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A varicela é uma infecção muito contagiosa transmitida pelo vírus varicela zoster que provoca o aparecimento de lesões cutâneas muitas vezes com comichão. <br> | A varicela é uma infecção muito contagiosa transmitida pelo vírus varicela zoster que provoca o aparecimento de lesões cutâneas muitas vezes com comichão. <br> | ||
Tipicamente afecta crianças entre os dois e os oito anos, e em Portugal a transmissão ocorre predominante entre o final da Primavera e o início do Verão. <br> | Tipicamente afecta crianças entre os dois e os oito anos, e em Portugal a transmissão ocorre predominante entre o final da Primavera e o início do Verão. <br> | ||
O seu tratamento, na maior parte dos casos, consiste em medidas para aliviar a comichão e cuidados de higiene para evitar que as lesões na pele infectem. Há uma vacina disponível para prevenir o aparecimento da varicela. <br> | O seu tratamento, na maior parte dos casos, consiste em medidas para aliviar a comichão e cuidados de higiene para evitar que as lesões na pele infectem. Há uma vacina disponível para prevenir o aparecimento da varicela. <br> | ||
| − | Esta doença geralmente é benigna e autolimitada mas nos bebés, nos adultos, nas grávidas e em pessoas com algum défice imunitário há um maior risco de complicações. Após esta infecção o vírus permanece no organismo e pode reactivar-se anos depois sob a forma de herpes zóster (mais conhecido por zona). | + | Esta doença geralmente é benigna e autolimitada mas nos bebés, nos adultos, nas grávidas e em pessoas com algum défice imunitário há um maior risco de complicações. Após esta infecção o vírus permanece no organismo e pode reactivar-se anos depois sob a forma de herpes zóster (mais conhecido por zona). |
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Autor: Rita Aguiar, Raquel Lisboa
Última atualização: 2016/07/21
Palavras-chave: Varicela, Vacina da varicela
ResumoA varicela é uma infecção muito contagiosa transmitida pelo vírus varicela zoster que provoca o aparecimento de lesões cutâneas muitas vezes com comichão. |
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A varicela é uma infecção altamente contagiosa causada pelo vírus varicela zoster.
É uma doença muito comum, estimando-se que atinja 415 casos por 100.000 pessoas/ano, sobretudo nas crianças com 5.194 casos por 100.000 até aos 4 anos de idade e 2.132 por 100.000 em crianças entre os 5 e os 9 anos.
Geralmente apresenta uma evolução autolimitada mas pode haver necessidade de internamento em cerca de 2-6% dos casos. A taxa de mortalidade na Europa é muito baixa, com 0,05/100.000 casos/ano.
A transmissão ocorre através de gotículas de saliva que são transmitidas pelo ar (por exemplo, ao falar ou ao respirar) ou pelo contacto directo com as lesões da pele.
A transmissão do vírus ocorre entre 1 a 2 dias antes de surgirem as lesões na pele até que todas as lesões estejam em crosta (o que demora entre 5 a 7 dias).
Aproximadamente 24 a 36 horas depois, aparecem as lesões na pele: primeiro surgem umas pequenas manchas planas vermelhas (máculas), que ganham relevo (pápulas), transformam-se numas bolhas arredondadas com conteúdo líquido (vesículas) até que se formam as crostas. A maioria das lesões forma crosta por volta do 6º dia e quase todas desaparecem em menos de 20 dias.
Estas lesões habitualmente aparecerem primeiro no tronco e cara, espalhando-se depois para o resto do corpo, incluindo couro cabeludo e mucosas. Normalmente provocam muita comichão.
Na maioria dos casos, o seu médico poderá fazer o diagnóstico através da observação das lesões na pele.
Só muito raramente é necessário recorrer a exames laboratoriais que permitam identificar a presença do vírus.
Na maioria das vezes só é necessário o tratamento dos sintomas.
Para o alívio da comichão, podem ser colocadas compressas húmidas sobre a pele ou loções calmantes com calamina. O seu médico pode também recomendar o uso de um medicamento anti-histamínico.
É importante que a pessoa evite coçar-se para evitar a propagação da infecção, a formação de cicatrizes e a infecção bacteriana das lesões. Os cuidados de higiene, como manter as unhas rentes e o banho com água e um sabão, de preferência líquido para evitar ferir a pele, são também essenciais.
Nos casos mais graves pode ser necessário o uso de um medicamento antiviral ou a administração de anticorpos contra o vírus da varicela.
A aspirina e os anti-inflamatórios não devem ser usados pois associam-se ao aparecimento de duas doenças graves - síndrome de Reye e fasceíte necrosante, respectivamente.
A maioria das crianças recupera sem complicações.
No entanto, a varicela pode associar-se a complicações graves em pessoas susceptíveis: crianças muito pequenas, adolescentes, adultos, grávidas e imunodeprimidos (por exemplo, pessoas transplantadas, com SIDA ou sob quimioterapia).
Estas complicações podem ser, entre outras:
A maioria das pessoas, após um episódio de varicela, desenvolve imunidade para esta doença, ou seja, não voltará a contraí-la.
No entanto, após a infecção inicial de varicela, o vírus herpes zoster fica alojado no organismo. Em determinadas situações, pode reactivar-se originando o herpes zóster (conhecido por zona).
Existe uma vacina disponível no nosso país que não está incluída no programa nacional de vacinação.
A Sociedade de Infecciologia Pediátrica recomenda a administração desta vacina em adolescentes e adultos que se enquadrem num dos seguintes grupos de risco:
No entanto, não existem ainda consenso quanto à utilização desta vacina em todas as crianças. Por um lado, a varicela pode surgir mesmo em indivíduos vacinados (apesar de ser mais ligeira) e, por outro, parece haver uma diminuição da eficácia da vacina ao longo do tempo. Além disso, pensa-se que a vacinação poderá provar um aumento na incidência de herpes zoster.
A varicela é uma doença frequente e muito contagiosa.
Na maioria dos casos é uma doença benigna e autolimitada que apenas necessita de cuidados gerais e de aliviar a comichão.