram atingimento ocular. Parece também haver um risco maior desta complicação nas mulheres. Pode persistir durante meses a anos, e em alguns casos a dor pode ser tao intensa que incapacita a pessoa. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O sintoma dominante é a dor, de carácter crónico tipo queimadura, formigueiro, ardor, picada, tiro, e/ou facada e por vezes tipo choque elétrico. Pode estar associada a outras alterações da sensibilidade da pele como hiperalgesia (sensação dolorosa exagerada a um estímulo doloroso), hipo/hiperestesia (diminuição/aumento da sensibilidade) e alodínia (dor provocada por um estímulo que habitualmente não provoca dor). Geralmente é unilateral e está limitada à região afetada pela Zona, diminuindo progressivamente com o tempo. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O tratamento passa pela utilização de anticonvulsivantes e antidepressivos tricíclicos, com os analgésicos numa segunda linha. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====A Zona pode ser transmitida a outras pessoas? ====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma reativação do vírus da [[Varicela|varicela]] que já provocou doença aguda no passado. O contacto com uma pessoa com Zona pode transmitir o vírus da [[Varicela|varicela]], que não provocará doença nas pessoas que já tiveram a [[Varicela|varicela]], mas que pode infetar quem nunca a teve.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A manifestação deste contágio é, então, a varicela e não a Zona.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O contágio é possível a partir do momento em que surgem as bolhas na pele e deixa de o ser quando se formam as crostas no seu lugar.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As pessoas afetadas pela Zona devem ter o cuidado de cobrir as lesões, e evitar tocar-lhes. Devem também lavar as mãos com regularidade.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Até que se atinja a fase de crosta das lesões, deve evitar-se o contacto com as seguintes pessoas: &lt;br /&gt;
* Grávidas que nunca tenham tido [[Varicela|varicela]] e que não estejam vacinadas contra a doença;&lt;br /&gt;
* Bebés prematuros ou com baixo peso ao nascer;&lt;br /&gt;
* Pessoas com sistema imunitário debilitado, como pessoas medicadas com imunossupressores ou quimioterapia, os recetores de transplantes de órgãos, e os doentes com SIDA.  &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Como posso prevenir a Zona e suas complicações?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Atualmente está disponível uma vacina (vacina anti-Zona) capaz de prevenir o aparecimento da doença e de atenuar as suas manifestações, caso esta surja. Esta é uma vacina que contém o vírus varicela-zoster (vírus vivo atenuado) para administração a partir dos 50 anos de idade. Também existe no mercado uma outra vacina, a vacina anti-varicela, que contém uma dose diferente do vírus varicela-zoster e que pode ser administrada em crianças a partir dos 12 meses de idade e cujo objetivo é prevenir a varicela e as suas complicações. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Apesar de alguma controvérsia sobre a eficácia da vacina e a sua duração ao longo do tempo, países como os EUA e o Reino Unido implementaram programas de vacinação anti-zona a partir dos 60 anos. A vacina anti-varicela é recomendada para todas as crianças nos EUA e em 5 países na Europa. Em Portugal não temos recomendações oficiais sobre a utilização generalizada destas vacinas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Conclusão: ===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Se tem ou suspeita ter Zona, consulte o seu médico! &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Um diagnóstico precoce desta doença, possibilita um tratamento mais atempado e diminui significativamente o risco de vir a sofrer complicações. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Referências recomendadas===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [http://www.cdc.gov/shingles/about/overview.html Centers for Disease Control and Prevention: Shingles (Herpes Zoster), 2016]&lt;br /&gt;
* [http://www.manuaismsd.pt/?id=212&amp;amp;cn=1795 George Gee Jackson, M.D. Manual MSD – Infeções Virais: Herpes Zoster]&lt;br /&gt;
* [http://www.psychiatrist.com/jcp/article/Pages/2015/v76n09/v76n0902.aspx Liao C-H, et al. High Prevalence of Herpes Zoster in Patients with Depression. The Journal of Clinical Psychiatry. 2015;76(9):e1099–e1104]&lt;br /&gt;
* [http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S1806-00132013000300012 Portella A, et al. Herpes-zóster e neuralgia pós-herpética. Revistar Dor. 2013; Rev. Dor vol.14 no.3]&lt;br /&gt;
* [http://www.eurosurveillance.org/ViewArticle.aspx?ArticleId=511 Pinot de Moira A, Nardone A. Varicella zoster virus vaccination policies and surveillance strategies in Europe. Euro Surveill. 2005;10(1):pii=511] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Whatsapp_metis.png|30px|link=https://api.whatsapp.com/send?text=Zona:+uma+infeção+vírica+depois+dos+50!+http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!:target=&amp;quot;_blank&amp;quot;|alt=Alt text|Partilha no Whatsapp]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;text-align: center; margin: auto; font-size: 90%; margin-top: -18px; margin-bottom: -20px;&amp;quot;&amp;gt; &lt;br /&gt;
[[Utilizador:Manuela_Araújo|Manuela Araújo]] &amp;amp;bull; [[Utilizador:Catarina_Macedo|Catarina Macedo]]  &amp;amp;bull; [[Utilizador:Mélina_Lopes|Mélina Lopes]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Doenças da pele‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Vírus‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Geriatria]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção secundária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!</id>
		<title>Zona: uma infeção vírica depois dos 50!</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!"/>
				<updated>2024-01-29T16:52:00Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Manuela Araújo, Catarina Macedo, Mélina Lopes&lt;br /&gt;
|Última atualização=2016/10/31&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Herpes Zoster; Varicela; Herpesvirus humano 3; Vacina&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=S70&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma infeção vírica que afeta a população de ambos os sexos sobretudo a partir dos 50 anos. Surge na pele e resulta da reativação do mesmo vírus que causa a varicela. Na maioria dos casos, a infeção inicia-se por um mal-estar geral, com sintomas semelhantes aos da gripe, até que surgem as bolhas num local específico da pele. Em geral, a doença é autolimitada e decorre sem complicações, desde que cumprido o tratamento de forma adequada. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
É fundamental procurar um médico assim que surjam os primeiros sintomas, para que o diagnóstico seja realizado corretamente, e para que se evitem ou tratem complicações como a nevralgia pós-herpética ou sequelas permanentes na visão causadas pela Zona que afeta os olhos.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
===O que é a Zona?===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[File: Zona_evolucao.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
A Zona, também conhecida por “Herpes Zoster”, é uma infeção vírica que surge na pele e que é causada pela reativação do mesmo vírus causador da [[Varicela|varicela]]. A infeção por [[Varicela|varicela]] é comum nas crianças e cura espontaneamente. Esta cura, porém, não corresponde à eliminação total do vírus do nosso corpo. Muitas vezes, ele fica “adormecido” e alojado em algumas células nervosas da espinal medula, podendo nunca se voltar a manifestar ou reativar-se mais tarde na vida sob a forma de Zona. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Quais os sinais e sintomas da Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Na maioria dos casos, poucos dias antes de surgir as lesões na pele, o individuo afetado sente dor, ardor ou apenas uma sensação de formigueiro ou de picadas numa área restrita da pele.  No entanto, muito raramente, algumas pessoas sofrem um mal-estar geral traduzido por:&lt;br /&gt;
[[File: Zona_sintomas.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
* Dores de cabeça,&lt;br /&gt;
* Calafrios, &lt;br /&gt;
* Febre, &lt;br /&gt;
* Diarreia,&lt;br /&gt;
* Náuseas, &lt;br /&gt;
* Dificuldade em urinar,&lt;br /&gt;
* Dores articulares. &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Após esta primeira fase surgem grupos de bolhas, cheias de líquido, rodeadas por uma pequena zona vermelha, que ocupam uma área limitada da pele, normalmente muito dolorosas. São estas bolhas que permitem estabelecer o diagnóstico. A localização mais comum é no tronco e, em geral, só de um lado, mas pode aparecer em todo o corpo. Esta área é muito sensível a qualquer estímulo, incluindo um ligeiro toque, como o contacto com a roupa ou com o lençol da cama, e pode mesmo surgir uma dor muito intensa, que para além de perturbar a qualidade do sono, poderá afetar o humor, o trabalho, a execução das tarefas diárias, e em alguns casos levar à depressão. Progressivamente, as bolhas vão-se transformando em crostas que vão cicatrizando lentamente ao longo de 7 a 10 dias. Estas bolhas podem complicar com uma infeção bacteriana (aparecimento de pús) ou com alterações da cor da pele (que podem nunca desaparecer). O quadro completo dura cerca de um mês. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Que áreas podem ser afetadas pela Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[File: Herpes zoster chest.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
A região mais comummente afetada é o tronco, mas rosto, olhos e outras partes do corpo também podem ser afetados. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Uma forma especial particularmente grave é a Zona oftálmica, que afeta o olho (ou ambos os olhos) e que pode provocar cegueira permanente, glaucoma (aumento da pressão intra-ocular) e uveíte. É uma urgência oftalmológica que obriga a iniciar imediatamente o tratamento para diminuir o risco de sequelas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Em quem poderá surgir a Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma doença que afeta igualmente homens e mulheres. Pode manifestar-se em qualquer idade mas é mais comum em pessoas acima dos 50 anos. Estima-se que uma em cada quatro pessoas seja afetada por esta doença ao longo da vida. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Fatores de risco para Zona====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* Idade superior a 50 anos;&lt;br /&gt;
* Doenças Linfoproliferativas (alguns tipos de cancro); &lt;br /&gt;
* Imunossupressão (por quimioterapia, pós transplante, “cortisona”);&lt;br /&gt;
* Trauma físico;&lt;br /&gt;
* Stress psicológico.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Que tratamentos existem?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Atualmente ainda não existe um tratamento capaz de eliminar o vírus do organismo. Os antivirais (medicamentos com efeito direto sobre o vírus da Varicela-Zoster) são prescritos para acelerar a cicatrização, aliviar a dor e diminuir o risco de aparecimento de complicações (nevralgia), e são mais eficazes se utilizados nos primeiros dias da infeção. Os analgésicos ajudam a controlar a dor, por vezes muito intensa. As compressas húmidas, a loção de calamina e banhos calmantes com aveia coloidal podem também ajudar no alívio dos sintomas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====A dor depois da Zona====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Nevralgia pós-herpética define-se como uma dor persistente (com duração superior a 120 dias após aparecimento da Zona) no local das bolhas, mesmo após o desaparecimento das lesões na pele. Estima-se que atinja 10 a 50% das pessoas com zona, sobretudo nos mais idosos, nas pessoas que apresentaram lesões mais extensas e mais graves na fase inicial e nos que tiveram atingimento ocular. Parece também haver um risco maior desta complicação nas mulheres. Pode persistir durante meses a anos, e em alguns casos a dor pode ser tao intensa que incapacita a pessoa. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O sintoma dominante é a dor, de carácter crónico tipo queimadura, formigueiro, ardor, picada, tiro, e/ou facada e por vezes tipo choque elétrico. Pode estar associada a outras alterações da sensibilidade da pele como hiperalgesia (sensação dolorosa exagerada a um estímulo doloroso), hipo/hiperestesia (diminuição/aumento da sensibilidade) e alodínia (dor provocada por um estímulo que habitualmente não provoca dor). Geralmente é unilateral e está limitada à região afetada pela Zona, diminuindo progressivamente com o tempo. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O tratamento passa pela utilização de anticonvulsivantes e antidepressivos tricíclicos, com os analgésicos numa segunda linha. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====A Zona pode ser transmitida a outras pessoas? ====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma reativação do vírus da [[Varicela|varicela]] que já provocou doença aguda no passado. O contacto com uma pessoa com Zona pode transmitir o vírus da [[Varicela|varicela]], que não provocará doença nas pessoas que já tiveram a [[Varicela|varicela]], mas que pode infetar quem nunca a teve.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A manifestação deste contágio é, então, a varicela e não a Zona.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O contágio é possível a partir do momento em que surgem as bolhas na pele e deixa de o ser quando se formam as crostas no seu lugar.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As pessoas afetadas pela Zona devem ter o cuidado de cobrir as lesões, e evitar tocar-lhes. Devem também lavar as mãos com regularidade.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Até que se atinja a fase de crosta das lesões, deve evitar-se o contacto com as seguintes pessoas: &lt;br /&gt;
* Grávidas que nunca tenham tido [[Varicela|varicela]] e que não estejam vacinadas contra a doença;&lt;br /&gt;
* Bebés prematuros ou com baixo peso ao nascer;&lt;br /&gt;
* Pessoas com sistema imunitário debilitado, como pessoas medicadas com imunossupressores ou quimioterapia, os recetores de transplantes de órgãos, e os doentes com SIDA.  &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Como posso prevenir a Zona e suas complicações?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Atualmente está disponível uma vacina (vacina anti-Zona) capaz de prevenir o aparecimento da doença e de atenuar as suas manifestações, caso esta surja. Esta é uma vacina que contém o vírus varicela-zoster (vírus vivo atenuado) para administração a partir dos 50 anos de idade. Também existe no mercado uma outra vacina, a vacina anti-varicela, que contém uma dose diferente do vírus varicela-zoster e que pode ser administrada em crianças a partir dos 12 meses de idade e cujo objetivo é prevenir a varicela e as suas complicações. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Apesar de alguma controvérsia sobre a eficácia da vacina e a sua duração ao longo do tempo, países como os EUA e o Reino Unido implementaram programas de vacinação anti-zona a partir dos 60 anos. A vacina anti-varicela é recomendada para todas as crianças nos EUA e em 5 países na Europa. Em Portugal não temos recomendações oficiais sobre a utilização generalizada destas vacinas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Conclusão: ===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Se tem ou suspeita ter Zona, consulte o seu médico! &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Um diagnóstico precoce desta doença, possibilita um tratamento mais atempado e diminui significativamente o risco de vir a sofrer complicações. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Referências recomendadas===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [http://www.cdc.gov/shingles/about/overview.html Centers for Disease Control and Prevention: Shingles (Herpes Zoster), 2016]&lt;br /&gt;
* [http://www.manuaismsd.pt/?id=212&amp;amp;cn=1795 George Gee Jackson, M.D. Manual MSD – Infeções Virais: Herpes Zoster]&lt;br /&gt;
* [http://www.psychiatrist.com/jcp/article/Pages/2015/v76n09/v76n0902.aspx Liao C-H, et al. High Prevalence of Herpes Zoster in Patients with Depression. The Journal of Clinical Psychiatry. 2015;76(9):e1099–e1104]&lt;br /&gt;
* [http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S1806-00132013000300012 Portella A, et al. Herpes-zóster e neuralgia pós-herpética. Revistar Dor. 2013; Rev. Dor vol.14 no.3]&lt;br /&gt;
* [http://www.eurosurveillance.org/ViewArticle.aspx?ArticleId=511 Pinot de Moira A, Nardone A. Varicella zoster virus vaccination policies and surveillance strategies in Europe. Euro Surveill. 2005;10(1):pii=511] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Whatsapp_metis.png|30px|link=https://api.whatsapp.com/send?text=Zona:+uma+infeção+vírica+depois+dos+50!+http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!{:target=&amp;quot;_blank&amp;quot;}|alt=Alt text|Partilha no Whatsapp]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;text-align: center; margin: auto; font-size: 90%; margin-top: -18px; margin-bottom: -20px;&amp;quot;&amp;gt; &lt;br /&gt;
[[Utilizador:Manuela_Araújo|Manuela Araújo]] &amp;amp;bull; [[Utilizador:Catarina_Macedo|Catarina Macedo]]  &amp;amp;bull; [[Utilizador:Mélina_Lopes|Mélina Lopes]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Doenças da pele‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Vírus‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Geriatria]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção secundária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!</id>
		<title>Zona: uma infeção vírica depois dos 50!</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!"/>
				<updated>2024-01-29T16:34:00Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Manuela Araújo, Catarina Macedo, Mélina Lopes&lt;br /&gt;
|Última atualização=2016/10/31&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Herpes Zoster; Varicela; Herpesvirus humano 3; Vacina&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=S70&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma infeção vírica que afeta a população de ambos os sexos sobretudo a partir dos 50 anos. Surge na pele e resulta da reativação do mesmo vírus que causa a varicela. Na maioria dos casos, a infeção inicia-se por um mal-estar geral, com sintomas semelhantes aos da gripe, até que surgem as bolhas num local específico da pele. Em geral, a doença é autolimitada e decorre sem complicações, desde que cumprido o tratamento de forma adequada. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
É fundamental procurar um médico assim que surjam os primeiros sintomas, para que o diagnóstico seja realizado corretamente, e para que se evitem ou tratem complicações como a nevralgia pós-herpética ou sequelas permanentes na visão causadas pela Zona que afeta os olhos.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
===O que é a Zona?===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[File: Zona_evolucao.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
A Zona, também conhecida por “Herpes Zoster”, é uma infeção vírica que surge na pele e que é causada pela reativação do mesmo vírus causador da [[Varicela|varicela]]. A infeção por [[Varicela|varicela]] é comum nas crianças e cura espontaneamente. Esta cura, porém, não corresponde à eliminação total do vírus do nosso corpo. Muitas vezes, ele fica “adormecido” e alojado em algumas células nervosas da espinal medula, podendo nunca se voltar a manifestar ou reativar-se mais tarde na vida sob a forma de Zona. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Quais os sinais e sintomas da Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Na maioria dos casos, poucos dias antes de surgir as lesões na pele, o individuo afetado sente dor, ardor ou apenas uma sensação de formigueiro ou de picadas numa área restrita da pele.  No entanto, muito raramente, algumas pessoas sofrem um mal-estar geral traduzido por:&lt;br /&gt;
[[File: Zona_sintomas.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
* Dores de cabeça,&lt;br /&gt;
* Calafrios, &lt;br /&gt;
* Febre, &lt;br /&gt;
* Diarreia,&lt;br /&gt;
* Náuseas, &lt;br /&gt;
* Dificuldade em urinar,&lt;br /&gt;
* Dores articulares. &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Após esta primeira fase surgem grupos de bolhas, cheias de líquido, rodeadas por uma pequena zona vermelha, que ocupam uma área limitada da pele, normalmente muito dolorosas. São estas bolhas que permitem estabelecer o diagnóstico. A localização mais comum é no tronco e, em geral, só de um lado, mas pode aparecer em todo o corpo. Esta área é muito sensível a qualquer estímulo, incluindo um ligeiro toque, como o contacto com a roupa ou com o lençol da cama, e pode mesmo surgir uma dor muito intensa, que para além de perturbar a qualidade do sono, poderá afetar o humor, o trabalho, a execução das tarefas diárias, e em alguns casos levar à depressão. Progressivamente, as bolhas vão-se transformando em crostas que vão cicatrizando lentamente ao longo de 7 a 10 dias. Estas bolhas podem complicar com uma infeção bacteriana (aparecimento de pús) ou com alterações da cor da pele (que podem nunca desaparecer). O quadro completo dura cerca de um mês. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Que áreas podem ser afetadas pela Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[File: Herpes zoster chest.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
A região mais comummente afetada é o tronco, mas rosto, olhos e outras partes do corpo também podem ser afetados. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Uma forma especial particularmente grave é a Zona oftálmica, que afeta o olho (ou ambos os olhos) e que pode provocar cegueira permanente, glaucoma (aumento da pressão intra-ocular) e uveíte. É uma urgência oftalmológica que obriga a iniciar imediatamente o tratamento para diminuir o risco de sequelas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Em quem poderá surgir a Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma doença que afeta igualmente homens e mulheres. Pode manifestar-se em qualquer idade mas é mais comum em pessoas acima dos 50 anos. Estima-se que uma em cada quatro pessoas seja afetada por esta doença ao longo da vida. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Fatores de risco para Zona====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* Idade superior a 50 anos;&lt;br /&gt;
* Doenças Linfoproliferativas (alguns tipos de cancro); &lt;br /&gt;
* Imunossupressão (por quimioterapia, pós transplante, “cortisona”);&lt;br /&gt;
* Trauma físico;&lt;br /&gt;
* Stress psicológico.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Que tratamentos existem?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Atualmente ainda não existe um tratamento capaz de eliminar o vírus do organismo. Os antivirais (medicamentos com efeito direto sobre o vírus da Varicela-Zoster) são prescritos para acelerar a cicatrização, aliviar a dor e diminuir o risco de aparecimento de complicações (nevralgia), e são mais eficazes se utilizados nos primeiros dias da infeção. Os analgésicos ajudam a controlar a dor, por vezes muito intensa. As compressas húmidas, a loção de calamina e banhos calmantes com aveia coloidal podem também ajudar no alívio dos sintomas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====A dor depois da Zona====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Nevralgia pós-herpética define-se como uma dor persistente (com duração superior a 120 dias após aparecimento da Zona) no local das bolhas, mesmo após o desaparecimento das lesões na pele. Estima-se que atinja 10 a 50% das pessoas com zona, sobretudo nos mais idosos, nas pessoas que apresentaram lesões mais extensas e mais graves na fase inicial e nos que tiveram atingimento ocular. Parece também haver um risco maior desta complicação nas mulheres. Pode persistir durante meses a anos, e em alguns casos a dor pode ser tao intensa que incapacita a pessoa. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O sintoma dominante é a dor, de carácter crónico tipo queimadura, formigueiro, ardor, picada, tiro, e/ou facada e por vezes tipo choque elétrico. Pode estar associada a outras alterações da sensibilidade da pele como hiperalgesia (sensação dolorosa exagerada a um estímulo doloroso), hipo/hiperestesia (diminuição/aumento da sensibilidade) e alodínia (dor provocada por um estímulo que habitualmente não provoca dor). Geralmente é unilateral e está limitada à região afetada pela Zona, diminuindo progressivamente com o tempo. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O tratamento passa pela utilização de anticonvulsivantes e antidepressivos tricíclicos, com os analgésicos numa segunda linha. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====A Zona pode ser transmitida a outras pessoas? ====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma reativação do vírus da [[Varicela|varicela]] que já provocou doença aguda no passado. O contacto com uma pessoa com Zona pode transmitir o vírus da [[Varicela|varicela]], que não provocará doença nas pessoas que já tiveram a [[Varicela|varicela]], mas que pode infetar quem nunca a teve.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A manifestação deste contágio é, então, a varicela e não a Zona.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O contágio é possível a partir do momento em que surgem as bolhas na pele e deixa de o ser quando se formam as crostas no seu lugar.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As pessoas afetadas pela Zona devem ter o cuidado de cobrir as lesões, e evitar tocar-lhes. Devem também lavar as mãos com regularidade.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Até que se atinja a fase de crosta das lesões, deve evitar-se o contacto com as seguintes pessoas: &lt;br /&gt;
* Grávidas que nunca tenham tido [[Varicela|varicela]] e que não estejam vacinadas contra a doença;&lt;br /&gt;
* Bebés prematuros ou com baixo peso ao nascer;&lt;br /&gt;
* Pessoas com sistema imunitário debilitado, como pessoas medicadas com imunossupressores ou quimioterapia, os recetores de transplantes de órgãos, e os doentes com SIDA.  &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Como posso prevenir a Zona e suas complicações?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Atualmente está disponível uma vacina (vacina anti-Zona) capaz de prevenir o aparecimento da doença e de atenuar as suas manifestações, caso esta surja. Esta é uma vacina que contém o vírus varicela-zoster (vírus vivo atenuado) para administração a partir dos 50 anos de idade. Também existe no mercado uma outra vacina, a vacina anti-varicela, que contém uma dose diferente do vírus varicela-zoster e que pode ser administrada em crianças a partir dos 12 meses de idade e cujo objetivo é prevenir a varicela e as suas complicações. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Apesar de alguma controvérsia sobre a eficácia da vacina e a sua duração ao longo do tempo, países como os EUA e o Reino Unido implementaram programas de vacinação anti-zona a partir dos 60 anos. A vacina anti-varicela é recomendada para todas as crianças nos EUA e em 5 países na Europa. Em Portugal não temos recomendações oficiais sobre a utilização generalizada destas vacinas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Conclusão: ===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Se tem ou suspeita ter Zona, consulte o seu médico! &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Um diagnóstico precoce desta doença, possibilita um tratamento mais atempado e diminui significativamente o risco de vir a sofrer complicações. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Referências recomendadas===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [http://www.cdc.gov/shingles/about/overview.html Centers for Disease Control and Prevention: Shingles (Herpes Zoster), 2016]&lt;br /&gt;
* [http://www.manuaismsd.pt/?id=212&amp;amp;cn=1795 George Gee Jackson, M.D. Manual MSD – Infeções Virais: Herpes Zoster]&lt;br /&gt;
* [http://www.psychiatrist.com/jcp/article/Pages/2015/v76n09/v76n0902.aspx Liao C-H, et al. High Prevalence of Herpes Zoster in Patients with Depression. The Journal of Clinical Psychiatry. 2015;76(9):e1099–e1104]&lt;br /&gt;
* [http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S1806-00132013000300012 Portella A, et al. Herpes-zóster e neuralgia pós-herpética. Revistar Dor. 2013; Rev. Dor vol.14 no.3]&lt;br /&gt;
* [http://www.eurosurveillance.org/ViewArticle.aspx?ArticleId=511 Pinot de Moira A, Nardone A. Varicella zoster virus vaccination policies and surveillance strategies in Europe. Euro Surveill. 2005;10(1):pii=511] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Whatsapp_metis.png|30px|link=https://api.whatsapp.com/send?text=Zona:+uma+infeção+vírica+depois+dos+50!+http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no Whatsapp]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;text-align: center; margin: auto; font-size: 90%; margin-top: -18px; margin-bottom: -20px;&amp;quot;&amp;gt; &lt;br /&gt;
[[Utilizador:Manuela_Araújo|Manuela Araújo]] &amp;amp;bull; [[Utilizador:Catarina_Macedo|Catarina Macedo]]  &amp;amp;bull; [[Utilizador:Mélina_Lopes|Mélina Lopes]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Doenças da pele‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Vírus‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Geriatria]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção secundária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Ficheiro:Whatsapp_metis.png</id>
		<title>Ficheiro:Whatsapp metis.png</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Ficheiro:Whatsapp_metis.png"/>
				<updated>2024-01-29T16:32:54Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!</id>
		<title>Zona: uma infeção vírica depois dos 50!</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!"/>
				<updated>2024-01-29T16:25:09Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Manuela Araújo, Catarina Macedo, Mélina Lopes&lt;br /&gt;
|Última atualização=2016/10/31&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Herpes Zoster; Varicela; Herpesvirus humano 3; Vacina&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=S70&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma infeção vírica que afeta a população de ambos os sexos sobretudo a partir dos 50 anos. Surge na pele e resulta da reativação do mesmo vírus que causa a varicela. Na maioria dos casos, a infeção inicia-se por um mal-estar geral, com sintomas semelhantes aos da gripe, até que surgem as bolhas num local específico da pele. Em geral, a doença é autolimitada e decorre sem complicações, desde que cumprido o tratamento de forma adequada. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
É fundamental procurar um médico assim que surjam os primeiros sintomas, para que o diagnóstico seja realizado corretamente, e para que se evitem ou tratem complicações como a nevralgia pós-herpética ou sequelas permanentes na visão causadas pela Zona que afeta os olhos.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
===O que é a Zona?===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[File: Zona_evolucao.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
A Zona, também conhecida por “Herpes Zoster”, é uma infeção vírica que surge na pele e que é causada pela reativação do mesmo vírus causador da [[Varicela|varicela]]. A infeção por [[Varicela|varicela]] é comum nas crianças e cura espontaneamente. Esta cura, porém, não corresponde à eliminação total do vírus do nosso corpo. Muitas vezes, ele fica “adormecido” e alojado em algumas células nervosas da espinal medula, podendo nunca se voltar a manifestar ou reativar-se mais tarde na vida sob a forma de Zona. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Quais os sinais e sintomas da Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Na maioria dos casos, poucos dias antes de surgir as lesões na pele, o individuo afetado sente dor, ardor ou apenas uma sensação de formigueiro ou de picadas numa área restrita da pele.  No entanto, muito raramente, algumas pessoas sofrem um mal-estar geral traduzido por:&lt;br /&gt;
[[File: Zona_sintomas.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
* Dores de cabeça,&lt;br /&gt;
* Calafrios, &lt;br /&gt;
* Febre, &lt;br /&gt;
* Diarreia,&lt;br /&gt;
* Náuseas, &lt;br /&gt;
* Dificuldade em urinar,&lt;br /&gt;
* Dores articulares. &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Após esta primeira fase surgem grupos de bolhas, cheias de líquido, rodeadas por uma pequena zona vermelha, que ocupam uma área limitada da pele, normalmente muito dolorosas. São estas bolhas que permitem estabelecer o diagnóstico. A localização mais comum é no tronco e, em geral, só de um lado, mas pode aparecer em todo o corpo. Esta área é muito sensível a qualquer estímulo, incluindo um ligeiro toque, como o contacto com a roupa ou com o lençol da cama, e pode mesmo surgir uma dor muito intensa, que para além de perturbar a qualidade do sono, poderá afetar o humor, o trabalho, a execução das tarefas diárias, e em alguns casos levar à depressão. Progressivamente, as bolhas vão-se transformando em crostas que vão cicatrizando lentamente ao longo de 7 a 10 dias. Estas bolhas podem complicar com uma infeção bacteriana (aparecimento de pús) ou com alterações da cor da pele (que podem nunca desaparecer). O quadro completo dura cerca de um mês. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Que áreas podem ser afetadas pela Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[File: Herpes zoster chest.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
A região mais comummente afetada é o tronco, mas rosto, olhos e outras partes do corpo também podem ser afetados. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Uma forma especial particularmente grave é a Zona oftálmica, que afeta o olho (ou ambos os olhos) e que pode provocar cegueira permanente, glaucoma (aumento da pressão intra-ocular) e uveíte. É uma urgência oftalmológica que obriga a iniciar imediatamente o tratamento para diminuir o risco de sequelas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Em quem poderá surgir a Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma doença que afeta igualmente homens e mulheres. Pode manifestar-se em qualquer idade mas é mais comum em pessoas acima dos 50 anos. Estima-se que uma em cada quatro pessoas seja afetada por esta doença ao longo da vida. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Fatores de risco para Zona====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* Idade superior a 50 anos;&lt;br /&gt;
* Doenças Linfoproliferativas (alguns tipos de cancro); &lt;br /&gt;
* Imunossupressão (por quimioterapia, pós transplante, “cortisona”);&lt;br /&gt;
* Trauma físico;&lt;br /&gt;
* Stress psicológico.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Que tratamentos existem?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Atualmente ainda não existe um tratamento capaz de eliminar o vírus do organismo. Os antivirais (medicamentos com efeito direto sobre o vírus da Varicela-Zoster) são prescritos para acelerar a cicatrização, aliviar a dor e diminuir o risco de aparecimento de complicações (nevralgia), e são mais eficazes se utilizados nos primeiros dias da infeção. Os analgésicos ajudam a controlar a dor, por vezes muito intensa. As compressas húmidas, a loção de calamina e banhos calmantes com aveia coloidal podem também ajudar no alívio dos sintomas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====A dor depois da Zona====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Nevralgia pós-herpética define-se como uma dor persistente (com duração superior a 120 dias após aparecimento da Zona) no local das bolhas, mesmo após o desaparecimento das lesões na pele. Estima-se que atinja 10 a 50% das pessoas com zona, sobretudo nos mais idosos, nas pessoas que apresentaram lesões mais extensas e mais graves na fase inicial e nos que tiveram atingimento ocular. Parece também haver um risco maior desta complicação nas mulheres. Pode persistir durante meses a anos, e em alguns casos a dor pode ser tao intensa que incapacita a pessoa. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O sintoma dominante é a dor, de carácter crónico tipo queimadura, formigueiro, ardor, picada, tiro, e/ou facada e por vezes tipo choque elétrico. Pode estar associada a outras alterações da sensibilidade da pele como hiperalgesia (sensação dolorosa exagerada a um estímulo doloroso), hipo/hiperestesia (diminuição/aumento da sensibilidade) e alodínia (dor provocada por um estímulo que habitualmente não provoca dor). Geralmente é unilateral e está limitada à região afetada pela Zona, diminuindo progressivamente com o tempo. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O tratamento passa pela utilização de anticonvulsivantes e antidepressivos tricíclicos, com os analgésicos numa segunda linha. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====A Zona pode ser transmitida a outras pessoas? ====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma reativação do vírus da [[Varicela|varicela]] que já provocou doença aguda no passado. O contacto com uma pessoa com Zona pode transmitir o vírus da [[Varicela|varicela]], que não provocará doença nas pessoas que já tiveram a [[Varicela|varicela]], mas que pode infetar quem nunca a teve.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A manifestação deste contágio é, então, a varicela e não a Zona.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O contágio é possível a partir do momento em que surgem as bolhas na pele e deixa de o ser quando se formam as crostas no seu lugar.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As pessoas afetadas pela Zona devem ter o cuidado de cobrir as lesões, e evitar tocar-lhes. Devem também lavar as mãos com regularidade.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Até que se atinja a fase de crosta das lesões, deve evitar-se o contacto com as seguintes pessoas: &lt;br /&gt;
* Grávidas que nunca tenham tido [[Varicela|varicela]] e que não estejam vacinadas contra a doença;&lt;br /&gt;
* Bebés prematuros ou com baixo peso ao nascer;&lt;br /&gt;
* Pessoas com sistema imunitário debilitado, como pessoas medicadas com imunossupressores ou quimioterapia, os recetores de transplantes de órgãos, e os doentes com SIDA.  &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Como posso prevenir a Zona e suas complicações?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Atualmente está disponível uma vacina (vacina anti-Zona) capaz de prevenir o aparecimento da doença e de atenuar as suas manifestações, caso esta surja. Esta é uma vacina que contém o vírus varicela-zoster (vírus vivo atenuado) para administração a partir dos 50 anos de idade. Também existe no mercado uma outra vacina, a vacina anti-varicela, que contém uma dose diferente do vírus varicela-zoster e que pode ser administrada em crianças a partir dos 12 meses de idade e cujo objetivo é prevenir a varicela e as suas complicações. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Apesar de alguma controvérsia sobre a eficácia da vacina e a sua duração ao longo do tempo, países como os EUA e o Reino Unido implementaram programas de vacinação anti-zona a partir dos 60 anos. A vacina anti-varicela é recomendada para todas as crianças nos EUA e em 5 países na Europa. Em Portugal não temos recomendações oficiais sobre a utilização generalizada destas vacinas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Conclusão: ===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Se tem ou suspeita ter Zona, consulte o seu médico! &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Um diagnóstico precoce desta doença, possibilita um tratamento mais atempado e diminui significativamente o risco de vir a sofrer complicações. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Referências recomendadas===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [http://www.cdc.gov/shingles/about/overview.html Centers for Disease Control and Prevention: Shingles (Herpes Zoster), 2016]&lt;br /&gt;
* [http://www.manuaismsd.pt/?id=212&amp;amp;cn=1795 George Gee Jackson, M.D. Manual MSD – Infeções Virais: Herpes Zoster]&lt;br /&gt;
* [http://www.psychiatrist.com/jcp/article/Pages/2015/v76n09/v76n0902.aspx Liao C-H, et al. High Prevalence of Herpes Zoster in Patients with Depression. The Journal of Clinical Psychiatry. 2015;76(9):e1099–e1104]&lt;br /&gt;
* [http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S1806-00132013000300012 Portella A, et al. Herpes-zóster e neuralgia pós-herpética. Revistar Dor. 2013; Rev. Dor vol.14 no.3]&lt;br /&gt;
* [http://www.eurosurveillance.org/ViewArticle.aspx?ArticleId=511 Pinot de Moira A, Nardone A. Varicella zoster virus vaccination policies and surveillance strategies in Europe. Euro Surveill. 2005;10(1):pii=511] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Google_plus.png|30px|link=https://api.whatsapp.com/send?text=Zona:+uma+infeção+vírica+depois+dos+50!+http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no Whatsapp]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais%20de%20800%20puzzles%2C%20mais%20de%20quatro%20milh%C3%B5es%20de%20pe%C3%A7as.%20Um%20dos%20maiores%20colecionadores%20est%C3%A1%20em%20Portugal%20-%20TVI%20Not%C3%ADcias%20:%20https%3A%2F%2Ftvi.iol.pt%2Fnoticias%2Fvideos%2Fmais-de-800-puzzles-mais-de-quatro-milhoes-de-pecas-um-dos-maiores-colecionadores-esta-em-portugal%2F65b79f720cf25f9953970ba1%3Futm_source%3Dwhatsapp%26utm_medium%3Dsocial%26utm_campaign%3Dshared_site&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
https://api.whatsapp.com/send?text=Zona:+uma+infeção+vírica+depois+dos+50!+http://metis.med.up.pt/index.php?title=Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no Whatsapp]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;text-align: center; margin: auto; font-size: 90%; margin-top: -18px; margin-bottom: -20px;&amp;quot;&amp;gt; &lt;br /&gt;
[[Utilizador:Manuela_Araújo|Manuela Araújo]] &amp;amp;bull; [[Utilizador:Catarina_Macedo|Catarina Macedo]]  &amp;amp;bull; [[Utilizador:Mélina_Lopes|Mélina Lopes]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Doenças da pele‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Vírus‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Geriatria]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção secundária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!</id>
		<title>Zona: uma infeção vírica depois dos 50!</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!"/>
				<updated>2024-01-29T15:46:37Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Manuela Araújo, Catarina Macedo, Mélina Lopes&lt;br /&gt;
|Última atualização=2016/10/31&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Herpes Zoster; Varicela; Herpesvirus humano 3; Vacina&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=S70&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma infeção vírica que afeta a população de ambos os sexos sobretudo a partir dos 50 anos. Surge na pele e resulta da reativação do mesmo vírus que causa a varicela. Na maioria dos casos, a infeção inicia-se por um mal-estar geral, com sintomas semelhantes aos da gripe, até que surgem as bolhas num local específico da pele. Em geral, a doença é autolimitada e decorre sem complicações, desde que cumprido o tratamento de forma adequada. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
É fundamental procurar um médico assim que surjam os primeiros sintomas, para que o diagnóstico seja realizado corretamente, e para que se evitem ou tratem complicações como a nevralgia pós-herpética ou sequelas permanentes na visão causadas pela Zona que afeta os olhos.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
===O que é a Zona?===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[File: Zona_evolucao.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
A Zona, também conhecida por “Herpes Zoster”, é uma infeção vírica que surge na pele e que é causada pela reativação do mesmo vírus causador da [[Varicela|varicela]]. A infeção por [[Varicela|varicela]] é comum nas crianças e cura espontaneamente. Esta cura, porém, não corresponde à eliminação total do vírus do nosso corpo. Muitas vezes, ele fica “adormecido” e alojado em algumas células nervosas da espinal medula, podendo nunca se voltar a manifestar ou reativar-se mais tarde na vida sob a forma de Zona. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Quais os sinais e sintomas da Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Na maioria dos casos, poucos dias antes de surgir as lesões na pele, o individuo afetado sente dor, ardor ou apenas uma sensação de formigueiro ou de picadas numa área restrita da pele.  No entanto, muito raramente, algumas pessoas sofrem um mal-estar geral traduzido por:&lt;br /&gt;
[[File: Zona_sintomas.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
* Dores de cabeça,&lt;br /&gt;
* Calafrios, &lt;br /&gt;
* Febre, &lt;br /&gt;
* Diarreia,&lt;br /&gt;
* Náuseas, &lt;br /&gt;
* Dificuldade em urinar,&lt;br /&gt;
* Dores articulares. &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Após esta primeira fase surgem grupos de bolhas, cheias de líquido, rodeadas por uma pequena zona vermelha, que ocupam uma área limitada da pele, normalmente muito dolorosas. São estas bolhas que permitem estabelecer o diagnóstico. A localização mais comum é no tronco e, em geral, só de um lado, mas pode aparecer em todo o corpo. Esta área é muito sensível a qualquer estímulo, incluindo um ligeiro toque, como o contacto com a roupa ou com o lençol da cama, e pode mesmo surgir uma dor muito intensa, que para além de perturbar a qualidade do sono, poderá afetar o humor, o trabalho, a execução das tarefas diárias, e em alguns casos levar à depressão. Progressivamente, as bolhas vão-se transformando em crostas que vão cicatrizando lentamente ao longo de 7 a 10 dias. Estas bolhas podem complicar com uma infeção bacteriana (aparecimento de pús) ou com alterações da cor da pele (que podem nunca desaparecer). O quadro completo dura cerca de um mês. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Que áreas podem ser afetadas pela Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[File: Herpes zoster chest.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
A região mais comummente afetada é o tronco, mas rosto, olhos e outras partes do corpo também podem ser afetados. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Uma forma especial particularmente grave é a Zona oftálmica, que afeta o olho (ou ambos os olhos) e que pode provocar cegueira permanente, glaucoma (aumento da pressão intra-ocular) e uveíte. É uma urgência oftalmológica que obriga a iniciar imediatamente o tratamento para diminuir o risco de sequelas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Em quem poderá surgir a Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma doença que afeta igualmente homens e mulheres. Pode manifestar-se em qualquer idade mas é mais comum em pessoas acima dos 50 anos. Estima-se que uma em cada quatro pessoas seja afetada por esta doença ao longo da vida. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Fatores de risco para Zona====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* Idade superior a 50 anos;&lt;br /&gt;
* Doenças Linfoproliferativas (alguns tipos de cancro); &lt;br /&gt;
* Imunossupressão (por quimioterapia, pós transplante, “cortisona”);&lt;br /&gt;
* Trauma físico;&lt;br /&gt;
* Stress psicológico.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Que tratamentos existem?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Atualmente ainda não existe um tratamento capaz de eliminar o vírus do organismo. Os antivirais (medicamentos com efeito direto sobre o vírus da Varicela-Zoster) são prescritos para acelerar a cicatrização, aliviar a dor e diminuir o risco de aparecimento de complicações (nevralgia), e são mais eficazes se utilizados nos primeiros dias da infeção. Os analgésicos ajudam a controlar a dor, por vezes muito intensa. As compressas húmidas, a loção de calamina e banhos calmantes com aveia coloidal podem também ajudar no alívio dos sintomas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====A dor depois da Zona====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Nevralgia pós-herpética define-se como uma dor persistente (com duração superior a 120 dias após aparecimento da Zona) no local das bolhas, mesmo após o desaparecimento das lesões na pele. Estima-se que atinja 10 a 50% das pessoas com zona, sobretudo nos mais idosos, nas pessoas que apresentaram lesões mais extensas e mais graves na fase inicial e nos que tiveram atingimento ocular. Parece também haver um risco maior desta complicação nas mulheres. Pode persistir durante meses a anos, e em alguns casos a dor pode ser tao intensa que incapacita a pessoa. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O sintoma dominante é a dor, de carácter crónico tipo queimadura, formigueiro, ardor, picada, tiro, e/ou facada e por vezes tipo choque elétrico. Pode estar associada a outras alterações da sensibilidade da pele como hiperalgesia (sensação dolorosa exagerada a um estímulo doloroso), hipo/hiperestesia (diminuição/aumento da sensibilidade) e alodínia (dor provocada por um estímulo que habitualmente não provoca dor). Geralmente é unilateral e está limitada à região afetada pela Zona, diminuindo progressivamente com o tempo. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O tratamento passa pela utilização de anticonvulsivantes e antidepressivos tricíclicos, com os analgésicos numa segunda linha. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====A Zona pode ser transmitida a outras pessoas? ====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma reativação do vírus da [[Varicela|varicela]] que já provocou doença aguda no passado. O contacto com uma pessoa com Zona pode transmitir o vírus da [[Varicela|varicela]], que não provocará doença nas pessoas que já tiveram a [[Varicela|varicela]], mas que pode infetar quem nunca a teve.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A manifestação deste contágio é, então, a varicela e não a Zona.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O contágio é possível a partir do momento em que surgem as bolhas na pele e deixa de o ser quando se formam as crostas no seu lugar.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As pessoas afetadas pela Zona devem ter o cuidado de cobrir as lesões, e evitar tocar-lhes. Devem também lavar as mãos com regularidade.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Até que se atinja a fase de crosta das lesões, deve evitar-se o contacto com as seguintes pessoas: &lt;br /&gt;
* Grávidas que nunca tenham tido [[Varicela|varicela]] e que não estejam vacinadas contra a doença;&lt;br /&gt;
* Bebés prematuros ou com baixo peso ao nascer;&lt;br /&gt;
* Pessoas com sistema imunitário debilitado, como pessoas medicadas com imunossupressores ou quimioterapia, os recetores de transplantes de órgãos, e os doentes com SIDA.  &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Como posso prevenir a Zona e suas complicações?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Atualmente está disponível uma vacina (vacina anti-Zona) capaz de prevenir o aparecimento da doença e de atenuar as suas manifestações, caso esta surja. Esta é uma vacina que contém o vírus varicela-zoster (vírus vivo atenuado) para administração a partir dos 50 anos de idade. Também existe no mercado uma outra vacina, a vacina anti-varicela, que contém uma dose diferente do vírus varicela-zoster e que pode ser administrada em crianças a partir dos 12 meses de idade e cujo objetivo é prevenir a varicela e as suas complicações. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Apesar de alguma controvérsia sobre a eficácia da vacina e a sua duração ao longo do tempo, países como os EUA e o Reino Unido implementaram programas de vacinação anti-zona a partir dos 60 anos. A vacina anti-varicela é recomendada para todas as crianças nos EUA e em 5 países na Europa. Em Portugal não temos recomendações oficiais sobre a utilização generalizada destas vacinas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Conclusão: ===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Se tem ou suspeita ter Zona, consulte o seu médico! &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Um diagnóstico precoce desta doença, possibilita um tratamento mais atempado e diminui significativamente o risco de vir a sofrer complicações. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Referências recomendadas===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [http://www.cdc.gov/shingles/about/overview.html Centers for Disease Control and Prevention: Shingles (Herpes Zoster), 2016]&lt;br /&gt;
* [http://www.manuaismsd.pt/?id=212&amp;amp;cn=1795 George Gee Jackson, M.D. Manual MSD – Infeções Virais: Herpes Zoster]&lt;br /&gt;
* [http://www.psychiatrist.com/jcp/article/Pages/2015/v76n09/v76n0902.aspx Liao C-H, et al. High Prevalence of Herpes Zoster in Patients with Depression. The Journal of Clinical Psychiatry. 2015;76(9):e1099–e1104]&lt;br /&gt;
* [http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S1806-00132013000300012 Portella A, et al. Herpes-zóster e neuralgia pós-herpética. Revistar Dor. 2013; Rev. Dor vol.14 no.3]&lt;br /&gt;
* [http://www.eurosurveillance.org/ViewArticle.aspx?ArticleId=511 Pinot de Moira A, Nardone A. Varicella zoster virus vaccination policies and surveillance strategies in Europe. Euro Surveill. 2005;10(1):pii=511] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Google_plus.png|30px|https://api.whatsapp.com/send?text==Zona:+uma+infeção+vírica+depois+dos+50!+http://metis.med.up.pt/index.php?title=Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no Whatsapp]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;text-align: center; margin: auto; font-size: 90%; margin-top: -18px; margin-bottom: -20px;&amp;quot;&amp;gt; &lt;br /&gt;
[[Utilizador:Manuela_Araújo|Manuela Araújo]] &amp;amp;bull; [[Utilizador:Catarina_Macedo|Catarina Macedo]]  &amp;amp;bull; [[Utilizador:Mélina_Lopes|Mélina Lopes]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Doenças da pele‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Vírus‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Geriatria]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção secundária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!</id>
		<title>Zona: uma infeção vírica depois dos 50!</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!"/>
				<updated>2024-01-29T15:37:55Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Manuela Araújo, Catarina Macedo, Mélina Lopes&lt;br /&gt;
|Última atualização=2016/10/31&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=Herpes Zoster; Varicela; Herpesvirus humano 3; Vacina&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=S70&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma infeção vírica que afeta a população de ambos os sexos sobretudo a partir dos 50 anos. Surge na pele e resulta da reativação do mesmo vírus que causa a varicela. Na maioria dos casos, a infeção inicia-se por um mal-estar geral, com sintomas semelhantes aos da gripe, até que surgem as bolhas num local específico da pele. Em geral, a doença é autolimitada e decorre sem complicações, desde que cumprido o tratamento de forma adequada. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
É fundamental procurar um médico assim que surjam os primeiros sintomas, para que o diagnóstico seja realizado corretamente, e para que se evitem ou tratem complicações como a nevralgia pós-herpética ou sequelas permanentes na visão causadas pela Zona que afeta os olhos.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
===O que é a Zona?===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[File: Zona_evolucao.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
A Zona, também conhecida por “Herpes Zoster”, é uma infeção vírica que surge na pele e que é causada pela reativação do mesmo vírus causador da [[Varicela|varicela]]. A infeção por [[Varicela|varicela]] é comum nas crianças e cura espontaneamente. Esta cura, porém, não corresponde à eliminação total do vírus do nosso corpo. Muitas vezes, ele fica “adormecido” e alojado em algumas células nervosas da espinal medula, podendo nunca se voltar a manifestar ou reativar-se mais tarde na vida sob a forma de Zona. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Quais os sinais e sintomas da Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Na maioria dos casos, poucos dias antes de surgir as lesões na pele, o individuo afetado sente dor, ardor ou apenas uma sensação de formigueiro ou de picadas numa área restrita da pele.  No entanto, muito raramente, algumas pessoas sofrem um mal-estar geral traduzido por:&lt;br /&gt;
[[File: Zona_sintomas.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
* Dores de cabeça,&lt;br /&gt;
* Calafrios, &lt;br /&gt;
* Febre, &lt;br /&gt;
* Diarreia,&lt;br /&gt;
* Náuseas, &lt;br /&gt;
* Dificuldade em urinar,&lt;br /&gt;
* Dores articulares. &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Após esta primeira fase surgem grupos de bolhas, cheias de líquido, rodeadas por uma pequena zona vermelha, que ocupam uma área limitada da pele, normalmente muito dolorosas. São estas bolhas que permitem estabelecer o diagnóstico. A localização mais comum é no tronco e, em geral, só de um lado, mas pode aparecer em todo o corpo. Esta área é muito sensível a qualquer estímulo, incluindo um ligeiro toque, como o contacto com a roupa ou com o lençol da cama, e pode mesmo surgir uma dor muito intensa, que para além de perturbar a qualidade do sono, poderá afetar o humor, o trabalho, a execução das tarefas diárias, e em alguns casos levar à depressão. Progressivamente, as bolhas vão-se transformando em crostas que vão cicatrizando lentamente ao longo de 7 a 10 dias. Estas bolhas podem complicar com uma infeção bacteriana (aparecimento de pús) ou com alterações da cor da pele (que podem nunca desaparecer). O quadro completo dura cerca de um mês. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Que áreas podem ser afetadas pela Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
[[File: Herpes zoster chest.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
A região mais comummente afetada é o tronco, mas rosto, olhos e outras partes do corpo também podem ser afetados. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Uma forma especial particularmente grave é a Zona oftálmica, que afeta o olho (ou ambos os olhos) e que pode provocar cegueira permanente, glaucoma (aumento da pressão intra-ocular) e uveíte. É uma urgência oftalmológica que obriga a iniciar imediatamente o tratamento para diminuir o risco de sequelas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Em quem poderá surgir a Zona?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma doença que afeta igualmente homens e mulheres. Pode manifestar-se em qualquer idade mas é mais comum em pessoas acima dos 50 anos. Estima-se que uma em cada quatro pessoas seja afetada por esta doença ao longo da vida. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Fatores de risco para Zona====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* Idade superior a 50 anos;&lt;br /&gt;
* Doenças Linfoproliferativas (alguns tipos de cancro); &lt;br /&gt;
* Imunossupressão (por quimioterapia, pós transplante, “cortisona”);&lt;br /&gt;
* Trauma físico;&lt;br /&gt;
* Stress psicológico.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Que tratamentos existem?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Atualmente ainda não existe um tratamento capaz de eliminar o vírus do organismo. Os antivirais (medicamentos com efeito direto sobre o vírus da Varicela-Zoster) são prescritos para acelerar a cicatrização, aliviar a dor e diminuir o risco de aparecimento de complicações (nevralgia), e são mais eficazes se utilizados nos primeiros dias da infeção. Os analgésicos ajudam a controlar a dor, por vezes muito intensa. As compressas húmidas, a loção de calamina e banhos calmantes com aveia coloidal podem também ajudar no alívio dos sintomas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====A dor depois da Zona====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Nevralgia pós-herpética define-se como uma dor persistente (com duração superior a 120 dias após aparecimento da Zona) no local das bolhas, mesmo após o desaparecimento das lesões na pele. Estima-se que atinja 10 a 50% das pessoas com zona, sobretudo nos mais idosos, nas pessoas que apresentaram lesões mais extensas e mais graves na fase inicial e nos que tiveram atingimento ocular. Parece também haver um risco maior desta complicação nas mulheres. Pode persistir durante meses a anos, e em alguns casos a dor pode ser tao intensa que incapacita a pessoa. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O sintoma dominante é a dor, de carácter crónico tipo queimadura, formigueiro, ardor, picada, tiro, e/ou facada e por vezes tipo choque elétrico. Pode estar associada a outras alterações da sensibilidade da pele como hiperalgesia (sensação dolorosa exagerada a um estímulo doloroso), hipo/hiperestesia (diminuição/aumento da sensibilidade) e alodínia (dor provocada por um estímulo que habitualmente não provoca dor). Geralmente é unilateral e está limitada à região afetada pela Zona, diminuindo progressivamente com o tempo. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O tratamento passa pela utilização de anticonvulsivantes e antidepressivos tricíclicos, com os analgésicos numa segunda linha. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====A Zona pode ser transmitida a outras pessoas? ====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A Zona é uma reativação do vírus da [[Varicela|varicela]] que já provocou doença aguda no passado. O contacto com uma pessoa com Zona pode transmitir o vírus da [[Varicela|varicela]], que não provocará doença nas pessoas que já tiveram a [[Varicela|varicela]], mas que pode infetar quem nunca a teve.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A manifestação deste contágio é, então, a varicela e não a Zona.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O contágio é possível a partir do momento em que surgem as bolhas na pele e deixa de o ser quando se formam as crostas no seu lugar.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
As pessoas afetadas pela Zona devem ter o cuidado de cobrir as lesões, e evitar tocar-lhes. Devem também lavar as mãos com regularidade.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Até que se atinja a fase de crosta das lesões, deve evitar-se o contacto com as seguintes pessoas: &lt;br /&gt;
* Grávidas que nunca tenham tido [[Varicela|varicela]] e que não estejam vacinadas contra a doença;&lt;br /&gt;
* Bebés prematuros ou com baixo peso ao nascer;&lt;br /&gt;
* Pessoas com sistema imunitário debilitado, como pessoas medicadas com imunossupressores ou quimioterapia, os recetores de transplantes de órgãos, e os doentes com SIDA.  &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Como posso prevenir a Zona e suas complicações?====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Atualmente está disponível uma vacina (vacina anti-Zona) capaz de prevenir o aparecimento da doença e de atenuar as suas manifestações, caso esta surja. Esta é uma vacina que contém o vírus varicela-zoster (vírus vivo atenuado) para administração a partir dos 50 anos de idade. Também existe no mercado uma outra vacina, a vacina anti-varicela, que contém uma dose diferente do vírus varicela-zoster e que pode ser administrada em crianças a partir dos 12 meses de idade e cujo objetivo é prevenir a varicela e as suas complicações. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Apesar de alguma controvérsia sobre a eficácia da vacina e a sua duração ao longo do tempo, países como os EUA e o Reino Unido implementaram programas de vacinação anti-zona a partir dos 60 anos. A vacina anti-varicela é recomendada para todas as crianças nos EUA e em 5 países na Europa. Em Portugal não temos recomendações oficiais sobre a utilização generalizada destas vacinas. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Conclusão: ===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Se tem ou suspeita ter Zona, consulte o seu médico! &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Um diagnóstico precoce desta doença, possibilita um tratamento mais atempado e diminui significativamente o risco de vir a sofrer complicações. &amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Referências recomendadas===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [http://www.cdc.gov/shingles/about/overview.html Centers for Disease Control and Prevention: Shingles (Herpes Zoster), 2016]&lt;br /&gt;
* [http://www.manuaismsd.pt/?id=212&amp;amp;cn=1795 George Gee Jackson, M.D. Manual MSD – Infeções Virais: Herpes Zoster]&lt;br /&gt;
* [http://www.psychiatrist.com/jcp/article/Pages/2015/v76n09/v76n0902.aspx Liao C-H, et al. High Prevalence of Herpes Zoster in Patients with Depression. The Journal of Clinical Psychiatry. 2015;76(9):e1099–e1104]&lt;br /&gt;
* [http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;amp;pid=S1806-00132013000300012 Portella A, et al. Herpes-zóster e neuralgia pós-herpética. Revistar Dor. 2013; Rev. Dor vol.14 no.3]&lt;br /&gt;
* [http://www.eurosurveillance.org/ViewArticle.aspx?ArticleId=511 Pinot de Moira A, Nardone A. Varicella zoster virus vaccination policies and surveillance strategies in Europe. Euro Surveill. 2005;10(1):pii=511] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:left; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt '''Voltar à página inicial''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; | &amp;lt;div style=&amp;quot;float:right; font-size:x-large&amp;quot; class=&amp;quot;small-12 medium-1 columns&amp;quot;&amp;gt;[http://metis.med.up.pt/index.php/Mensagens '''Tem alguma dúvida? Fale connosco''']&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Fb metis.png|30px|link=http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no facebook]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:Google_plus.png|30px|link=whatsapp://send?text=Zona:+uma+infeção+vírica+depois+dos+50!+http://metis.med.up.pt/index.php?title=Zona:_uma_infe%C3%A7%C3%A3o_v%C3%ADrica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no Whatsapp]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:TWT_METIS.png|30px|link=https://twitter.com/intent/tweet?text=Metis&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no twitter]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot; |[[file:In_metis.png|30px|link=http://www.linkedin.com/cws/share?isFramed=false&amp;amp;url=http://metis.med.up.pt/index.php/Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Partilha no LinkedIn]]&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background: #efefef;&amp;quot;|[[file:PRINT_METIS.jpg|30px|link=http://metis.med.up.pt/index.php?title=Especial:Exportar_em_PDF&amp;amp;page=Zona:_uma_infeção_vírica_depois_dos_50!|alt=Alt text|Imprimir como pdf]]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;div style=&amp;quot;text-align: center; margin: auto; font-size: 90%; margin-top: -18px; margin-bottom: -20px;&amp;quot;&amp;gt; &lt;br /&gt;
[[Utilizador:Manuela_Araújo|Manuela Araújo]] &amp;amp;bull; [[Utilizador:Catarina_Macedo|Catarina Macedo]]  &amp;amp;bull; [[Utilizador:Mélina_Lopes|Mélina Lopes]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt; &lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Doenças da pele‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Vírus‎]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Geriatria]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Prevenção secundária]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Ficheiro:Banner_metis_2024.jpg</id>
		<title>Ficheiro:Banner metis 2024.jpg</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Ficheiro:Banner_metis_2024.jpg"/>
				<updated>2024-01-29T15:33:31Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/MediaWiki:Hf-nsfooter-</id>
		<title>MediaWiki:Hf-nsfooter-</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/MediaWiki:Hf-nsfooter-"/>
				<updated>2024-01-29T15:33:05Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&amp;lt;div class=&amp;quot;hf-nsheader&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[File:Banner_metis_2024.jpg|link=]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/div&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Ficheiro:Banner.jpg</id>
		<title>Ficheiro:Banner.jpg</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Ficheiro:Banner.jpg"/>
				<updated>2024-01-29T15:30:52Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: Paulo Santos enviou uma nova versão de &amp;amp;quot;Ficheiro:Banner.jpg&amp;amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	<entry>
		<id> /index.php/Utilizador:Gabriela_Oliveira</id>
		<title>Utilizador:Gabriela Oliveira</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href=" /index.php/Utilizador:Gabriela_Oliveira"/>
				<updated>2024-01-29T14:44:48Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Paulo Santos: Criou página com: 'Mestrado Integrado em Medicina no Escola de Medicina da Universidade do Minho (2015-2021)&amp;lt;br&amp;gt; Internato de Formação Geral no Hospital de Santa Maria Maior, Barcelos (2022)&amp;lt;...'&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Mestrado Integrado em Medicina no Escola de Medicina da Universidade do Minho (2015-2021)&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Internato de Formação Geral no Hospital de Santa Maria Maior, Barcelos (2022)&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Médica Interna de Formação Específica em Medicina Geral e Familiar na USF Maxisaúde - ULS de Braga (2023-)&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

	</feed>