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		<title>Espondilite anquilosante - História de revisão</title>
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		<id> /index.php?title=Espondilite_anquilosante&amp;diff=4853&amp;oldid=prev</id>
		<title>Paulo Santos: Criou página com: '{{Artigos |Autor=Sofia Rei, Ricardo Pinto, Raquel Andrade |Última atualização=2022/03/28 |Palavras-chave=dor nas costas, vértebras, bacia, inflamação |Sigla da Doença=...'</title>
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				<updated>2022-03-28T07:43:58Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Criou página com: &amp;#039;{{Artigos |Autor=Sofia Rei, Ricardo Pinto, Raquel Andrade |Última atualização=2022/03/28 |Palavras-chave=dor nas costas, vértebras, bacia, inflamação |Sigla da Doença=...&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Página nova&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;{{Artigos&lt;br /&gt;
|Autor=Sofia Rei, Ricardo Pinto, Raquel Andrade&lt;br /&gt;
|Última atualização=2022/03/28&lt;br /&gt;
|Palavras-chave=dor nas costas, vértebras, bacia, inflamação&lt;br /&gt;
|Sigla da Doença=L88&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
{|border=1&lt;br /&gt;
! style=&amp;quot;background:#F8F8FF;&amp;quot;|&lt;br /&gt;
===Resumo===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A '''espondilite anquilosante''' é uma doença reumática crónica, de natureza inflamatória, que afeta predominantemente as articulações entre as vértebras e as articulações da bacia. É duas vezes mais comum no sexo masculino. A presença de lombalgia, dores nas coxas e glúteos, sobretudo de predomínio noturno que levam ao despertar, e rigidez, com evolução superior a 3 meses, são as principais manifestações clínicas da doença. A realização de exames imagiológicos e laboratoriais podem ser úteis no diagnóstico. O tratamento tem como principais objetivos o alívio da dor, a preservação da função articular, o atraso da destruição articular e, consequentemente, a melhoria da mobilidade e rigidez. Deverá combinar medidas farmacológicas e não farmacológicas. Apesar da doença apresentar, geralmente, um bom prognóstico, um diagnóstico e início de tratamento precoces contribuem para uma evolução favorável da doença.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
===Espondilite Anquilosante===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A '''espondilite anquilosante''' é uma doença reumática crónica, de natureza inflamatória, que afeta predominantemente as articulações entre as vértebras (“espondilite” significa inflamação das articulações da coluna) e as articulações da bacia.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Quando a inflamação é persistente pode evoluir para fusão das articulações com consequente diminuição, ou mesmo ausência, da mobilidade articular e rigidez, quadro designado por anquilose. Aproximadamente 20 a 30% dos doentes com espondilite evoluem para anquilose. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Pode existir envolvimento de articulações periféricas, principalmente a nível dos membros inferiores, em 20 a 30% dos casos. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Muito raramente podem surgir manifestações extra-articulares da doença, como por exemplo, manifestações cardíacas, pulmonares, renais, entre outras.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Prevalência====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
É uma doença que '''existe em todo o mundo''', atingindo todas as etnias. Estima-se que em Portugal existam entre 30.000 a 50.000 afetados. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O sexo masculino é o mais afetado, numa relação de dois homens para uma mulher. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Embora a doença possa surgir na infância e adolescência, a idade mais frequente do seu aparecimento é entre os 15 e 30 anos. O início em idade superior a 40 anos é raro.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Causas da doença====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A causa da doença não é conhecida. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Pensa-se que seja uma '''doença multifactorial''' para a qual contribuem fatores genéticos (ligados ao gene HLA B27, ARTS1 e IL23R), hereditários (familiares de 1º grau apresentam maior risco de desenvolver a doença) e ambientais (não completamente esclarecidos).&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Sintomas====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Para suspeitar de um diagnóstico de espondilite anquilosante, os sintomas deverão estar presentes há, pelo menos, três meses: &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro: Desk-312595 1280.png|300px|right]]&lt;br /&gt;
* '''Lombalgia''': dor na parte inferior das costas, que é mais intensa durante a noite, na cama, que acorda o doente durante a madrugada, sendo difícil encontrar posição de alívio. Melhora com o movimento e exercício físico.&lt;br /&gt;
* '''Dorsalgia''': dor na parte superior das costas que é mais intensa durante a noite, e que irradia para a parte da frente do tórax através do espaço existente entre cada costela.&lt;br /&gt;
* '''Rigidez''': limitação na mobilização da região lombar, mais intensa de manhã ao acordar, com duração superior a 30 minutos; afeta também a caixa torácica com limitação da expansão.&lt;br /&gt;
* '''Pseudociatalgia''': dor ao nível das nádegas e coxas, correspondendo ao trajeto do nervo ciático, que não ultrapassa os joelhos, nem apresenta outros sintomas acompanhantes, como sensação de formigueiro ou fraqueza, e alterna entre os dois membros inferiores.&lt;br /&gt;
* '''Dores ao nível do calcanhar'''.&lt;br /&gt;
* '''Tendinites''': inflamação dos tendões, que origina inchaço e dor, principalmente a nível do calcanhar e joelho.&lt;br /&gt;
* '''Artrite periférica''': inflamação das articulações, principalmente dos membros inferiores.&lt;br /&gt;
* '''Olho vermelho doloroso''': inflamação do olho a diversos níveis. Por vezes é a primeira manifestação da doença.&lt;br /&gt;
* '''Cansaço''': a astenia e a fraqueza são muito frequentes e por vezes mais incapacitantes do que a própria dor.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O diagnóstico baseia-se sobretudo nestes sintomas, mas pode ser importante a realização de exames de imagem e análises de sangue para distinguir entre outras doenças.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Tratamento====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
'''Não existe uma cura''' para a espondilite anquilosante.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
O objetivo do tratamento é o alívio da dor, a preservação da função articular, o atraso da destruição articular e, consequentemente, a melhoria da mobilidade e rigidez, combinando medidas farmacológicas e não farmacológicas.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A prática de '''atividade física adequada''' (como natação e hidroginástica) e fisioterapia são importantes para manter a mobilidade e uma correta postura, com impacto positivo na qualidade de vida. Controlar o peso através de uma alimentação adequada é também fundamental.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Os '''analgésicos''' e os anti-inflamatórios não esteróides melhoram a dor e a qualidade de vida, mas não contribuem para a modificação da história natural da doença. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Atualmente, existem vários tratamentos com '''efeito modificador da doença''' como anti-inflamatórios específicos (Salazopirina e Metotrexato), e as terapêuticas biológicas (Infliximab, Etanercept e Adalimumab). Não apresentam impacto imediato na dor nem na rigidez, mas modificam a evolução da doença a longo prazo, onde uma boa adesão é fundamental.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
A cirurgia é uma opção que raramente é necessária. Contudo, poderá ser uma opção válida na substituição das ancas anquilosadas por próteses ou na correção de deformações graves da coluna.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
====Evolução e prognóstico====&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
Apesar da espondilite anquilosante ter uma expressão variável entre doentes, apresenta frequentemente uma '''evolução benigna''' com alternância entre períodos sintomáticos e períodos de remissão espontânea dos sintomas. Na maior parte das vezes, as pessoas afetadas conseguem manter uma vida normal. As mulheres apresentam, normalmente, formas menos graves da doença. &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
Quanto '''mais precoce''' for o diagnóstico e o tratamento, melhor será a evolução da doença.&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
São fatores de pior prognóstico o início da doença com envolvimento articular periférico e ocular.&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Conclusão===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
A '''espondilite anquilosante''' é uma doença inflamatória crónica que afeta as articulações vertebrais e da bacia. O diagnóstico é clínico e quanto mais precoce, mais favorável é a evolução da doença.&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
===Referências recomendadas===&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
* [http://www.ipr.pt/index.aspx?p=MenuPage&amp;amp;MenuId=174 Instituto Português de Reumatologia. Espondilite Anquilosante]&lt;br /&gt;
* [https://www.spmi.pt/wp-content/uploads/NEDAI_67.pdf Sociedade Portuguesa de Medicina Interna. Espondilite Anquilosante]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| border=&amp;quot;0&amp;quot;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
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		<author><name>Paulo Santos</name></author>	</entry>

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